quinta-feira, 29 de julho de 2010

UM AMOR PARA SEMPRE

Li, outro dia, que as pessoas precisam que seus corações batam acelerado  ao menos duas vezes por dia , durante aproximadamente 20 minutos, para garantir uma vida mais longa.....

Isso explicou algumas coisas, mas me fez crer que quem ama vive mais.....

Não um amor como vemos hoje em dia, rápido, frágil, que a qualquer obstáculo se esvai, some, derrete....não.

Esse amor ao qual me refiro é um amor mais forte, nada fácil de encontrar hoje em dia. É raro, de almas gêmeas, de andar de mãos dadas aos 90 anos, por puro prazer, não por obrigação.

Beijar no rosto, na testa, na boca, do nada, por puro prazer....

Fazer carinho em público, sem medo, sem receio, nem aí para os adolscentes, nem aí para os jovens, nem aí para ninguém.                  

Ver um no olho do outro, nas ações, no respeito, no dia a dia.

 Pouquíssimos casais sobrevivem a isso, Às vezes sobrevivem até a morte do parceiro da vida toda, e por não agüentarem a sua ausência, morrem em seguida, para encontrar o seu grande amor novamente.

Sempre achei lindo esse amor devotado, sem cobranças, cheio de cuidado, um amor de almas, não de corpos, não de sexo, só de almas, onde existe muito mais nas entrelinhas do que nas linhas.

Desejo um amor desses aos meus filhos.....

Para mim...

Bem, talvez, eu, nesta vida não encontre mais.

Não consigo dimensionar  em minha vida um espaço para esse amor tão intenso.

Talvez porque ache que devido às decepções que já tive não possua o essencial para aceitar um amor dessa simplicidade, dessa pureza: crença, esperança e fé.

Minha maturidade é adversa à minha vontade, às vezes me prejudica,  poucas me favorece e quase nenhuma me direciona.

Ao contrário do que demonstravam meus pais, deixo bem claro aos meus filhos que não sei tudo, fico doente, sofro de mau humor em alguns períodos e o mais importante......os amo incondicionalmente. Por hora o único amor incondicional que consigo conceber.

O amor que espero é algo que não existe aos montes por aí, algo mais profundo, mais intenso, mais real do que as pessoas possam conceder: um ficar por querer, um cuidar por prazer, um amar por amar, sem ter que explicar, sem ter que fugir, sem ter que se humilhar ou rastejar, sem medir força e disputar quem é o melhor.

 Ter um ombro para encostar a cabeça ao chegar, uma mão para a cariciar e ouvidos para falar as alegrias, dividir as tristezas, olhos para olharem juntos na mesma direção, seguir o mesmo caminho juntos, nem na frente, nem atrás.

Talvez eu seja ingênua ainda mas não tenho culpa.

Preciso, acredito que todos precisamos de algo mais que sexo, é necessário alguém que nos ame no decorrer da vida, sem prazo de validade, que sinta nossa falta quando não estamos e se alegre quando chegamos e vice e versa diariamente.

Com o coração sempre batendo meio descompassado  ao ver a pessoa amada.
               

 Sei lá se isso existe, mas queria para mim e duvido que vocês não queira para vocês......


          B E I J OS  ..........






 


quarta-feira, 28 de julho de 2010

VIDA EM CAIXAS

Bom, depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou.


Não muito animada, mas também não estou derrotada.

Digamos que me seleciono como batalhadora.

Mas vamos ao título.....” vida em caixas”



Sabe quando vc tem a impressão que toda a sua vida está dentro de algum tipo de caixa?

Pois é, ando meio assim. Desde antes de me separar, quando voltei a morar com a minha mãe, nunca tive  muito espaço para por minhas coisas, e por conta disso elas estão encaixadas.


Cada vez que quero um livro, ou pintar minhas caixas de MDF, preciso tirar uma coisa de dentro da outra e ir pouco a pouco descobrindo, revendo e depois arrumar tudo de novo.

Mas tenho me sentindo como as caixas onde guardo n’s coisas: tenho guardado minha liberdade, meus sentimentos ( raiva, ira, ódio, mágoa ), lágrimas.....tudo q não é muito legal de sentir, tem ficado dentro.

Ando me sentindo dentro de uma caixa, onde mau posso me mexer que incomodo alguém, onde tenho q abaixar a cabeça, engolir a raiva e conviver, por mais algum tempo.... Adapto minha vida, para não atrapalhar a vivência alheia. Antes era mais fácil, agora possuo extensões....
Aprendizado......

