domingo, 24 de janeiro de 2010

AVANÇO DA MEDICINA...PROLONGAMENTO DA VIDA OU ADIO DA MORTE?



Andei pensando muito por estes dias sobre o que queria falar, mas não me decidia. Então recebi a notícia de que a sobrinha de um amigo havia falecido ( 9 meses ), que a mãe de outro está muito doente e o pai de outra está internado.

Nâo sei se já comentei, mas meu pai tinha diabetes, tipo II. Para mim uma doença tão ou mais perigosa do que o câncer, porque as pessoas não dão a real importância a ela, como não apresenta sintomas, pode ir atuando no organismo por anos e pouco antes da pessoa morrer, ela vai embora, rindo do ocorrido.

Trabalho, indiretamente com assistência à saúde, e ficamos sabendo diariamente de pessoas idosas que permanecem internadas meses, às vezes anos.

Quando meu pai sofreu o 1º ataque cardíaco, percebi que ele realmente estava doente. Graças a Deus, porque a presença Dele é muito forte na minha vida, já estava trabalhando na Prefeitura, e através disso pude custear todo o tratamento dele até o final.

Minha preocupação era constante, diária, depois do fato ocorrido; antes eles não conversavam com a gente sobre o que estava acontecendo, uma vez meu pai me lveou para o trabalho sem enxergar um palmo na frente dele, seus olhos eram minha mãe. Sinceramente? Não acreditei quando ele falava, porque não parecia, mas meu herói estava começando a enfrentar os desafios importantes da vida dele. DEsafios importantes e derradeiros.

Perdeu a visão aos 50 e poucos anos, após 20 e poucos de diabético. Quando se aposentou, devido à doença que não possibilitava mais o uso da visão, sua ferramenta de trabalho, ele decidiu lutar.

Fazia a barba sozinho, tomava banho e se trocava sozinho, fazia pequenos reparos em casa com a juda da minha mãe, comia sozinho, andava pelo quintal, vivia atualizado, porque assistia ao jornal, ouvia rádio, não se rendeu, nunca. Nem quando tiveram que tirar a metade da sua perna, foi bem no ano do meu casamento. Ia me casar em 1999, dezembro, adiei para maio/2000 e depois para junho/2000, para que meu paizinho entrasse comigo e ele entrou todo garboso, todo lindo. Meu casamento acabou, mas valeu para ver meu pai todo feliz.

Para mim, sempre foi o homem mais lindo, atencioso, mas também era duro e seus olhos sempre falaram mais que sua boca. Amava demais meu pai.

Meu problema com a medicina vem no final: depois muito tratamento, muita internação, muita medicação, um transplante de rim, que não deu certo, meu pai precisou tirar a outra parte da perna, e ficou internado na UTI durante meses. Meses de sofrimento, de expectativa, em que ele se encontrava em coma induzida, e nós, familiares rezávamos para que ele voltasse para casa, ficasse conosco por mais algum tempo, só mais um pouco.

Depois de um dia em que fui visitá-lo e presenciei 5 paradas cardiácas em intervalos de 30 minutos aproximadamente, e que ele sobreviveu, graças ao socorro médico e à vontade dele de sobreviver, tive uma conversa com Deus, pedi para que ele aliviasse o sofrimento do meu paizinho, e se realmente fosse vontade Dele que o levasse, não conseguia mais vê-lo sofrendo tanto, e Deus fez a parte dele. Quinze dias depois meu deu adeus ao seu corpo terreno.

A tristeza foi enorme, em seu velório compareceram mais de 150 pessoas, em sua maioria, familiares, que conheciam-no e tinha grande amor por ele. Principalmente a família da minha mãe: tias, tios, sobrinhas e sobrinhos; que às vezes não podiam vir numa festa aqui em casa, mas sempre arrumavam um tempinho para vir vê-lo durante a semana ou no fim de semana.

