sábado, 20 de abril de 2024

DIAS E DIAS

Olha eu de volta! Sinto tanta falta de escrever, mas nem sempre dá tempo, às vezes os sentimentos estão muito fortes para conseguir canalizar e por no papel, ou no computador.

Vamos nos atualizar: aposentei. 33 anos de efetivo exercício, uma novela de muitos capítulos, uma vida de trabalho e dedicação..., e agora estou por mim, (risos), modo de dizer.

Ainda bem atrapalhada, não posso negar, mas com objetivos claros: quero arrumar a casa, reformar, por um monte de prateleiras e pintar a casa de várias cores, podem dizer que estou louca, mas ultimamente não estou muito preocupada com o pensamento alheio.

Entrei na academia, como é difícil isso! Estou indo 3 vezes na semana com certeza, era para ir 4, mas definitivamente, não nasci para isso. Faço a parte aeróbica (esteira e bicicleta) e musculação, mas gosto mesmo do pilates, toda sexta.

Voltei para terapia... estava precisada, faz falta viu? Encarar os problemas de frente para mim não é difícil, complicado é achar o caminho para resolver, sem perder muito tempo.

Essa semana fiquei gripada, não gosto de ficar doente, mas fiquei. Cancelei minhas agendas (ficou chique isso (risos), e fiquei em casa, um medo de ser COVID, não por mim, mas pelos outros. 

Fiquei mexida, emocionada, reflexiva (aff), odeio ficar assim.

Sou muito prática , objetiva, mas meu signo deve estar passando por algum signo de água, talvez até os três do zodíaco porque tá osso.

Também não sei se é saudade do meu pai, da minha mãe, da minha tia; ou a realidade batendo na porta e dizendo que nasci sozinha e vou ficar sozinha, porque a vida é assim: a gente nasce só, e morre só, mesmo quando está em desastre e morre um monte de gente, a sua passagem é só sua e ponto.

Sou espirita, voltei a frequentar as reuniões e ao trabalho que realizo no núcleo e tenho certeza disso, a passagem é nossa.

Sentir-se sozinha em Terra é estranho, porque temos muita gente envolta, mas nenhuma pessoa pode entrar em você e aliviar a sua dor, o seu vazio.

Meu medo é acontecer um acidente ou um incidente e ninguém me socorrer. Coisa besta, já que sei que quando chega nossa hora a gente vai e pronto.., acho que estou confusa.

Outra coisa que sinto é a rejeição velada. 

Muitas vezes gosto das pessoas, sinto imenso carinho por elas, mas não há reciprocidade, então é melhor ser sozinha, do que sofrer pelo que não terei.

Hoje estou muito pensativa, muito emotiva e não é o meu normal, então não fiquem achando que me sinto sozinha de solidão, é um sozinho de sentimento, e vai passar, mas hoje, especialmente hoje, estou assim.

Precisava tirar de dentro, na falta da penseira (os potterherads me entenderão), joguei para o universo.

Beijo grande para vocês.



segunda-feira, 21 de agosto de 2023

DESAFIO DA ESCRITA 3: O QUE TE DEIXA TRISTE OU NEGATIVA

 



 

Fiquei bem em dúvida com esse tema, não sou de ficar triste por qualquer coisa, mas o que me deixa muito triste é gostar demais de algumas pessoas e elas me tirarem da vida delas sem ao menos me dizer.

Fica aquele clima ruim, de roupa apertada, uns olhares buscando outros para que a boca não diga o que foi vivido sem minha presença.

Chato demais, e, pior, acredito que não percebem que magoam.

Sou um ser bem difícil de me deixar gostar de alguém, de admirar, de querer estar próximo, estar perto, ajudar, aplaudir; mas a dificuldade é inversamente proporcional a dor, vai machucando e vou indo embora.

Claro, sou virginiana, não sou de escândalos, só vou me retirando devagar, saindo à francesa da vida daqueles que amei e me magoaram, e em determinado momento elas percebem que já fui, provavelmente no momento que sentir falta e que não vou voltar.

Frescura? Nunca! Sou cheia de sentimentos e me reservo o direito de senti-los; ao menos agora, já que antes eu não tinha permissão.

Respeite meus sentimentos e respeitarei o dos demais, pise em mi que vou embora de mansinho; porque cansei de apanhar e sorrir para agradar.

 

Kate Susreci – 17/08/2023

 

 

quarta-feira, 19 de julho de 2023

DESAFIO DA ESCRITA 2 : O QUE LHE DISSERAM UM DIA QUE NUNCA ESQUECEU

 

O QUE LHE DISSERAM UM DIA QUE VOCÊ NUNCA ESQUECEU?

 

Durante a vida ouvi centenas de coisas que me ajudaram ou me magoaram, ou ainda me fizeram tecer diversos questionamentos sobre como eu estava vivendo e o que estava fazendo da minha vida.

Entre tantas coisas, o que nunca esqueço é o que meu pai me disse: “Estude sempre, busque respostas, se aplique. O conhecimento não preenche espaço e ninguém poderá roubá-lo de você. ”

Como sempre gostei de estudar, nunca foi problema para mim fazê-lo; muito curiosa, queria saber como as coisas aconteciam, como se desenrolavam, como tinha chegado até ali.