A cada momento, a cada resvalo, sinto como se em todas as ocasiões da minha vida, fiz o que faço quando estou dirigindo: vire para a direita, e eu no ímpeto, acabo indo para o lado oposto, desta forma, aumentando a distância entre meus sonhos, entre meus desejos, entre minhas realizações.

Talvez, tenha faltando alguém na minha vida capaz de entender minha dificuldade e mostrar que o caminho era outro, mas de outra forma, talvez suave, sempre tive problemas com o que se mostra muito simples, sempre achei que tinha problema por trás....Bobeira minha.
Meus filhos me amparam, querem tomar partido, ficam chateados também com a situação, mas eu só quero que eles sejam felizes, que consigam sobreviver à vida em caixas por mais algum tempo, espero que menos do que eu esteja imaginando, e mais do que eu precise.

Ando bem chateada, mas sei que vou melhorar, denota tempo, mas vou conseguir, minha vida não vai parar, porque aprendi que não vale a pena, podemos nos resguardar um tempo, lamber as feridas, cuidar da dor,  mas depois temos que seguir.

Um minuto para a lágrima, depois enxugá-se os olhos e segue para a ação, para a luta.

Tudo na vida é lugar comum, só que a gente sempre acha que nunca aconteceu com ninguém até se expor, e ver que é o que todo mundo pensa, acha.

Paciência......

Terei muita e serei feliz assim ou assado.

O tempo é meu amigo e eu sei que no final tudo dá certo, basta acreditar.

Sei que em breve, abrirei minhas caixas e descobrirei que além do pó algumas coisas continuam lá esperando para vir à tona, esperando para viver de novo.

Coisas da vida......

domingo, 4 de julho de 2010

ANSIEDADE....SONHO.....EMOÇÃO = FELICIDADE - HOMENAGEM A DONA OLGA.....




Não sei bem como isso tudo começou......

Ou talvez eu saiba sim....


Há muito e muitos anos atrás, existia uma escola como tantas outras, concreto, crianças e adultos, cada um em sua função, seguindo seu destino.



Antes, não havia esse negócio de criança ter que pegar dois ônibus para ir até a escola, no máximo, andava-se quadras. Íamos sozinhos, em turma., em levas, mas íamos.



A infância tinha outro gosto, outro sabor.



A escola era um lugar para aprender e fazer amigos, mas havia um diferencial: o respeito, o amor, a determinação.



Nunca fomos números, no máximo, sobrenomes ou apelidos, rsrsrsrs. Esses ao montes.



Estudei nesta escola durante 11 anos, exatos. Entrei uma criança e saí uma mulher.



Aprendi tantas coisas, que às vezes não me lembro de tudo exatamente, mas tenho a essência plantada dentro de mim, dentro do meu coração, enraizada em minha alma.



Às vezes as pessoas não sabem bem o que fazem, qual a emoção que despertam ou a marca que deixaram nas pessoas.



O tempo passa e achamos que tudo passou junto. Não é verdade!!!!!



Há algum tempo estou organizando reuniões de amigos dessa escola tão comum e tão especial ao mesmo tempo.



Reuniões q no início foram bem modestas e que atualmente estão ganhando força, e cada vez mais emoção.



Tem algumas pessoas que estudei desde o primário, uma vida toda junta e depois separada, não posso dizer que abruptamente, mas....nos separamos.



Cada um seguiu seu caminho, mas guardou em algum lugar do coração a emoção de estar junto, a emoção de compartilhar emoções.



Realizamos o 3º encontro de ex-ennianos no sábado, dia 26/06/2010, que foi coroado com a presença da Profª Lívia, nossa professora de Educação Artística, como se ela tivesse ensinado só isso para nós, alunos.



Essa professora sempre chamou a atenção, muito séria, exigente, sempre elegante, lançando moda, mas o seu mérito vai além....



Vai nas músicas que nos ensaiava, nas aulas ao som de Bethoven, Bach, Noel Rosa, entre outros, nas peças de teatro que apresentávamos, nos passeios à Bienal de Artes, no incentivo à cultura. Em nos mostrar a vida através do muro. Do muro da nossa limitação, da nossa ignorância musical, despertando, naqueles alunos da escola pública, o gosto por arte, ensinando muito mais do que educação artística, fazendo sentir o prazer por tudo aquilo.