Meu questionamento, após toda essa exposição é: até que ponto é realmente bom o avanço da medicina?
O sofrimento, a tristeza gerada por uma pessoa que às vezes só merece morrer em paz entre os seus. Não tiro o mérito dos exames, vacinas, entre outros, mas quando não há mais o que fazer...sei lá, é muito triste.
Vi meu pai todo cheio de fios e tubos, com uma máquina que filtrava o sangue dele todo o dia, e q só foi desligada, porque o sangue estava tão grosso que ela não conseguia mais executar seu trabalho.
Sei que as duas pontas são difíceis, mas sei lá...
Somos egoístas, queremos a pessoa perto, só mais um pouco, mas precisamos aprender, que o nosso sofrimento é grande, mas de quem precisa partir também.

Ainda não me decidi, e acho que nunca vou poder, porque também sou egoísta, e tenho muito medo da partida, da despedida, mas só o tempo dirá.

Beijos a todos e boa reflexão

VOCÊ FICA OU VOCÊ VAI? EU VOU!!!!!!!!!!



Tenho me reunido com meus amigos de escola, mais de 20 anos se passaram, alguns estudei desde a 2ª série do 1º Grau ( hoje, 3º ano do fundamental I). Naquele tempo, éramos crianças felizes,( apesar d'eu não me considerar muito, mas estou fazendo a média ) cheias de energia, brincávamos na rua é a única preocupação que tínhamos era passar de ano, ter muitos amigos,brincar na rua todos os dias.

Em cada reencontro percebo que a vida deixou e está deixando suas marcas.

Os encontros em si são muito emocionantes, cheios de recordações, de lembranças, carregados de emoção, mas sempre tem alguém que não pode vir porque os pais estão doentes, ou o filho (a) passou mal, ou alguém no hospital, ou ainda luto na família.

Aí cai a ficha de que estamos mais velhos, de que a vida cobra seu preço por continuarmos vivos.

Nunca estamos realmente preparados para tristeza da perda, ou da ausência momentânea de alguém, mas sempre conseguimos dar a volta por cima, com algumas cicatrizes, algumas marcas, mas felizes e com vontade de recomeçar.

Hoje em dia, acredito que recomeçar é todo dia, tudo de acordo com sua vontade, seu desejo. Sempre temos duas opções: ficar ou ir. E jamais alguém pode fazer a opção por nós. Sempre ficar é mais fácil, mais seguro, mais simples, mas não saímos do lugar, não crescemos.

Fazer a opção é criar coragem e se posicionar, e depois ter a ação de RE CO ME ÇAR.

Sempre fui uma pessoa de ficar. Tinha tanto medo de me jogar, de viver e me machucar. Depois de muito tempo aprendi que você se machuca independente de ir ou ficar. Se ficar só vai ter mais uma desvantagem: perdeu tempo, perdeu vida, perdeu emoção.

Levantar e seguir é muito díficil quando estamos magoados, mas se as coisas fosem fáceis nem precisávamos nascer.

Cheguei a conclusão que é preciso ter força, igualzinho a música do Milton: "....Mas é preciso ter força, é preciso ter garra, é preciso ter gana, sempre ...", porque o caminho é árduo, mas prazeroso, cabe a cada um descobrir o prazer do caminho.

Demorei, mas hoje vejo cada brilho e agradeço, às vezes sou excessiva ( excesso é meu 3º nome ), mas sei o que passei e que sobrevivi depois de tudo.

Tenho dois filhos lindos, a única herança saudável de um casamento traumático e difícil, são saudáveis, fortes, bem e mau humorados todos os dias, extremamente carinhosos, minha maior felicidade.

Durante muitos momentos de minha vida foi só por causa deles que levantei da cama, que consegui coragem para seguir, para lutar, e  para, entre tanto problemas ( financeiros, emocionais e de saúde ), achei o caminho para reencontrar a F E L I C I D A D E.

Meu recomeço também é lento, porque precisei voltar ao começo e daqui seguir para a conquista, fácil não é, mas se fosse, que graça teria?

Desejo aos meus amigos:

- que passam por controvérsias : coragem e paciência;

- que passam por problemas na família: muito amor , paciência e fé em Deus ( só ele sabe de tudo, a nós só cabe aceitar e acolher );

- que sofrem por amor: paciência e creia sempre: o que tiver que acontecer, acontecerá, independente da sua vontade.