Muitas vezes eu ia ao âmago e aqueles que eram questionados “jogavam as toalhas”, e me diziam que eu queria saber demais; mas eu sempre quis saber como se faz, porque se faz e quem faz.

Meu pai sempre foi muito trabalhador, “não” era uma palavra que não fazia parte do seu vocabulário, isso também aprendi, e introduzi na minha vontade que quando não quero tentar algo: o não eu já tenho, basta tentar o sim.

Meus filhos dizem que não sabem, e eu retruco com “é apenas um motivo para o seu aprendizado”.

Somos seres com possibilidades infinitas de aprendizado, e sempre acreditei que podemos aprender tudo, mesmo aquilo que não gostamos, mas necessário ao nosso desenvolvimento interior.

Esse entendimento leva a busca do crescimento interior e exterior; além disso, presenciei a bondade e o poder de ajudar os outros; meus pais nunca se recusaram beneficiar aos que precisavam e no âmbito mais difícil de agir, a família.

Enfim, tenho essas palavras gravadas em minha mente e em meu coração, tento passar aos meus filhos também, nem sempre acho que entendem, mas creio no plantar a sementinha e ir regando.

 

 

Kate Susreci – 18/07/2023

 

 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

DESAFIO DE ESCRITA: 30 DIAS PARA ESCREVER : 1º DIA: DEZ COISAS QUE ME FAZEM FELIZ

 


Faz muito tempo que desejo participar deste desafio, mas a correria do dia a dia sempre atrapalha, mas hoje resolvi começar.

Dentre as muitas coisas e pessoas que me fazem feliz, as que produziriam um Patrono (para os fãs de Harry Potter), são os seguintes:

1º- Meus filhos: nunca imaginei que seria mãe, tinha medo de não ser boa o suficiente, de maltratar, magoar ou torna-los infelizes... Olho para eles e vejo que, apesar de tudo que passamos, dos desafios da vida cotidiana, das depressões e crises de ansiedade pela qual passamos, estamos juntos e mesmo quando a tristeza resolve tentar entrar na minha vida, olho para eles e penso o quão feliz eu sou por tê-los em minha vida.

2º - Minhas gatas: outro nunca da minha vida que aprendi a amar. Nunca pensei em ter gatos, tinha pavor, mas fui adotada e creio que não os decepcionei. Faz parte daquelas decisões que você se pergunta porque não fiz isso antes?

3º - Sentir o vento ou a brisa: é algo que me traz um sentimento de liberdade, misturado com alegria e bem-estar, uma sensação maravilhosa.

4º- Estar dentro d’água: mundo maravilhoso o aquático. A água me acalma, tranquiliza, relaxa, nada mais importa, é um voo dentro do mar ou da piscina...

5º- Ler: cada livro que eu leio, é uma viagem que faço. Consigo “ver” o lugar, “sentir” o momento, com a vantagem que posso parar e continuar depois. Atualmente tenho muitas viagens a realizar, onde estou louca para embarcar.

6º- Viajar: adoro ir para lugares diferentes, mas não sou aventureira, gosto de apenas passear, comer, dormir, e se possível só isso. Esvaziar o cérebro, arejar a mente e olhar a paisagem.

7º- Chocolate ao leite: um prazer muito antigo, de infância, onde essa delicia não fazia parte do dia a dia, mas sim de momentos especiais. Atualmente tenho tentado me acostumar ao meio amargo, ou 80% cacau, mas cá entre nós, prefiro o ao leite mesmo já que é para ser feliz.

8º- Sorvete: Amo demais, gosto dos sabores de abacaxi ao vinho, passas ao rum, menta com chocolate...enche minha alma de alegria e meu coração fica quentinho.

9º- Pipoca: essa iguaria me faz lembrar domingos de futebol, quando a família estava completa (mãe, pai, minhas irmãs e eu), nos reuníamos na sala, em frente à televisão e dividíamos uma bacia de pipoca branquinha para degustar, feita com o carinho da minha mãe.

10º- Saga Harry Potter: dizem os que não gostam que são livros para pessoas que tiveram uma infância triste ou, como ouvi o psicólogo e palestrante Rosandro Klinjey dizer várias vezes: “...onde tudo se resolve num passe de mágica...”; mas não se iludam, é uma história que me inspira simplesmente porque o bem vence o mal. Passam por perrengues incríveis, vira voltas loucas, mas no fim, e muitas e muitas vezes dá para achar que não, eles conseguem vencer. E isso me dá uma paz, me faz acreditar que mesmo na pior das hipóteses, sempre haverá a possibilidade de vencer.

E assim encerro as dez coisas que me deixam felizes.

Adorei a experiência.

 

Kate Susreci – 30/06/2023

terça-feira, 3 de abril de 2018

UM DIA DE CADA VEZ



Ansiosa desde sempre, estou reaprendendo a "andar".
Sempre quis fazer tudo ao mesmo tempo, e dar passos largos, alcançar meus objetivos, urgência em realizar projetos.
Resultado: não conseguia chegar no que que queria e vivia apagando incêndios.
Demorou muito tempo, muito mesmo para eu aprender que é preciso ter calma, paciência e persistência, tudo que eu tinha e não sabia usar; além, é claro, da ansiedade, minha pior inimiga.
A frase da minha mente era: "tenho que resolver logo"; e aí fazia altas mágicas que viravam contra mim.
Meus sonhos foram ficando para trás, junto com algumas decepções pessoais.
Esse ano (2018), resolvi fazer as coisas diferentes.
Primeiro: elegi três objetivos e estou trabalhando em prol deles, e todas as vezes que sinto a ansiedade me rondando, paro, respiro e repito: um dia de cada vez, um passo de cada vez.
Nunca fiz algo tão difícil, mas tenho certeza que vou conseguir.
A mudança está dentro de nós, sempre e estou buscando a minha.