Quando ela chegou, com seu marido o Maestro Nasari Campos, a comoção foi geral, a emoção alcançou proporções inimagináveis. Conversou com todos, falou com todos, participou da emoção junto, e eu vi, ninguém me falou, a felicidade e a alegria em seu olhar, compartilhado pelo seu marido, diga-se de passagem, já é da turma.



Foi um encontro mais que especial.



Mas faltou pessoas.....



Durante o encontro, conversa vai, conversa vem, surgiu a idéia de irmos até a cidade onde a diretora, responsável pelo diferencial da escola, morava.



Combinamos tudo com a professora, que a partir daquele momento, virou nossa cúmplice.



Foi tudo organizado rapidamente. Eu só acreditei que tudo estava realmente acontecendo quando, ao sair da minha casa, no sábado ( 03/07/2010 ), à 7hs50 da manhã, já haviam carros na minha porta, imagina a minha felicidade, quando vi 8 carros em minha porta, todos prontos para realizar mais uma homenagem a alguém que marcou nossas vidas de uma forma tão especial.



Dona Olga é uma professora / diretora incomum, tanto nos dias de hoje, como nos dias de ontem.



Olhava para o aluno de uma forma especial, como filho, como responsabilidade dela, na forma mais forte dessa palavra.



Todos tem muitas lembranças, eu também, mas eu tenho uma que para mim foi especial:



Meus pais nunca me perguntaram se eu estava bem ou se estava acontecendo alguma coisa. Agora, imagina: uma diretora de escola, cheia de atribulações do dia a dia, passando lá no começo do pátio e quando te vê, meio cabisbaixo, sai do seu caminho e vem te perguntar se está tudo bem? Não me lembro o que respondi, não me lembro ao certo nem qual era o motivo da minha apatia, mas aquele gesto dela fez toda a diferença.



Lógico, além de toda a sua determinação.



Esse negócio que o pessoal fala hoje de abrir as escolas para a comunidade, hum. Isso, há 25 anos atrás já era um fato.



Dona Olga chamou a comunidade para dentro da escola. Tinha jogos, música, vôlei, futebol, jazz. Era tudo junto. A comunidade pintou a escola, ajudava nas festas, respeitava a Dona Olga, mais do que ela fosse da família, seu trabalho era admirado, respeitado e surtiu efeito.



Nesse evento onde reunimos em torno de 30 pessoas, todos ex alunos, sem contar suas esposas, algumas que também estudaram no Ennio Chiesa, e alguns maridos é a maior prova disso.



Todos queríamos ver dona Olga, ter certeza que ainda continuava viva e plena.



Ensaiamos uma música que homenageamos ela uma vez: Dona, e fomos, de comboio para o evento.



O resto das pessoas eu não sei, mas eu estava particularmente emocionada, ansiosa e feliz.



Quando chegamos tivemos poucos minutos para concluir a organização.



Ela entrou e antes que pudesse nos ver direito entoamos os primeiros acordes de Dona.



Foi lindo, parecia que tínhamos ensaiado a semana toda, a emoção tomou conta de todos .



Arrebatou homens feitos, mães de família, transformando todos em adolescentes novamente, fomos de encontro ao passado, ás mais doces e ingênuas lembranças, de repente, voltamos a escola e estávamos todos lá, perdidos no meio de tanta emoção, de tanta alegria.



Houve agradecimentos depois dos abraços, e também uma história real, e um agradecimento lindo, onde fomos todos de volta às lágrimas.



O dia transcorreu feliz, mas qual não foi a surpresa geral quando mais uma professora juntou-se a nós.



Profª Vera, minha mentora, a considero assim. Pura fibra e determinação em fazer a matemática entrar na cabeça dos alunos. Com ela aprendi muito mais do que Matemática, aprendi a confiar em mim. Aprendi que podia ajudar os outros e aprender com isso, aprendi a ter determinação, a entender nas linhas, entrelinhas e em tudo mais, a me esforçar e não desistir, aprendi que o não saber é só um passo para aprender.



Ela foi responsável por quase todos os apelidos que os alunos carregam até o hoje, altamente marcantes. Sua dinâmica, sua marca registrada. Em sua aula, podíamos ouvir uma agulha caindo no pátio, a Matemática era cruel para a grande maioria, para mim era relaxante prazeroso e divertido. AMO até hoje, e sempre aprendi da forma que ela ensinava : clara e objetiva, sem histórias, direto no ponto.



