domingo, 28 de fevereiro de 2010

RELAÇÕES PESSOAIS OU IMPESSOAIS?


Nessa vida louca em que vivemos, onde nos dividimos em três ou quatro pessoas para realizar os mais diversos trabalhos quase ao mesmo tempo, tenho notado que os relacionamentos andam muito superficiais, muito mesmo.

Parece que as pessoas querem as coisas mas de forma superficial.

A internet tem sua cota nisso. As salas de bate papo nada mais são do que salas de conhecimento, mas que visa praticamente um único fim: sexo sem compromisso. Tanto faz se é via computador ou se rola um encontro fora dali, o que importa é que visa praticamente a mesma coisa: relações instantâneas com prazer imediato.

Uma gama enorme das pessoas que frequentam essas slas são comprometidas ( casadas, namorando, noivas ), mas não respeitam seus relacionamentos, acreditam piamente que não há traição.

Minha cabeça fica meio confusa com isso. Talvez porque para mim é uma linha única, estou com alguém e quero somar o que vivo com esta pessoa: meus desejos, minhas fantasias, minhas alegrias, minhas tristezas, meus sonhos; mas pelo visto, sou um dinossauro perdido na era da informática.

Talvez por isso seja tão dífícil para mim entender a dinâmica masculina e algumas mulheres também. Não sou puritana e nem tenho conceitos rígidos, sou até maleável para muitos assuntos, mas certas coisas não entram na minha cabeça.

Amo a internet e gosto de conversar nas salas de bate papo, vc fala com o mundo sentada em sua casa e sem pagar nada a mais por isso. Já conversei com muitos homens, vc encontra vida inteligente na internet também, mas alguns só querem se mostrar e deixam claramente que a única coisa que querem é sexo, virtual ou não. Às vezes acho ofensivo, vc acaba de falar "oi" e o cara já vem com um monte de frases de baixo calão, esses descarto na hora.

Talvez por isso os relacionamentos não durem tanto hj em dia. Além de não termos papéis claros na vida a dois, pois antes, era mais ou menos assim: homem- provedor da casa - trabalha fora e dá o sustento para a família, mulher: toma conta da casa e obedece cegamente ao marido. Hoje? Hoje compramos qualquer briga, estamos nas frentes de trabalho, ganhando o pão de cada dia, com muita luta, suor e lágrimas, mas nunca desistimos da batalha, desistimos do marido, do namorado, do noivo, mas da gente? Nunca!!! E se tivermos filhos então, a briga é pior. Não dá para ser cega se levantamos junto para ir trabalhar e quando chegamos temos o 2º, 3º e 4º  turnos. Díficil é manter a doçura, é não deixar se corromper pelo imediatalismo, é ser melhor mãe que profissional.

Hoje queremos o que os homens queriam há poucos anos atrás: casa, comida e roupa lavada e passada. Um pouco de tempo para descansarmos e poder resgatar a doçura, a meiguice esquecida entre as brigas do dia a dia, entre as lutas travadas.

É díficil, mas ninguém nos falou que seria fácil. Nós podemos ter achado. Só q a realidade é outra, a vida precisa de autenticidade para continuar , e ser autêntico, em um mundo que nos exige máscaras todos os dias, é preciso coragem, e coragem é raridade sempre.

Difícil é encontrar alguém que respeite suas convicções, seus desejos, seu mau estar , seu lado ruim.

Difícil é respeitar isso no outro.

Eu acredito que essa fase descartável vai passar e que as pessoas vão perceber que no final das contas bom mesmo é ter perto pessoas que possamos contar, que confiemos, que podemos encontrar na rua e abraçar sem medo, só para sentir seu calor. O contato físico não pode ser substituído por "cans" ou qualquer outro equipamento, nem os sentimentos.

As pessoas tem medo de sentir, então só o prazer imediato é que surte efeito, depois do ato, está tudo acabado e "tchau e vai com Deus".

Acho estranho porque às vezes já sentia vazio quando gostava, quem dirá assim, sem nada.

Indico a internet para todos pela sua praticidade, pela sua mobilidade, por tudo. Amo conversar na net, pq é tudo de bom, mas sei q um dia vai ser como num filme antigo que assiti "O Demolidor", vamos fazer amor por telepatia, o contato físico estará proibido. Já pensou?

É para se pensar.


Bjs a todos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CONSIDERAÇÕES

Não sou noveleira de plantão como tantas pessoas, mas essa semana, eventualmente estava assistindo a uma cena da novela “Viver a Vida”, que me comoveu muito, uma conversa muito sensível entre a Luciana e o Dr. Miguel, seu médico de plantão.