Beijos.

POLÍTICA


Vou e volto, passo novamente e retorno, e não tem jeito, ela continua envolvida em minha vida.
Tenho minha opinião sobre assunto: a política no Brasil é tratada como prato para muitos servido para poucos; ou seja, ao invés de ser utilizada para organizar e desenhar os caminhos do progresso; se enlama de corrupção e favoritismo, esquecendo da sua principal obrigação: legislar para o benefício de todos.
Tão decepcionante...
Não sei como conseguem dormir tranquilos quando usam o dinheiro público em prol de si mesmos.
Acredito ainda que a população deveria ser mais ativa perante as atitudes de nossas "autoridades", mais exigente; afinal, quando contratamos uma empregada doméstica pelo salário mínimo não verificamos como ela está realizando suas atribuições? Com nossos políticos é a mesma coisa.
Autorizamos que eles administrem o nosso país e nem vamos dar uma olhadinha no que estão fazendo?
Pois é, gente, pensar, fiscalizar, exigir são atitudes que dão trabalho, mas se queremos um país melhor, mais justo, cabe a nós, cidadãos, sermos presentes nos caminhos que são tratados em cada casa legislativa desse País.
Chato? Deve ser, mas nem só de coisas legais a vida de adulto é feita...
Mãos à obra para um país melhor.

Beijos.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

BALANÇO 2017


Oi, Gente,

Quanto tempo não passo por aqui. 
Saudades de vocês.
E como a vida anda?
A minha está bem agitada, na correria. Certos dias sinto-me como se estivesse em pleno alto mar, só com colete salva vidas, com as ondas me levando para cima e para baixo.
Esse ano foi particularmente difícil. tinhoso, muitas vezes achei que fosse afundar, quando algo me remetia para cima e começava tudo de novo.
O ponto mais complicado foi a depressão do meu filho, com 15 anos, todo perdido na situação e eu sem chão para poder ajudá-lo, sem saber o que fazer.
Paciência, foi muito utilizada, amor a todo momento, enfrentar a critica de quem nem tem ideia do que é ver seu menino num poço bem fundo, onde você não consegue chegar para trazê-lo de volta.
Como é difícil... Mas estamos seguindo.
Um dia de cada vez, um dia a ser vivido, com toda a sua calmaria ou com surpresas que nos fazem sair do prumo.
A vida pessoal segue tranquila, mas n tenho tempo para muita coisa, voltei a estudar, fazendo Pós, e volto a me sentir inteira, fortalecida, cansada mas feliz.
Costumo dizer que ja ganhamos o ano se não tem ninguém da família hospitalizado, se podemos passar com saúde e juntos, mesmo que sejamos apenas nós 5, já eh bom, muito bom.

Esse ano tenho muito a agradecer e a muitas pessoas também, muita ajuda, pessoas que ocupei o ouvido, que me deram carinho e atenção nos momentos mais difíceis, inclusive meu "papis" que lá de onde ele está ainda se preocupa comigo.

Obrigada a vocês também por me acompanharem nesses escritos.
Beijo enorme e que o próximo ano seja muito melhor.