Assim como as outras duas, foi coberta de abraços, de carinho, de alegrias e dava para ver a felicidade estampada em seus olhos.



Pois é, foi isso. Passamos uma tarde de magia, onde mesclavam alegria, incredulidade ( ouvi, várias vezes: vc já se imaginou nessa situação????? Na casa da Lívia, com a Dona Olga e a Vera????????!???????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!), realmente foi como num sonho, um sonho lindo, lindo......





Não sei se um dia me acostumo com isso, mas o q posso dizer é que estou muito feliz. Com uma sensação de alegria e emoção brindando minha memória, meu coração, não consigo expressar mais, nem chegar mais fundo, por que não dá para traduzir em palavras emoções tão intensas, tão fortes e verdadeiras.



Vou ficando por aqui, com o coração quente e um sorriso nos lábios, que vez por outra acaba se misturando com uma lágrima da mais profunda emoção.



Dona Olga disse antes de se retirar que nós demos o maior presente da vida dela, mas ela não sabe que nós é que recebemos o maior presente de nossas vidas, a presença dela em nossa tão singela história.



Bjs a todos.....

segunda-feira, 10 de maio de 2010

VOCÊ JÁ TEVE UM DIÁRIO?????

Comecei meu 1º Diário aos 13 ou 14 anos, exatamente cquando a vida começou a ficar mais interessante, mais intensa.
Época de amores platônicos, de sofrimentos sem motivos aparentes, de muita intensidade interna, de muita vivencia emocional....
O meu me acompanha até hoje, não com tanta frequência, mas vez por outra, estou eu lá, debulhando meu coração, compatilhando felicidades e alegrias comigo mesma. Escrevo e depois releio, para aprender a me entender, é um aprendizado, uma releitura.
Algumas pessoas não tem essa visão. Acham que um diário é um desperdício de tempo e espaço, mas não tenho essa visão. Tenho aprendido muito comigo mesma, e crescido, porque não adianta ver que deu errado e continuar insistindo.
Havia uma novela, onde a persongem principal, Helena ( representada nesta ocasião por Regina Duarte ), mantinha um diário, onde contou a troca dos meninos ( o dela: vivo, pelo da filha: morto), pois a filha não poderia ter mais filho e ela já tinha a filha. E depois todo o sofrimento da personagem é descrito dia a dia nas páginas do confortador diário.
Um Diário nada mais é do que um tesouro de emoções escondidas, mas que não podem ficar sufocadas dentro do peito, precisam ganhar um mínimo de espaço fora, precisam ser relatadas.
Sentimentois e sensações são perpetuados por anos e anos, e podem ser revividos a qualquer momento, quando você quiser ou se tornar necessário.
É assim que acontece comigo.
Sempre escrevi no meu diário sobre amores, casos, meus empregos, a faculdade, a escola.....sensações únicas e saborosas.
Consigo, através das páginas, sentir minhas dúvidas e incertezas que banhavam a alma da adolescente e da mulher, e concluo que mudei e muito.....
Quando comecei a namorar com o pai dos meus filhos, os relatos diminuiram, não sei exatamente porque, mas desconfio que não queria enxergar o teor da relação e concluir que não daria certo, então acabou dando no que deu.
Alguém me disse que a jornalista Marilia Gabriela mantém um diário até hoje, é praticamente um vício e posso garantir é um vício saudável.
Pois, ter a capacidade de fazer a releitura de você mesma é maravailhoso e proporciona um maior conhecimento, admitir erros, aprender a ser humana e não querer ser uma super mulher, porque descobri que a vida é muito mais do que tudo muito bem arrumadinho no seu devido lugar, ela precisa ter espaço para circular e pode perceber, por onde há vida, sempre tem um pouco de movimento, de alegria.
Podem dizer o que quiser, mas amo escrever em meu diário, desafogo minha mente, reavlaio meus comportamentos, minha vida e assim procuro revitalizá-la, sempre, querendo nada mais nada menos que a plena felicidade.



Bjs a todos....






terça-feira, 4 de maio de 2010

AINDA COM 18 ANOS

Tive um a semana (05 a 11/04) complexa e cheia de surpresas boas . Fui à dois shows, diga-se de passagem que o 1º shpw da minha vida foi do Oswaldo Montenegro ( em Outubro/2009), dessa vez Alceu Valença e Paralamas do Sucesso, um no dia 09/04/2010 e o outro no dia 11/04/2010.