Não me lembro exatamente da frase, mas o sentido era mais ou menos esse: quando acho que tenho alguém em quem posso confiar, alguém acha que pode me tirar e tudo bem? E como que eu fico?
Já me senti inúmeras vezes como a Luciana, mas como as pessoas acham que sou uma pessoa forte, guerreira, lutadora e decidida, talvez não tenham percebido, até porque prefiro que seja assim.
Toda a comoção que a atriz passou para a personagem me emocionou também porque dentro das minhas vivências, tive grandes perdas algumas irrecuperáveis, outras ainda deu para jogar a corda e pegar de volta.

Às vezes as pessoas olham para as outras com um sentimento de INVEJA muito forte, porque queria estar vivendo aquele momento, mas não tem a CORAGEM de pagar o preço, de se lançar.

A imagem de mulher / homem forte, corajosa (o), determinada (o) está associada a ausência de sentimentos...para os outros.

Muitas vezes engoli meu orgulho para ir atrás do que acreditava, dei minha cara a tapa para conferir o que estava por trás da imagem, enfrentei meus maiores medos para provar que estava certa. Muitas vezes errei, muitas vezes acertei, mas na maioria das vezes, o que estava muito presente era um sentimento muito forte de que, em qualquer momento, a única pessoa com a qual eu poderia contar integralmente era COMIGO, e nessas horas batia uma solidão tão grande e então a mulher forte se trancava dentro de si e chorava, sozinha até o medo e a insegurança passar, e eu ser invadida por um sentimento imenso de força e acreditar piamente que se as coisas não deram certo hoje é porque podem dar certo amanhã.

Enquanto possuirmos vida possuímos a oportunidade de começar de novo, todos os dias.

Hoje, depois de tanto tempo separada, cheguei a conclusão que durante o meu casamento vivi uma solidão a dois, e quando se está só assim é melhor ser só de verdade, mas na minha solidão verdadeira descobri que ela não existe, o que existe é a alegria de ser livre e encontrar a verdadeira felicidade.

Tinha um sentimento de fragilidade permanente, como se não fosse forte o suficiente para conseguir qualquer coisa. Ledo engano, de uns tempos para cá descobri q posso ser uma muralha, com estruturas fortíssimas, às vezes aparece uma rachadura, mas a gente conserta rápido para não ruir.

Hoje acredito que todo o processo que acontece em nossa vida é necessário, é fabuloso, é brilhante, e, por pior que seja, sempre válido.

Olho para trás e percebo que a menina de 15 anos, cheia de sonhos e achando que encontraria um príncipe encantado, tal e qual Branca de Neve ( minha história favorita na infância ), perdeu muito tempo em devaneios, em “achos” e em que os outros vão pensar.

Hoje, a única coisa que me breca são meus filhos. Por hora, são os únicos aos quais talvez eu deva uma explicação dos meus atos, os outros são simplesmente os outros, que se quer cuidam da própria vida, não tem capacidade de cuidar da minha, nem da de ninguém.

Passei de Branca de Neve, a que espera o principe,  à Mulan, a batalhadora, que enfrenta qualquer situação para resolver o problema, mas sempre com doçura, às vezes toma atitudes impensadas, emocionais mesmo que podem dar certo ou não.






Não sou perfeita, e também perco as estribeiras, chuto o pau da barraca, cometo erros, como todo o cidadão, como todas as pessoas.

Adoro as pessoas, acho o máximo a complexidade de cada um, cada personalidade, o ser humano é fascinante, sempre um enigma.

Estou habituada a ultrapassar alguns limites e às vezes me estrepo por isso, mas estamos aqui para aprender e aperfeiçoar.

O segredo da vida é a insistência em viver , em lutar, em brigar e às vezes, em esperar.

Essa última parte é a mais difícil para mim: esperar. Tenho fama de ser paciente, mas minha paciência é direcionada e funciona melhor com os outros do que comigo.

Como disse, estou aprendendo e da única forma que conheço: vivendo.

Acho que me empolguei, mas por hora é só, rsrsrsrsrs



Beijos a todos,

domingo, 24 de janeiro de 2010

AVANÇO DA MEDICINA...PROLONGAMENTO DA VIDA OU ADIO DA MORTE?



Andei pensando muito por estes dias sobre o que queria falar, mas não me decidia. Então recebi a notícia de que a sobrinha de um amigo havia falecido ( 9 meses ), que a mãe de outro está muito doente e o pai de outra está internado.