Aprendi que, às vezes, a gente foge de algumas pessoas, de algumas situações, mas, existem coisas na vida que só nós devemos passar, mais ninguém e ninguém vai passar pelo que nosso de direito.

Beijos a todos, muita fé , muita paz, muita coragem e alegria.
Um sorriso não custa nada, mas pode salvar uma vida. 


domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano Novo....Vida Nova?!


Sei que estou um pouco atrasada, mas afinal de contas, o ano está começando.

Em anos anteriores eu me esforçava e corria para escrever tudo que realizaria no ano que estava para nascer e como a maioria das pessoas, não chegava a lugar nenhum. Em 2008 não fiz promessas para mim, e não posso dizer que o ano foi ruim. Estou descobrindo minha capacidade de viver melhor. Durante muitos e muitos anos, dizia sim para as pessoas, mesmo quando minhas forças já não aguentavam. Suportava situações ruins só para manter as aparências, e engolia um monte de sapos só para deixar os outros felizes.
Cansei.

Decidi que é melhor chutar o pau da barraca, de vez enquando e com delicadeza, mas firmemente, do que ficar engolindo sapos e mais sapos  e causando indigestão em mim mesma, pois quando fica tudo cheio é muito pior.

Minha avaliação do ano que passou é extremamente positiva. 

Na parte profissional: tenho me virado como dá, mas tenho alguns projetos que vou começar a por em andamento ( não é promessa de ano novo )

Na parte emocioanal: primeiro vou tomar conta do que posso cuidar sozinha meus lindos e amados filhos, garantir a estabilidade emocional dentro dos limites possíveis. Quanto a novos amores? Bem isso não me preocupa muito. Lógico que não sou mega soberana e claro que  preciso de alguém por perto, carinho é bom sempre, mas tudo tem seu tempo e eu acredito piamente que quando tiver que acontecer, acontecerá. Deus já me mandou um presentinho, para eu saber que estou viva, então, pode ser que ele me mande novamente, quem sabe eu saiba cuidar melhor da próxima vez? Bom, o ano acabou de começar. 

Em relação à amigos: foi muito legal reencontrar algumas pessoas de anos atrás, trocar experiências, rever. Amei, e quero continuar fazendo isso.

No mais, estou feliz, como há muitos não conseguia estar. Quando você põe o inimigo dentro da sua casa, fica difícil encontrar qualquer coisa, mesmo se ela estiver dentro de você. Cada dia que vivo, tenho muito mais certeza de que estou melhorando, antes tinha a impressão que só afundava e mais nada.

Resumindo: a vida, para ser nova no ano novo, só depende de nossas atitudes, de nossa C O R A G E M, de nossa D I S P O S I Ç Ã O para fazer valer. Hoje sei que perdi tempo demais tentando fazer dar certo algo que não tinha como dar certo, fazer? O passado não muda, mas cabe a mim, a você e a todos nós fazermos diferente.

Não deixe a tristeza tomar conta do coração, por pior que seja a situação sempre há uma porta, ou uma janela para abrir, cabe a nós molharmos direitinho.

Que minha felicidade consiga atingir todos vocês e que Deus nós dê tudo o que ele sabe que precisamos, sempre.

Bjs a todos, e até a próxima.


   

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL....