Alceu foi tranqüilo. Adorei ouvir os sucessos dele, músicas para dançar, outras para sonhar, todas com letras profundas e interessantes, mas absolutamente, nada se compara ao Paralamas.

Eles estouraram na década de 80/90 como tantas outras bandas, e se mantiveram, inclusive na mídia.

Minha história é regida por uma trilha sonora, e com certeza as músicass deles fazem parte da minha vida, dos meus dramas, da minha história.

E, para mim, foi emocionante perceber que tem adolescentes que gostam do Paralamas, que curtem mesmo, que conhecem a letra e dançam, assim como eu.

Ficar ali, sentindo toda a quela vibração do show, a energia dos artistas é fabuloso, estou deslumbrada.

Demorou um pouco para passar a sensação, a eletricidade, a emoção de ver os meu cantores da adolescência, ali tão perto, tão vibrante, tão bom.

Não tenho palavras, só emoção.

O Herbert, para mim é um lutador, uma pessoa iluminada, e observada por anjos, porque foi assim que senti a sintonia dos três no palco, um cuidado especial, uma harmonia.

Não tenho palavras, só emoção como eu disse.

Ver adolescentes curtindo o som q eu curti com a mesma emoção q eu estava???? Se para mim foi fabuloso, para eles...... não sei nem o q pensar.



A dizer? Quem nunca foi a um show de alguém q cante o seu coração, vá, ao menos uma vez.

A sentir? Toda a emoção de uma vida, batendo loucamente dentro do peito em um espaço só...... Amei!!!!



Bjs a todos e.... um pedacinho de Paralamas para vocês:



“...Mesmo querendo eu não vou me enganar

Eu conheço os seus passos, eu vejo

os seu erros

Não há nada de novo

Ainda somos iguais

Então não me chame, não olhe

Prá trás...” ( Meu erro )

sábado, 17 de abril de 2010

ERA UMA VEZ.....

Um urso montanhês, em um dia de chuva forte, ouviu de uma clareira, um miado alto e forte.
Ao se aproximar observou uma onça deitada, cercada por seus filhotes e impossibilitada de andar. Quando so filhotes observaram aquele urso enorme se aproximando ficaram apavorados, mas a mãe, muito tranquilamente pediu para que eles ficassem quietos e esperassem.

O urso, desconfiado, se aproximou, meio sem jeito, meio sem vontade, mas querendo ajudar, olhou a onça, examinou e resolveu que iria dar um jeito de ajudar.

Conseguiu fazê-la levantar para avaliar o que ocorria, olhou de um lado e do outro, e chegou a conclusão que o q estava machucando era mais dentro do que fora.

Com cuidado, pois ele era imenso, se aproximou da onça e abraçou fortemente aquele animal.

A onça andava tão machucada pela vida, pelo dia a dia, pela tristeza, q nem reparou que ele era diferente, simplesmente deixou-se abraçar e ficou ali, por longo tempo, sendo amparada por aquele animal enorme e ao mesmo tempo tão terno.

Depois de algum tempo, o urso começou a se afastar e a onça, querendo retribuir tão grande carinho e afetividade, tentou lamber suas feridas, em retribuição.

Nesse momento, aquele animal, tão dócil, meigo de instantes atrás, se transformou em outro animal, rugiu ferozmente para a leoa, que ao mesmo tempo em q se assustou ,se afastou para deixá-lo ir.....


Bem, na realidade, essa história é meramente ilustrativa, só para entrar onde quero chegar.

Encaro os relacionamentos humanos mais ou menos como a onça e o urso: às vezes temos alguém por perto para nos ajudar, mas quando tentamos lamber as feridas......Não somos muito entendidas (os).

Talvez as pessoas não compliquem muito, só tem outra maneira de enfocar o problema e às vezes o problema é justamente esse: o enfoque.

Somos seres humanos diferentes, graças a Deus, mas isso prejudica o relacionamsnto tanto quanto o engrandece, porque precisamos demais perceber que não somos fortes e nem fracos, somente humanos, desprovidos de super poderes e de grandes ações.

E enquanto seres humanos, somos falhos, cometemos erros, não seguimos programação designada, somente emoção. E então chegamos no ponto: E M O Ç Ã O.