Nâo sei se já comentei, mas meu pai tinha diabetes, tipo II. Para mim uma doença tão ou mais perigosa do que o câncer, porque as pessoas não dão a real importância a ela, como não apresenta sintomas, pode ir atuando no organismo por anos e pouco antes da pessoa morrer, ela vai embora, rindo do ocorrido.

Trabalho, indiretamente com assistência à saúde, e ficamos sabendo diariamente de pessoas idosas que permanecem internadas meses, às vezes anos.

Quando meu pai sofreu o 1º ataque cardíaco, percebi que ele realmente estava doente. Graças a Deus, porque a presença Dele é muito forte na minha vida, já estava trabalhando na Prefeitura, e através disso pude custear todo o tratamento dele até o final.

Minha preocupação era constante, diária, depois do fato ocorrido; antes eles não conversavam com a gente sobre o que estava acontecendo, uma vez meu pai me lveou para o trabalho sem enxergar um palmo na frente dele, seus olhos eram minha mãe. Sinceramente? Não acreditei quando ele falava, porque não parecia, mas meu herói estava começando a enfrentar os desafios importantes da vida dele. DEsafios importantes e derradeiros.

Perdeu a visão aos 50 e poucos anos, após 20 e poucos de diabético. Quando se aposentou, devido à doença que não possibilitava mais o uso da visão, sua ferramenta de trabalho, ele decidiu lutar.

Fazia a barba sozinho, tomava banho e se trocava sozinho, fazia pequenos reparos em casa com a juda da minha mãe, comia sozinho, andava pelo quintal, vivia atualizado, porque assistia ao jornal, ouvia rádio, não se rendeu, nunca. Nem quando tiveram que tirar a metade da sua perna, foi bem no ano do meu casamento. Ia me casar em 1999, dezembro, adiei para maio/2000 e depois para junho/2000, para que meu paizinho entrasse comigo e ele entrou todo garboso, todo lindo. Meu casamento acabou, mas valeu para ver meu pai todo feliz.

Para mim, sempre foi o homem mais lindo, atencioso, mas também era duro e seus olhos sempre falaram mais que sua boca. Amava demais meu pai.

Meu problema com a medicina vem no final: depois muito tratamento, muita internação, muita medicação, um transplante de rim, que não deu certo, meu pai precisou tirar a outra parte da perna, e ficou internado na UTI durante meses. Meses de sofrimento, de expectativa, em que ele se encontrava em coma induzida, e nós, familiares rezávamos para que ele voltasse para casa, ficasse conosco por mais algum tempo, só mais um pouco.

Depois de um dia em que fui visitá-lo e presenciei 5 paradas cardiácas em intervalos de 30 minutos aproximadamente, e que ele sobreviveu, graças ao socorro médico e à vontade dele de sobreviver, tive uma conversa com Deus, pedi para que ele aliviasse o sofrimento do meu paizinho, e se realmente fosse vontade Dele que o levasse, não conseguia mais vê-lo sofrendo tanto, e Deus fez a parte dele. Quinze dias depois meu deu adeus ao seu corpo terreno.

A tristeza foi enorme, em seu velório compareceram mais de 150 pessoas, em sua maioria, familiares, que conheciam-no e tinha grande amor por ele. Principalmente a família da minha mãe: tias, tios, sobrinhas e sobrinhos; que às vezes não podiam vir numa festa aqui em casa, mas sempre arrumavam um tempinho para vir vê-lo durante a semana ou no fim de semana.

Meu questionamento, após toda essa exposição é: até que ponto é realmente bom o avanço da medicina?
O sofrimento, a tristeza gerada por uma pessoa que às vezes só merece morrer em paz entre os seus. Não tiro o mérito dos exames, vacinas, entre outros, mas quando não há mais o que fazer...sei lá, é muito triste.
Vi meu pai todo cheio de fios e tubos, com uma máquina que filtrava o sangue dele todo o dia, e q só foi desligada, porque o sangue estava tão grosso que ela não conseguia mais executar seu trabalho.
Sei que as duas pontas são difíceis, mas sei lá...
Somos egoístas, queremos a pessoa perto, só mais um pouco, mas precisamos aprender, que o nosso sofrimento é grande, mas de quem precisa partir também.

Ainda não me decidi, e acho que nunca vou poder, porque também sou egoísta, e tenho muito medo da partida, da despedida, mas só o tempo dirá.

Beijos a todos e boa reflexão

VOCÊ FICA OU VOCÊ VAI? EU VOU!!!!!!!!!!