créditos: http://www.verdadeluz.com.br/oracao-da-serenidade/

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DO IMPEACHMENT

Queridos,

Observo essa movimentação política, essa cidadania e democracia saindo pelos poros, essa coisa que você tem que se definir como posição ou oposição e penso: será que as pessoas sabem o que estão fazendo?
Alguns tenho certeza absoluta que sim, outros certeza absoluta que é embalo, mas vivemos num País democrático, mesmo que democracia para mim seja você fazer a minha vontade.
Não sou posição nem oposição, sou cidadã brasileira, trabalhadora, que todos os dias levanto e tenho que ir trabalhar, porque não tenho nenhum tipo de bolsa para me ajudar, e se ocupo o cargo que ocupo é porque, durante anos, conciliei trabalho e estudos.
Então não acho justo certas justificativas.
Certa vez li no face de um amigo uma postagem assim: Só quem nunca precisou do Bolsa Família é que critica a iniciativa.
Bom, por partes:
- acredito que os programas do governo tem uma porcentagem de coerência, no entanto, o que prejudicou o seu andamento foram as regras para utilização, os amigos dos amigos, dos amigos, que acabam usufruindo e por vezes não precisam disso; os desvios, o uso indevido, tudo que não é possivel fiscalizar, desta forma a benfeitoria que seria somente para os necessitados acaba benenficiando quem possui qualidade de vida;
-não sou contra, mas acho que um programa, qualquer programa que tem como objetivo beneficiar alguém não pode ser por tempo indeterminado, assim como deve estabelecer metas com o objetivo de encurtar ao máximo o tempo de uso do mesmo;
- e, aos socialistas de plantão: se não tivermos uma economia forte, com empresas que estejam bem financeiramente para suprir o que move um País que é a cxompra e venda,quem vocês acham que vão custear os programas do governo? Afinal, o governo vive dos impostos e de todo o movimento que o capitalismo desenvolve, sem isso, não existe programa social.
Se é justo ou não que a Presidente sofra um impeachment não é da minha alçada decidir, mas é bem fácil de se saber, um exemplo :
Temos (povo)  um comércio, e para dar conta de tudo que é necessário fazer contratamos um gerente ( presidente), durante um período esse gerente fica tomando conta geral das coisas: compra, venda, manutenção, estoque; e nós tranquilos e com a certeza que o negócio tá crescendo, acreditamos no gerente e deixamos ele fazer o seu trabalho. Como tá tudo certo ( 1º mandato), deixamos a coisa como está porque time que se ganha não se mexe.
Em dado momento, começamos a receber reclamações sobre gerente (2º mandato), mais e mais reclamações e por fim o gerente diz que vai sair e apresenta ao dono do comércio uma amiga de sua extrema confiança para assumir seu posto. Contratamos a amiga, crente que ela será tão eficiente quanto o anterior, mas percebemos que o comércio não anda tão limpo como antes, tem algumas reclamações dos consumidores, os clientes estão se afastando e os credores começam a bater na nossa porta. E o dono do comércio pergunta: o que está acontecendo?
Contrata empresas terceirizadas para investigar porque suas finanças, que estavam tão bem, agora não estão mais, e descobre: o gerente desviava verbas, ao invés de contratar pessoas para fazer a manutenção do comércio, ele mesmo fazia e  desviava o dinheiro para do conserto para seu bolso, entre outras coisas mais.
O comerciante foi roubado, e então começou a desconfiar também da amiga de confiança do ex-gerente. Investigou e descobriu que ela não roubava, nem desviava verbas, mas de forma indireta, continuava favorecendo seu amigo, ao ponto de tentar arrumar um emprego para ele num dos fornecedores novos da empresa (cargo de Ministro).
Com uma situação dessa, sendo nós os donos da empresa (Brasil), que posição você tomaria?
Não importa se você não participou diretamente da ação, se não pôs a mão na massa, mas se foi conivente, se criou meios para que as coisas acontecessem, também é culpado.
Sou a favor do impeachment sim, tenho plena consciência que não existe hoje no País um ser capaz de assumir a cadeira da presidência e tomar as providências necessárias para deixar nossa nação maior, pois a corrupção e a desonestidade está dentro das "qualidades" para ser um bom político, e na realidade isso precisa mudar.
Esse movimento todo é um alerta: estamos vendo o que vocês estão fazendo; mas acredito que precisamos de mais, precisamos de um movimento que diga: cuidado, agora já sei do que sou capaz, porque independente do lado que estejamos o mínimo que devemos exigir dos nossos eleitos é respeito com a população, interesse em resolver os problemas de ordem pública e principalmente ter em mente que os donos da empresa somos nós.

Boa reflexão para todos.




quarta-feira, 16 de março de 2016

QUE PAÍS É ESTE?

Renato Russo era sábio e em sua sapiência também era poeta, e em sua poesia traduzia nossas angústias em música, músicas que se tornavam hinos.
Sou brasileira, e nunca pensei em deixar meu país, nem em meio à crise que o comete, que Não é  apenas financeira, é política, é de valores morais e éticos, que deixará sua marca em nossa história, principalmente se forem tomadas atitudes  reais e drásticas.
Entendo as manifestações, os gritos de guerra, os panelaços, entendo também as brigas por um país melhor.
Dificil de entender é como um povo que, tem por característica sempre dar um jeitinho, queira políticos e representantes honestos e sem mácula.
Sei também que a atual representante do país quase não foi reeleita, que a diferença foi mínima, o que já seria um motivo para rever sua forma de governar, mas não aconteceu.
Nunca se falou tanto em impeachment e também nunca se viu tantas manobras para que não acontecesse,tanta sujeira, e o sentimento de frustração.
Democracia ganha outro sentido neste país: todos tem direito, mas só alguns tem deveres, além de outros, que se aproveitam dos direitos, desviam dos deveres e ainda procuram levar vantagem em cima da população.
E neste momento, onde a população se une para fazer manifestações, passeatas, e tantas outras formas de demonstrar sua insatisfação com a vida pública do País, devemos parar um momento para refletir sobre nosso comportamento perante os fatos do dia a dia, o quanto somos ou não parecidos com o "povo" que elegemos, se nosso comportamento diário não tem traços do que criticamos no outro pois escolhemos nossos representantes, e só vamos concordar com quem tem as mesmas ideiase ideais que nós, não adianta apontar o dedo e querer não pagar imposto, ou subornar o guarda.
Então, além de tudo que está acontecendo, devemos pensar com carinho e atenção em tudo, porque não basta tirar quem está e num próximo momento eleger parecidos com eles, o ideal é mudarmos nossa atitude e eleger para nosso País representantes a altura do povo que vive aqui, com principios, caráter, moral e pensamento global, não individual. 
Quem governa deve fazê-lo pelo povo, e não por si.