O Natal está chegando e me dá uma certa irritação, misturada com nostalgia, com tristeza e com alegria. É uma salada de emoções.
Quando eu era pequena sempre ficava triste no Natal, não entendia porque as outras pessoas ficavam tão felizes, tão emocionadas, não entendia esta data.
Meus pais ralaram muito e sempre para não deixar faltar nada para nós, fora que ele acumulava outra família, a da minha avó, mãe dele. Então não era fácil. Não existia Papai Noel e mal sabíamos que Jesus havia nascido naquela data.
Os brinquedos eram comprados e logo abertos, pois meus pais não consideravam muito a noite de Natal, na realidade para nós era uma noite qualquer. No dia de Natal tínhamos uma mesa farta, com um pernil que durava quase uma semana, essa parte eu amava. Então Natal para mim resumia-se a um monte de pernil e uma boneca muito esperada.
Aos poucos, conforme fui crescendo, fui entendendo o dito espírito natalino, as comemorações que aconteciam e o aniversariante do dia, sempre esquecido, mas nem por isso o Natal era uma data feliz.
Eu ia dando motivos para a tristeza natalina e achava que era porque não tinha um namorado, que me amasse, me sentia muito sozinha, pois também não me sentia muito querida pelos meus pais.
O tempo foi passando, depois de alguns anos comecei a namorar, mas a sensação continuava lá. Agora já tínhamos festas, eu tinha minha sobrinha, a 1ª, que preenchia alguns espaços, outros preenchidos por minha priminha, mas não conseguia me emocionar.
Muitas coisas aconteceram, meu pai estava doente e permaneceu doente durante uns doze anos, me casei, tive dois filhos e a vida não brilhava, não emplacava, minhas maiores alegrias, meus filhos sempre.
Vi meu pai batalhando, lutando pela vida,  e foi durante essa luta, presenciando a briga dele para continuar vivendo, que comecei a aprender o verdadeiro significado do Natal e da vida.
A cada ano que chegava ao final e meu pai continuava ali, nos primeiros anos perdendo a visão gradativamente, nos anos finais, sem uma das pernas, mas firme, forte e determinado a não esmorecer, foi que aprendi que o mais importante não são os presentes, não é a comida, não é a festa. O mais importante é estarmos vivos e na companhia das pessoas que amamos, é priorizar o nascimento daquele bebê, que como cada um de  nós, tinha seu destino traçado, no caso dele muito claro, no nosso para descobrirmos e tentarmos acertar.
Depois de alguns anos que meu querido pai  faleceu, demorou um pouco para eu poder sentir o Natal, fui tirando as tristezas da vida, porque elas não devem ocupar espaços em nossas almas, tirando o que me fazia mal, e fui ficando só com que me deixava feliz. Criando novas expectativas, fazendo novos projetos, vivendo a vida de forma leve e feliz. Porque é assim que deve ser.

O Natal me remete a reflexão em relação ao que fiz de bom para mim e para os outros, se sou uma boa mãe, se consegui me controlar em momentos de estresse para não magoar ninguém, nem a mim, se fui boa profissional, se posso melhorar mais em todos os pontos da minha vida, se sou um bom exemplo para meus filhos. Não sou muito de ir à missa, mas tenho Deus dentro do meu coração, dentro da minha alma, e sempre estou batendo um papinho com ele, expondo minhas dúvidas, minhas alegrias, minhas tristezas. Acredito em Papai Noel, um bom velhinho que trás a felicidade para todos. Talvez se todos acreditassem o mundo pudesse ser melhor.

Queria muito escrever antes do Natal para poder compartilhar com vocês minhas experiências e de repente até iniciar um período de reflexão: o que podemos melhorar para tornar o próximo ano um pouco mais harmônico? Porque, afinal de contas, as pessoas simplesmente reagem às nossas ações.

BEIJOS A TODOS E UM FELIZ NATAL.....

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DA ÓPERA DOS ADOLESCENTES À DANÇA DA 3ª IDADE





Estou vivendo um conflito de emoções e tenho nada  mais nada menos que três temas passeando loucamente pela minha cabeça: ópera, 3ª idade e homens ( os seres mais complexos do planeta Terra).
Como o terceiro eu quero amadurecer mais, pois estou vivendo um momento meio deliciado com esses seres, resolvi falar sobre coisas mais amenas e deixar os homens para depois. Escreverei especialmente para eles (rs).
Bem fui à ópera pela 2ª vez em meses. E realmente estou fascinada. As emoções que são passadas, a história e durante o espetáculo, se você se virar e observar o olhar das crianças vai ver o quanto é fascinante, como transparescecada cena reproduzida no olhar de uma criança, formidável. Fiquei completamente apaixonada, na realidade, a verdade é quando se vai à opera ou você a ama ou a odeia e é imdiato, não dá para ser de outra forma. A orquesta que tocava durante a ópera era a Orquesta Jovem de Guarulhos, isso quer dizer que a platéia estava repleta de jovens, entre seus 16 a 20 e poucos anos que vieram privilegiar os amigos, isso foi realmente marcante.