Tenho me reunido com meus amigos de escola, mais de 20 anos se passaram, alguns estudei desde a 2ª série do 1º Grau ( hoje, 3º ano do fundamental I). Naquele tempo, éramos crianças felizes,( apesar d'eu não me considerar muito, mas estou fazendo a média ) cheias de energia, brincávamos na rua é a única preocupação que tínhamos era passar de ano, ter muitos amigos,brincar na rua todos os dias.

Em cada reencontro percebo que a vida deixou e está deixando suas marcas.

Os encontros em si são muito emocionantes, cheios de recordações, de lembranças, carregados de emoção, mas sempre tem alguém que não pode vir porque os pais estão doentes, ou o filho (a) passou mal, ou alguém no hospital, ou ainda luto na família.

Aí cai a ficha de que estamos mais velhos, de que a vida cobra seu preço por continuarmos vivos.

Nunca estamos realmente preparados para tristeza da perda, ou da ausência momentânea de alguém, mas sempre conseguimos dar a volta por cima, com algumas cicatrizes, algumas marcas, mas felizes e com vontade de recomeçar.

Hoje em dia, acredito que recomeçar é todo dia, tudo de acordo com sua vontade, seu desejo. Sempre temos duas opções: ficar ou ir. E jamais alguém pode fazer a opção por nós. Sempre ficar é mais fácil, mais seguro, mais simples, mas não saímos do lugar, não crescemos.

Fazer a opção é criar coragem e se posicionar, e depois ter a ação de RE CO ME ÇAR.

Sempre fui uma pessoa de ficar. Tinha tanto medo de me jogar, de viver e me machucar. Depois de muito tempo aprendi que você se machuca independente de ir ou ficar. Se ficar só vai ter mais uma desvantagem: perdeu tempo, perdeu vida, perdeu emoção.

Levantar e seguir é muito díficil quando estamos magoados, mas se as coisas fosem fáceis nem precisávamos nascer.

Cheguei a conclusão que é preciso ter força, igualzinho a música do Milton: "....Mas é preciso ter força, é preciso ter garra, é preciso ter gana, sempre ...", porque o caminho é árduo, mas prazeroso, cabe a cada um descobrir o prazer do caminho.

Demorei, mas hoje vejo cada brilho e agradeço, às vezes sou excessiva ( excesso é meu 3º nome ), mas sei o que passei e que sobrevivi depois de tudo.

Tenho dois filhos lindos, a única herança saudável de um casamento traumático e difícil, são saudáveis, fortes, bem e mau humorados todos os dias, extremamente carinhosos, minha maior felicidade.

Durante muitos momentos de minha vida foi só por causa deles que levantei da cama, que consegui coragem para seguir, para lutar, e  para, entre tanto problemas ( financeiros, emocionais e de saúde ), achei o caminho para reencontrar a F E L I C I D A D E.

Meu recomeço também é lento, porque precisei voltar ao começo e daqui seguir para a conquista, fácil não é, mas se fosse, que graça teria?

Desejo aos meus amigos:

- que passam por controvérsias : coragem e paciência;

- que passam por problemas na família: muito amor , paciência e fé em Deus ( só ele sabe de tudo, a nós só cabe aceitar e acolher );

- que sofrem por amor: paciência e creia sempre: o que tiver que acontecer, acontecerá, independente da sua vontade.

Aprendi que, às vezes, a gente foge de algumas pessoas, de algumas situações, mas, existem coisas na vida que só nós devemos passar, mais ninguém e ninguém vai passar pelo que nosso de direito.

Beijos a todos, muita fé , muita paz, muita coragem e alegria.
Um sorriso não custa nada, mas pode salvar uma vida. 


domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano Novo....Vida Nova?!


Sei que estou um pouco atrasada, mas afinal de contas, o ano está começando.

Em anos anteriores eu me esforçava e corria para escrever tudo que realizaria no ano que estava para nascer e como a maioria das pessoas, não chegava a lugar nenhum. Em 2008 não fiz promessas para mim, e não posso dizer que o ano foi ruim. Estou descobrindo minha capacidade de viver melhor. Durante muitos e muitos anos, dizia sim para as pessoas, mesmo quando minhas forças já não aguentavam. Suportava situações ruins só para manter as aparências, e engolia um monte de sapos só para deixar os outros felizes.
Cansei.

Decidi que é melhor chutar o pau da barraca, de vez enquando e com delicadeza, mas firmemente, do que ficar engolindo sapos e mais sapos  e causando indigestão em mim mesma, pois quando fica tudo cheio é muito pior.