domingo, 26 de abril de 2015

A CULPA É DAS ESTRELAS

Sei que grande parte de vocês já viram este filme, talvez tenham lido o livro, e ele já deixou de ser até notícia, mas recentemente, eu assisti o filme novamente, e ele mexeu comigo de novo, como alguns dos meus queridinhos...
O livro é muito bem escrito, a história boa, e a delicadeza com que os adolescentes encaram a vida e a certeza da morte me fascinou e comoveu.
Vivem intensamente, como todos nós deveríamos viver, o tempo deles é contato, mas será que o nosso não? A diferença é que eles sabem  e nós temos a certeza da eternidade.
Entendo o desespero das adolescentes ao assistirem o filme: a perda do primeiro amor; entendo porque ele me emociona: a incapacidade de salvar o seu filho, e porque mexe tanto comigo: a certeza da brevidade da vida.
Tudo isso faz do livro/filme um campo de pensamentos intensos, ao menos para mim, que entre outras coisas, adoro pensar.
A intensidade das emoções deveriam ser vividas assim, para não nos arrependermos, ao menos os bons sentimentos, e às vezes até os maus, mas ainda somos cheios de pudores para expressar os bons sentimentos,pois expõe a nossa fragilidade, o melhor de nós.
A humanidade é muito estranha, afinal, se somos bons, somos bobos, se somos ruins, somos espertos.
Enfim felizmente ou infelizmente não sabemos o tempo de nossa estada por aqui, mas temos certeza que somos mortais, mesmo que a forma como vivemos não demonstre isso.
Como disse, esse filme me faz pensar, mas não aguento pensar sozinha.
Tenho uma sensação estranha, algo entre o amor adolescente e a aflição de ser mãe e verou melhor, ter certeza de que seu filho vai morrer e logo.
O que fazer? Eu não sei, morrer um pouco a cada dia?
Não! Viver tem que ser o lema principal, sempre acompanhado de amor, compreensão e muito carinho.
Será que vocês vão concordar comigo?




DIREITOS IGUAIS, CONDIÇÕES DIFERENTES


Olá a todos! Enfim retornei!
Sei que estive distante nestes últimos tempos, mas andei mega ocupada, até escrevi um livro: “Sob o Olhar de Kate”, tem os artesanatos que estão começando a fluir, e tantas outras coisas numa mesma Kátia, que está complicado dar conta de tudo, mas vocês sabem que tudo o que acontece comigo é porque eu preciso muito e muito. (risos).
Outro dia estava aguardando meu horário no médico, e adoro ouvir essas conversas, nem sempre são frutíferas, mas aprendo muito sobre o ser humano, e a recepcionista disse claramente que nós não precisamos ter preferência em nada, afinal não lutamos por direitos iguais aos dos homens?
Fiquei indignada! Uma mulher jovem, que trabalha fora, estuda, tem marido e filho achar correto sermos tratadas sob todos os aspectos como homens.
Não sei dizer se isso é machismo ou o que, mas com certeza não é algo respeitoso.
Talvez eu tenha uma visão muito ampla por ter crescido ouvindo minha mãe falar que teve que parar de estudar na 1ª série do 1º Grau porque já sabia escrever o nome e era o que bastava para uma mulher no tempo dela, talvez porque a independência clamava dentro da minha alma com tanta força que chegava a doer, ou porque, ao ter crescido num mundo altamente feminino, onde as mulheres tinham muitos deveres e poucos prazeres, fui criando uma mente questionadora e rebelde.
Meu pai queria que estudássemos, trabalhássemos, casássemos, tivéssemos filhos, cuidássemos da casa, fossemos boas mães, e pronto, a vida estava feita, mas meus planos eram outros, não os realizei por completo, mas aos poucos vou atrás deles, afinal estou viva e sou livre.
Mas e se os homens não tivessem ido para a grande guerra, o que teria sido de nós, mulheres? Estaríamos estacionadas no tempo? Talvez sim, talvez não, mas a briga teria demorado mais para acontecer, e o surgimento de nossas potencialidades também.
Fico imaginando as mulheres do início do século XX, altamente discriminadas, subservientes, subjulgadas, fragilizadas.
Será que isso vem à cabeça de quem diz: “...não quiseram a igualdade? Então arquem com ela !”
Ela não estaria ali e sim em casa, com o marido que o pai teria escolhido para ela, apenas servindo ao marido e aos filhos homens, pois as meninas seguiriam o mesmo caminho da mãe.
Fico triste de saber que a luta ainda vai durar muito tempo, seria bom que as mulheres tivessem mais consciência do seu valor, das suas possibilidades, da sua inteligência, mas que conservassem em suas almas a meiguice, a sutileza, a fragilidade, o amor e a benevolência de ser mulher.
Somos boas para a guerra, mas necessitamos de mais atenção, somos emotivas, carentes, hormonais e ao mesmo tempo em que queremos algo podemos não querer mais e ainda querer o mundo.
Aprendi com muito custo como é precioso ser mulher, encarnar num corpo feminino, ter a responsabilidade de cuidar de si e dos outros, e lutar com unhas e dentes pela felicidade.
O respeito precisa estar dentro de cada uma, ser claro e forte e devemos saber sempre que cada vida é uma vida, nos cabe respeitar e aceitar, conviver é uma escolha.
Hoje é tudo muito complicado, mas somos boas e chegamos lá, precisamos de direitos iguais, assim como precisamos que homens sejam gentis e educados conosco, e também sermos amadas, queridas e acolhidas, porque além de humanas, somos especiais.