Quanto à terceira idade....Fui assistir a  ópera no Adamastor aqui em Guarulhos, e toda o 1º e 3º sábado do mês eles têm o baile da 3ª idade. Sinceramente? Fiquei embasbacada com a vitalidade dos velhinhos!!!!!! Dançam mmmuuuuiiiiitoooooo melhor que muitos jovenzinhos que vemos por aí, forrò, samba, gafieira, com música ao vivo e muito mais, é de se admirar.
E claro como não havia de deixar de ser.... Fiquei pensando: quanto daquela vitalidade, daquela força, daquela garra será que existe dentro de mim? Disposta a sair para fora? Às vezes acho que tenho toda uma força correndo pelas minhas veias e voando a fora do corpo, outras parece que tenho um mundo inteiro na minhas costas, como hoje. Parece que absolutamente nada vale a pena. Talvez tenha desanimado por algumas decepções que tive, tenho a impressão que toda vez que acho que aprendi alguma coisa, certifico que ainda tenho muito o que aprender.
E quando olho para aquelas senhoras, algumas com a pele toda enrugada, mas o sorriso largo, outras com os cabelos bem branquinhos, mas um brilho no olhar, fico me perguntando: como chegarei ali? De que forma quero chegar aos 70, 80 anos?? Hoje, me sinto tão fraca, amanhã pode ser diferente, e depois de amanhã também, mas o futuro, às vezes me deixa preocupada. Procuro viver um dia de cada vez, e fazer sempre o que acho mais correto, às vezes meto os pés pelas mãos, e quase nunca dá para voltar atrás.
Mas acho que viver é isso. Só quero acreditar que no futuro estarei como elas: com brilho no olhar, a expressão mais linda enfeitada pelas marcas que o tempo deixou e um pacote de histórias para contar.


Por hoje, só...

Bjs a todos

sábado, 28 de novembro de 2009

FELICIDADE NÃO TEM PREÇO, SÓ CORAGEM


Demorei este mês, eu sei. Na realidade foi um mês incomum. Particularmente, não gosto do mês de Novembro, ele só é bom porque minha filha linda nasceu nele, deixando-o um pouco mais suave.
Deixando o mês de lado....Tive muitos temas passeando pela minha cabeça e para ser sincera ainda não me defini, mas vamos ver se emplaca.
Sou muito observadora, e às vezes percebo que as pessoas que estão infelizes necessitam muito, mas muito mesmo prejudicar outras pessoas que elas acham que são mais felizes que elas e ficam torcendo para que alguma coisa saia errada e a outra ( feliz ) possa se estrepar.
Felicidade é um sentimento que incomoda por demais. Quando a gente está no fundo do poço tudo o q se quer é q todos estejam também, e ver alguém continuamente assim, feliz, chega a doer.
Sempre digo, de uns tempos para cá , que a felicidade está dentro da gente. E acredito piamente que esta é a mais pura e simples verdade.
Na minha infância, assisti um filme que acho q se chamava "Em busca do pássaro azul". No filme, a menininha queria achar o tal pássaro porque disseram para ela que ele lhe daria a felicidade, e ela e o irmão sairam em busca do pássaro por "enes" lugares e depois de muito procurar descobriram que o bichinho estava na casa deles.
Algumas pessoas põe a sua felicidade nas mãos dos outros e acham que esses devem ser responsáveis por exatamente tudo que acontece em sua vida, e então,  ferve de frustações.
Tive que aprender tudo isso aos poucos, levando na cabeça, me decepcionando com as pessoas, caindo fundo e levantando aos poucos , caindo no meio, mas sempre aprendendo.
Hoje sou uma pessoa melhor, mas não melhorei sozinha. Primeiro: quis melhorar, segundo: com tudo que passei na minha vida, tentei sempre ver o  lado bom  das coisas ( síndrome de Pollyana ),  mas a realidade é essa. Tudo na vida tem dois lados, o bom e o ruim, e nós sempre precisamos fazer opções, e os únicos que arcam com as consequências dessas opções somos nós, então, não adianta pedir conselhos e depois achar que o outro q definiu sua vida, e quando der errado,  culpá-lo por sua decisão.
Sempre que estou numa encruzilhada penso:  quais os motivos para querer ou não determinada coisa. É díficil, muito díficil, mas é a única forma de vc chegar a algum lugar por vc e assumir seus desejos, suas vontades, o que seu coração almeja, o que seus sonhos sonham.
Ser feliz é fácil, díficil é você descobrir se quer pagar o preço ou ficar boicotando quem já pagou...