Minha avaliação do ano que passou é extremamente positiva. 

Na parte profissional: tenho me virado como dá, mas tenho alguns projetos que vou começar a por em andamento ( não é promessa de ano novo )

Na parte emocioanal: primeiro vou tomar conta do que posso cuidar sozinha meus lindos e amados filhos, garantir a estabilidade emocional dentro dos limites possíveis. Quanto a novos amores? Bem isso não me preocupa muito. Lógico que não sou mega soberana e claro que  preciso de alguém por perto, carinho é bom sempre, mas tudo tem seu tempo e eu acredito piamente que quando tiver que acontecer, acontecerá. Deus já me mandou um presentinho, para eu saber que estou viva, então, pode ser que ele me mande novamente, quem sabe eu saiba cuidar melhor da próxima vez? Bom, o ano acabou de começar. 

Em relação à amigos: foi muito legal reencontrar algumas pessoas de anos atrás, trocar experiências, rever. Amei, e quero continuar fazendo isso.

No mais, estou feliz, como há muitos não conseguia estar. Quando você põe o inimigo dentro da sua casa, fica difícil encontrar qualquer coisa, mesmo se ela estiver dentro de você. Cada dia que vivo, tenho muito mais certeza de que estou melhorando, antes tinha a impressão que só afundava e mais nada.

Resumindo: a vida, para ser nova no ano novo, só depende de nossas atitudes, de nossa C O R A G E M, de nossa D I S P O S I Ç Ã O para fazer valer. Hoje sei que perdi tempo demais tentando fazer dar certo algo que não tinha como dar certo, fazer? O passado não muda, mas cabe a mim, a você e a todos nós fazermos diferente.

Não deixe a tristeza tomar conta do coração, por pior que seja a situação sempre há uma porta, ou uma janela para abrir, cabe a nós molharmos direitinho.

Que minha felicidade consiga atingir todos vocês e que Deus nós dê tudo o que ele sabe que precisamos, sempre.

Bjs a todos, e até a próxima.


   

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL....


O Natal está chegando e me dá uma certa irritação, misturada com nostalgia, com tristeza e com alegria. É uma salada de emoções.
Quando eu era pequena sempre ficava triste no Natal, não entendia porque as outras pessoas ficavam tão felizes, tão emocionadas, não entendia esta data.
Meus pais ralaram muito e sempre para não deixar faltar nada para nós, fora que ele acumulava outra família, a da minha avó, mãe dele. Então não era fácil. Não existia Papai Noel e mal sabíamos que Jesus havia nascido naquela data.
Os brinquedos eram comprados e logo abertos, pois meus pais não consideravam muito a noite de Natal, na realidade para nós era uma noite qualquer. No dia de Natal tínhamos uma mesa farta, com um pernil que durava quase uma semana, essa parte eu amava. Então Natal para mim resumia-se a um monte de pernil e uma boneca muito esperada.
Aos poucos, conforme fui crescendo, fui entendendo o dito espírito natalino, as comemorações que aconteciam e o aniversariante do dia, sempre esquecido, mas nem por isso o Natal era uma data feliz.
Eu ia dando motivos para a tristeza natalina e achava que era porque não tinha um namorado, que me amasse, me sentia muito sozinha, pois também não me sentia muito querida pelos meus pais.
O tempo foi passando, depois de alguns anos comecei a namorar, mas a sensação continuava lá. Agora já tínhamos festas, eu tinha minha sobrinha, a 1ª, que preenchia alguns espaços, outros preenchidos por minha priminha, mas não conseguia me emocionar.
Muitas coisas aconteceram, meu pai estava doente e permaneceu doente durante uns doze anos, me casei, tive dois filhos e a vida não brilhava, não emplacava, minhas maiores alegrias, meus filhos sempre.
Vi meu pai batalhando, lutando pela vida,  e foi durante essa luta, presenciando a briga dele para continuar vivendo, que comecei a aprender o verdadeiro significado do Natal e da vida.
A cada ano que chegava ao final e meu pai continuava ali, nos primeiros anos perdendo a visão gradativamente, nos anos finais, sem uma das pernas, mas firme, forte e determinado a não esmorecer, foi que aprendi que o mais importante não são os presentes, não é a comida, não é a festa. O mais importante é estarmos vivos e na companhia das pessoas que amamos, é priorizar o nascimento daquele bebê, que como cada um de  nós, tinha seu destino traçado, no caso dele muito claro, no nosso para descobrirmos e tentarmos acertar.
Depois de alguns anos que meu querido pai  faleceu, demorou um pouco para eu poder sentir o Natal, fui tirando as tristezas da vida, porque elas não devem ocupar espaços em nossas almas, tirando o que me fazia mal, e fui ficando só com que me deixava feliz. Criando novas expectativas, fazendo novos projetos, vivendo a vida de forma leve e feliz. Porque é assim que deve ser.