Beijos a todos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PENSAMENTOS E REFLEXÕES



Há algum tempo que não faço questão de assistir aos telejornais, sei das notícias através de conversas com amigos ou quando paro num consultório médico.
Não faço questão.
São tantas tragédias, mortes, assaltos, corrupção, falta de moral, de respeito ao próximo que me pergunto: “Até que ponto isso vai mudar minha vida para melhor?”.
Tenho minha opinião sobre vários assuntos, e me reservo o direito de não querer receber certas atualizações.
Podem achar que vivo numa cúpula cor de rosa, mas não é assim, apenas não acho que seja necessário encher minha alma de tristeza, indignação, medo...
Viso à felicidade sempre, que as outras coisas acontecem eu sei, que o mundo está cada vez mais perigoso eu também sei, mas quanto devo saber disso, com excesso de detalhes, e em que vai mudar minha vida e transformá-la para melhor? Eu não sei como.
As pessoas culpam o governo por suas atitudes errôneas, mas esquece-se que numa democracia quem nomeia os governantes somos nós, então de quem é a culpa? O voto é um ato democrático, assim como é um ato democrático você votar em quem quiser e se quiser, obrigatório é comparecer ao local de votação, votar em alguém por pura falta de opção e reclamar depois é continuar com tudo como está.
Eu desisti de tentar enfiar na cabeça de alguém a forma como encaro a vida.
Às vezes passo por boba, mas tenho que obedecer minha consciência, se erro, assumo, se vejo errado tento corrigir, nem sempre é fácil, as pessoas me criticam, mas não queremos um País diferente? Devemos começar por quem? Somos a base de qualquer mudança, se não conseguimos conosco como vamos conseguir com mais alguém?
Pois é, eu acredito muito que devemos iniciar as mudanças pelos nossos conceitos, pelas nossas experiências, por nossas atitudes.
Se
o caixa errou seu troco e te deu dinheiro a mais, volta lá e devolve, pois no fim do expediente é dela que vão descontar, se achou um celular, tente localizar o dono, não fique com o que não te pertence, tem pessoas que transportam a vida para o celular, ajude quem está em dificuldade, ensine um endereço, estenda a mão, ouça alguém que está triste, seja amigo...
São atitudes pequenas, mas que fazem a diferença, se não na sua vida, na vida de alguém.
Ter um ato de bondade e solidariedade pode não trazer benefício financeiro, mas muda um pouco a visão da vida para quem faz e para quem recebe.
Reflitam, e vão ver que tenho razão.