Bjs a todos

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SENSAÇÕES.....


Hoje assisti um filme e fiquei pensando....

O filme era o "Divã", a história, muito emocionante, diria, tocante, pela sensibilidade que os assuntos são levados à baila, no final, a gente fica pensando: a vida é simples, nós é que complicamos. Lília Cabral estava magnífica no papel de Mercedes, mais ou menos quarenta anos, vinte de casada. Um casamento bom, mas sem tempero, sem emoção, sem mistério, sem surpresas; onde os sentimentos perderam o brilho, perderam o sabor, perderam o gosto.Eu, de cima dos meus quase 40, já fiz boa parte dos questionamentos que passaram pela cabeça da personagem, mas quem não fez?

Há mais ou menos 2 anos e pouco, me separei, depois de um casamento de quase 7 anos e um namoro e noivado também de 7 anos, exatos 14 anos de uma vida.

Quando me casei tinha um mundo de expectativas, um mundo de sonhos. Acreditava que meu companheiro tinha os mesmos desejos e sonhos que eu, talvez até a mesma coragem de correr atrás dos desejos, ledo engano.

Com o decorrer do tempo, fui percebendo que a pessoa que estava ao meu lado não sonhava em construir, sonhava em viver uma vida acomodada, sem perspectivas e deixar tudo exatamente do jeito que estava. Aí não tem sonho que sobreviva.

O sonho desandou, a paciência se esvaiu, o brilho ficou fosco, e de repente, havia um oceano entre mim e aquele que um dia achei que tinha amado. Talvez até tivesse amado mesmo, mas os sentimentos foram devorados por diversas situações que causaram a sua morte, lentamente.

Demorei muito para enterrar todas essas sensações, fiquei velando a situação por medo ou sei lá por que, até que em determinado momento o enterro saiu e nesse momento que eu percebi que o que eu precisava era só ter coragem; coragem para assumir para mim que eu seria capaz de conduzir a minha vida sozinha, afinal eu já fazia isso, só não percebia.

Lógico que a vida não é fácil, eu sempre tive alguma ajuda, principalmente do pessoal mais próximo ( minha mãe, minhas irmãs, minha prima, meu cunhado ), que me ajudaram a segurar a barra.

R E C O M E Ç A R é díficil, principalmente quando você tem filhos pequenos, mas na maioria das vezes são eles que dão a força principal para seguir.

O que sei é que sempre há uma saída para a felicidade, Às vezes não é como desejamos, mas sim do jeito que precisamos.Hoje sei que posso conseguir tudo o que quiser, com calma e paciência, pois as coisas acontecem aos poucos e no momento certo, sempre.

Sei também que a felicidade deve ser regada todos os dias, mas que ela está apenas em um lugar: dentro da gente, se ela não estiver aí, não adianta procurar em outro lugar, não vai encontrar.

Príncipes e princesas, não existem. Todos temos imperfeições, defeitos e manias, mas todo mundo pode achar alguém legal para multiplicar o que tem de mais importante numa relação a dois: companheirismo e amor. E claro, sempre mudando o tempero para não cair no marasmo.

Depois de tudo que vivi a única certeza que tenho é que valeu a pena, as partes boas e principalmente as ruins que nos ensinam a valorizar as boas cada vez mais.Hoje sou muito feliz, me sinto livre para externar meus sentimentos, para abraçar meus amigos, para cantar as músicas que eu quiser, para brincar com meus filhos, sem precisar ser a vilã sempre, sendo apenas H U M A N A.

Não descarto o Amor ou a emoção de ficar ou de gostar de alguém novamente, só não tenho pressa, pois aprendi, como já disse, que tudo tem o seu tempo, sua hora.


Beijos, Amigos e até a próxima....