Eu ando aprendendo a lidar com ela, aos poucos. A entendê-la e não mais a controlá-la, a encará-la como algo bom e não ruim.

Sempre me achei frágil, debilitada, covarde. Descobri que essa imagem nunca existiu. O que havia era uma pessoa conturbada por emoções tão fortes e incontroláveis que escapavam de suas mãos e isso me deixavam desesperada.

Amar sempre foi um desafio para mim. Li uma frase q acho q é mais pura verdade: " Quem tem coragem para amar, tem que ter coragem para sofrer". Porque o sofrimento não está intríseco no amor, mas pode acontecer em algum momento e é necessário ter forças para seguir.

Sempre tive medo de me machucar, e no medo de me machucar acabei me machucando mais do q se tivesse me atirado de cabeça.

Sempre há tempo para tentar mudar e eu ando muito atrás das mudanças, atrás das possibilidades, como se houvesse um leque de possibilidades a serem descobertas.

Coragem é fundamental, descobrir o q vc quer é essencial e viver seus desafios de cabeça erguida, não tem preço, só gratificação.

Acredito, com base em minha experiência de vida, que tudo pode mudar, mas quase nada acontece de uma hora para outra, todas as coisas tem encaixe, tem suas peças, às vezes queremos roubar a peça de outro jogo, outras vezes queremos só emprestada, e outras queremos tentar remendar para devolver.

Tem muitas fases, muitos sentimentos envolvidos e nunca viveremos o suficiente para conhecer todos, mas podemos experimentá-los, degustá-los e fazer da vida algo mais belo, mais feliz.

Estou aprendendo, e acho que isso demora a vida toda, mas não ligo, estou aqui para isso: ser uma pessoa melhor.

Minha meta? Fazer com que o urso não vá embora.

Beijos a todos.



 

segunda-feira, 15 de março de 2010

A VIDA E A MORTE

Todos os dias, pessoas morrem das mais diversas formas e tantas outras enfrentam suas lutas diárias com fé e determinação.

Sábado, 13/03/2010, meu tio Zacarias foi enterrado após uma luta contra a leucemia. Tio Zacarias sempre foi quietinho, ao menos para nós, sobrinhas distantes, tranquilo, suave. Tia Rosa, sua esposa e irmã da minha mãe, sempre tranquila, trazia dentro de si um leão e um urso, dotados de força e energia para qualquer briga, qualquer luta.

A história deles sempre me fascinou. Minha tia, do auge de seus 17 anos, forjou uma fuga para se casar com meu tio, então com 22 anos. Há 57 anos atrás, fala para mim se ela era ou não era a ídola das meninas rebeldes de ontem? Para mim a história sempre foi fascinante. Meu avó, bravíssimo, foi buscar minha tia na casa da irmã casada do tio Zacarias e todo mundo foi parar na delegacia, onde se casaram.

E desde então estiveram juntos, desta união, 12 filhos, dos quais 2 faleceram e mais 4 filhos adotivos, que Deus depositou em sua porta, aos seus cuidados. Desse povo todo, uma multidão de netos e bisnetos, gente para toda vida.

Não sabíamos, até sábado, da leucemia, mas minha mãe ligava todos os dias, com a esperança de que ele sobrevivesse à doença, mas em determinado momento, o corpo não reage mais, e Deus em sua bondade imensa leva nossos entes para terem um pouco de paz. Foi assim com meu pai, foi assim com meu tio.

A dor da perda é sempre enorme, mas precisamos ter fé e acreditar que a nossa dor é mais fácil de curar, a ausência se faz presente sempre, mas o carinho é seu companheiro e a gente que fica vai levando.

Durante tantas coisas que tenho passado aprendi que nossa presença é indispensável em um velório, mas pode ser dispensável em uma festa.

Porque o carinho que dispensamos aos familiares quando alguém parte é muito mais importante do que compartilhar alegria.

Quando vc abraça alguém que perdeu alguém está divindo tristeza, aliviando o fardo, quando se vai a uma festa, soma-se alegria e alegria sempre é mais fácil, e é abundante.

Estou triste e aliviada: treste pela perda, aliviada pelo término de sofrimento tanto dos que ficaram como de quem partiu.

Por hoje é só.

Um beijo enorme a todos, do fundo do coração.

" Por mais tempo que dure, a vida sempre será efêmera...."