quinta-feira, 18 de setembro de 2014

4.3 - NOVAS HISTÓRIAS, NOVAS REFLEXÕES

Mais um ano completado, mais um aniversário comemorado, e a cada ano fico mais feliz.
Tenho batalhas para travar como todos, já travei muitas e ainda estou me levantando de algumas, tenho recaídas, olho para cima e levanto de novo.
Sinto que vivi meio que dentro de uma redoma de vidro desde que nasci até meus 28 anos, quando me casei. Achava que tinha uma visão muito realista da vida e de suas dificuldades, tinha plena certeza que casamento era lago complicado, mas tinha suas compensações.
O casamento realmente me ajudou, mesmo apresentando-se muito pior do que eu imaginava.
Acreditava que o ajuste seria feito aos poucos e tudo ia dar certo no final, mas esqueci que não podemos  controlar ninguém e achar que o outro vai entrar na mesma sintonia que você e trabalhar para isso.Pois é, não aconteceu. 
Filosofias diferentes, pontos de vista diferentes e outras coisinhas mais, foram minando os sentimentos que eu possuía, e a cada rasteira que a vida dava, eu ia ao chão emocionalmente, levantar era sempre uma opção, no entanto a cada queda se tornava mais difícil.
Minha vida estava num redemoinho: um bebê pequeno, o pai do bebê disputando a atenção, meu pai internado, contas atrasadas, marido desempregado, e eu no centro de tudo, tentando salvar as coisas, lutando sozinha. Não podia sobrecarregar meus pais, não podia contar com o pai do meu filho e ele não parecia muito preocupada com toda a situação, e em meio a tudo isso fiquei grávida novamente.
Acredito que foi a época mais complicada da minha vida, eu não sabia o que fazer, como agir, como seguir. 
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, fui me sentindo impotente.
Tive problemas durante a gestação em decorrência da pressão arterial e diabetes gestacional tudo oscilando, como se estivesse na corda bamba...
Em meados de agosto de 2003 meu pai faleceu, no fim de outubro perdi um amigo muito querido e em 04 de novembro minha filhota nasceu, o pulmãozinho ainda não estava pronto e isto rendeu 3 dias de UTI Neonatal e mais um estresse, depois ela contraiu icterícia, mais 2 dias, eu sai do hospital, porque o outro bebê estava ficando triste, e deixei minha filha lá. A dor que eu senti ao sair com os braços vazios e as dúvidas que assolam a cabeça de uma mãe, foi tortuoso, ela saiu no 6º dia de nascida e fomos para a casa da minha mãe.
Nesse período todo, eu me questionava tanto, perguntando o porque de tudo ter acontecido tão rápido, me lamentava por meu pai não ter conhecido minha bebezinha, outras coisas aconteceram e a vida foi passando, e eu ainda apanhei muito por algumas coisas, sofria uns tipos de discriminação, me sentia fracassada, destruída e infeliz.
Muitas vezes quis fugir para um lugar bem longe, eu e meus bebês, mas nunca saí.
Aos poucos senti o amor pelo pai das crianças acabar, sentia um buraco abrir entre nós, mesmo quando ele estava do meu lado, e foi passando o tempo e ele ficando mais distante, até que descobri que estava me traindo e tudo acabou.
Foi difícil com as crianças, foi complicado até a separação sair, e no momento em que saímos do fórum com os documentos assinados, eu sabia que estava começando um novo momento da minha vida, era meu renascimento. 
Não quero dizer que a culpa foi dele, não totalmente, tive minha parcela, mas ele colaborou bastante.
Meu pai nunca nos deixou passar necessidades básicas, e casada em dado momento só tinha arroz e feijão em casa, e ouvia que ele tinha comido na empresa de refeição e que tinha comprado trufas e não sei o que mais para ele, enquanto eu e as crianças comíamos o que tinha, graças a colaboração da minha mãe
Foi um período terrível, onde tive que aprender muita coisa, num tempo curtíssimo, mas aprendi a: não julgar, não desfazer do que se tem, não olhar o que os outros tem  e batalhar pelo que você deseja, entender o outro (a gente não sabe pelo que está passando), a ouvir, a sorrir, a rir, a gargalhar, porque a vida é muito mais bela que qualquer coisa que possa acontecer. Aprendi até a lidar com o pai das crianças, a mágoa, a raiva, a dor e a indignação passaram, hoje consigo conversar com ele civilizadamente e até dar boas gargalhadas.
Tenho meus dias ruins, fico mal humorada, me irrito com facilidade em alguns períodos, não suporto adulação e admiro força de trabalho e disposição para fazê-lo, além da criatividade que algumas pessoas tem.
Foi um período ruim mesmo, mas se ele não tivesse acontecido eu teria aprendido a valorizar o que realmente tem valor? Será que eu seria tão flexível como sou hoje? 
Será que eu tria conseguido melhorar espiritualmente, ser mais desapegada de certas certezas? Ter um coração mais forte, mais justo, entender o que significa realmente estar sozinha?
Não sei. Deus tem seus propósitos, no meu caso Ele acertou em cheio. Tenho meus medos hoje, mas não me arrependo de forma alguma pelo que passei, além do que tenho duas razões fortíssimas para viver e o Senhor Deus sabe exatamente do que eu estou falando, ele mandou meus filhos para que eu não perdesse o rumo, sabia que luto melhor pelos outros do que por mim.
A vida sempre vai nos desafiar para saber até onde podemos ir, se eu achar que vale a pena, tô dentro, caso contrário dispenso.
Minha fase atual é a seguinte: qual é o prazer, o aprendizado  que vou tirar disso? Porque de resto quase nada importa, apenas viver....
A vida é mágica e sempre nos faz trilhar os caminhos que precisamos para alcançar a maturidade e a felicidade

Boa semana e beijos a todos

sexta-feira, 11 de julho de 2014

VAMOS, BRASIL!

Preparei este post ontem, e ia postá-lo ontem mesmo, mas acabei não conseguindo acessar, pois a correria tem me dominado ultimamente.
Hoje, passeando pelo Facebook, vi uma postagem do Içami Tiba que corresponde a opinião que tenho sobre a Copa, a derrota do Brasil, o posicionamento das pessoas e tudo que engloba isso.
Abaixo exponho minha singela opinião:
Tenho observado a Copa do Mundo.
Dia de jogo do Brasil é dia de correria, de passar por cima do pedestre ou do carro dafrente, o que vier primeiro, não importa o horário do jogo, o que importa é não perder a abertura, mesmo que você esteja na rua ao 12:00 e o jogo seja às 17hs00.
Observei também que o brasileiro nunca foi tão brasileiro, nunca cantou o Hino Nacional com tanto ênfase, com o coração batendo forte, que até arrepia quem está assistindo.
Pois bem, tudo lindo, tudo maravilhos, mas e depois?
Não torço para time nenhum, não gosto de futebol, mas não é uma questão do esporte, mas sim do que ele realmente reperesenta para nosso País, de um povo heróico, que não foge à luta e nem teme a morte?
O povo brasileiro deposita seus sonhos, suas vitórias, sua alegria e tristeza em pessoas que, independente do que fizerem ou não fizerem, terão o seu retorno garantido.
7x1, foi o resultado das quartas de finais entre a Alemanha e o Brasil, a meu ver, jogo de criança, pois nem no futsal, que meu filho jogou durante muito tempo, se marcava tanto gol em tão pouco tempo.
Vergonha? Indignação? Tristeza? Esses sentimentos fizeram parte da grande maioria dos torcedores, e posso garantir que não me afetou, como disse, não gosto de futebol.
O que me deixa impressionada é a reação das pessoas a isso, como se abalam, como se torturam por algo que elas não podem mudar, controlar ou fazer algo a respeito.
Eu queria ver toda essa mobilização do nosso povo para reivindicar seus direitos, para melhorar sua condição social, para estender a mão ao próximo, para ser honesto, para ser mais feliz, para acabar com a violência, com o tráfico de drogas, de pessoas, de pensamentos.
Batalhar, lutar, ganhar a guerra são ambições nobres, ser honesto, querer ajudar também, mas gostamos do jeitinho brasileiro, gostamos do que é fácil, gostamos de achar que os outros nos deve.
Queria ter um País com pessoas melhores, lógico que temos muita gente boa, mas as que deveriam pensar no todo só pensam em si, são egoístas, querem levar vantagem e sair como "heróis".
O Brasil não tem heróis, por isso vivemos buscando algo ou alguém para nos induzir a ilusão de que por alguns momentos podemos sair de nossa realidade e sonhar.
Esquecemos que depois tudo volta ao normal. Independente do seu time ou da seleção brasileira ganhar ou perder você terá que pagar suas contas, ir aturar o chefe chato para ganhar o pão, e nenhum jogador, técnico ou alguém de lá vai passar a mão na sua cabeça de dividir o ganho com você, isso eu garanto.
Temos que abraçar a responsabilidade da nossa vida, da nossa felicidade, do nosso progresso.
A única pessoa que pode te ajudar é você, os outros te dão uma força, mas não passa disso.
Utopia? Utopia para mim é achar que uma Taça do Mundo ( emprestada ) irá acabar com todos os problemas de um País lindo por natureza e um povo tão hospitaleiro, mas que se recente por falta de manutenção.
Beijos a todos