O Natal me remete a reflexão em relação ao que fiz de bom para mim e para os outros, se sou uma boa mãe, se consegui me controlar em momentos de estresse para não magoar ninguém, nem a mim, se fui boa profissional, se posso melhorar mais em todos os pontos da minha vida, se sou um bom exemplo para meus filhos. Não sou muito de ir à missa, mas tenho Deus dentro do meu coração, dentro da minha alma, e sempre estou batendo um papinho com ele, expondo minhas dúvidas, minhas alegrias, minhas tristezas. Acredito em Papai Noel, um bom velhinho que trás a felicidade para todos. Talvez se todos acreditassem o mundo pudesse ser melhor.

Queria muito escrever antes do Natal para poder compartilhar com vocês minhas experiências e de repente até iniciar um período de reflexão: o que podemos melhorar para tornar o próximo ano um pouco mais harmônico? Porque, afinal de contas, as pessoas simplesmente reagem às nossas ações.

BEIJOS A TODOS E UM FELIZ NATAL.....

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DA ÓPERA DOS ADOLESCENTES À DANÇA DA 3ª IDADE





Estou vivendo um conflito de emoções e tenho nada  mais nada menos que três temas passeando loucamente pela minha cabeça: ópera, 3ª idade e homens ( os seres mais complexos do planeta Terra).
Como o terceiro eu quero amadurecer mais, pois estou vivendo um momento meio deliciado com esses seres, resolvi falar sobre coisas mais amenas e deixar os homens para depois. Escreverei especialmente para eles (rs).
Bem fui à ópera pela 2ª vez em meses. E realmente estou fascinada. As emoções que são passadas, a história e durante o espetáculo, se você se virar e observar o olhar das crianças vai ver o quanto é fascinante, como transparescecada cena reproduzida no olhar de uma criança, formidável. Fiquei completamente apaixonada, na realidade, a verdade é quando se vai à opera ou você a ama ou a odeia e é imdiato, não dá para ser de outra forma. A orquesta que tocava durante a ópera era a Orquesta Jovem de Guarulhos, isso quer dizer que a platéia estava repleta de jovens, entre seus 16 a 20 e poucos anos que vieram privilegiar os amigos, isso foi realmente marcante.

Quanto à terceira idade....Fui assistir a  ópera no Adamastor aqui em Guarulhos, e toda o 1º e 3º sábado do mês eles têm o baile da 3ª idade. Sinceramente? Fiquei embasbacada com a vitalidade dos velhinhos!!!!!! Dançam mmmuuuuiiiiitoooooo melhor que muitos jovenzinhos que vemos por aí, forrò, samba, gafieira, com música ao vivo e muito mais, é de se admirar.
E claro como não havia de deixar de ser.... Fiquei pensando: quanto daquela vitalidade, daquela força, daquela garra será que existe dentro de mim? Disposta a sair para fora? Às vezes acho que tenho toda uma força correndo pelas minhas veias e voando a fora do corpo, outras parece que tenho um mundo inteiro na minhas costas, como hoje. Parece que absolutamente nada vale a pena. Talvez tenha desanimado por algumas decepções que tive, tenho a impressão que toda vez que acho que aprendi alguma coisa, certifico que ainda tenho muito o que aprender.
E quando olho para aquelas senhoras, algumas com a pele toda enrugada, mas o sorriso largo, outras com os cabelos bem branquinhos, mas um brilho no olhar, fico me perguntando: como chegarei ali? De que forma quero chegar aos 70, 80 anos?? Hoje, me sinto tão fraca, amanhã pode ser diferente, e depois de amanhã também, mas o futuro, às vezes me deixa preocupada. Procuro viver um dia de cada vez, e fazer sempre o que acho mais correto, às vezes meto os pés pelas mãos, e quase nunca dá para voltar atrás.
Mas acho que viver é isso. Só quero acreditar que no futuro estarei como elas: com brilho no olhar, a expressão mais linda enfeitada pelas marcas que o tempo deixou e um pacote de histórias para contar.


Por hoje, só...

Bjs a todos