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"...CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO/ SOMOS TODOS IGUAIS, BRAÇOS DADOS OU NÃO..."

Ao som dessa música encerrava-se todos os eventos na escola em que eu estudava.
E através da diretora da escola outras músicas e outros conceitos foram entrando na minha vida.
Há anos realizo encontros dos alunos da época que estudei. Incialmente a vontade de rever as pessoas é que foi assegurando as reuniões, mas percebi que fazia isso mais pelos outros do que por mim, então o que será que me movia para seguir?
Talvez eu quisesse retomar a adolescência.... não isso não era verdade, pois a fase da minha vida que estou hoje para mim é a melhor.
Talvez eu quisesse rever algum ex-namorado, isso também não, pois não tive namoricos na escola.
Talvez eu quisesse restabelecer a atmosfera que eu encontrava no lugar, entre as pessoas que eu cresci, e onde certa forma, comecei a formar minha personalidade.
Com exemplos aprendemos a respeitar o próximo, a ajudar quem precisa e a valorizar qualidades as nossas e as dos outros.
Ser rígido não significa não dar atenção nem amor, significa ter conceitos fundados e estender a mão para quem está à beira do abismo, impedindo-o de pular, mesmo quando ele acha que ninguém vai se importar.
Éramos uma geração em transformação, onde nossos pais estavam reaprendendo a viver e nós também, todos aos trancos e barrancos.
Tínhamos mais liberdade para brincar, para viver certas emoções que hoje já não acontece.
Íamos levando.
Na escola eu me sentia em casa, talvez por isso tenha gostado tanto da Saga Harry Potter, era acolhida, reconhecida e mesmo em meio há tantos alunos, eu era notada. Sabiam meu nome!!!! Percebiam quando eu não estava bem emocionalmente...
Isso para mim era um alento, primeira filha de três, onde havia um intervalo de 5 anos entre mim e a do meio, eu realmente fui meio que esquecida entre tantos choros, birras e manhas.
Na época do ginásio ( atual fundamental II), eu era muito dedicada e acabei por me sobressair em matérias que a maioria não era muito afeita, e gostava de ajudar, gostava de ensinar, e isso culminou com uma sala de estudos, cedida por esta diretora que enxergou que seria muito mais proveitoso repassar a matéria semanalmente com os alunos do que no fim do ano, quando a esperança já havia acabado.
Para mim era magnifíco poder ajudar, ter meus amigos junto comigo no ano seguinte e batalhar por eles, brigar junto, me sentir no meio, interligada há alguma coisa.
Esses sentimentos eu não sabia na época, ia vivendo, mas hoje, parando e olhando para o que passou percebo que muito de mim foi formado ali, entremeio aquelas paredes de pedra, que ao contrário do que se possa imaginar, não eram frias.
Cada um do meu grupo tem uma recordação boa para contar, algumas pessoas tem muitas recordações, outras se escondem com medo do passado voltar ( como se isso fosse possível ), mas estamos aqui, de uma forma ou de outra, todos seguiram seus caminhos e os que se deixaram influenciar só colhem bons frutos, porque semeamos boas sementes.
Não somos perfeitos, mas talvez valorizamos o que é essencial: amor, carinho, respeito, responsabilidade...
Algumas coisas precisamos tentar mais: perdão, tolerância, paciência, comprometimento...
Estamos aprendendo, todos os dias, todas as horas são momentos, são oportunidades para nosso aprimoramento pessoal.
Eu estou no caminho, quero muito ser melhor e expandir o que aprendi, semear...
Faço isso com meus filhos, ou ao menos tento fazer, e vou seguindo: "...Caminhando e cantando e seguindo a canção/ somos todos iguais, braços dados ou não...."
Porque o que realmente importa nesta vida são quantos corações você conseguiu tocar e não quanto dinheiro conseguiu juntar.
As emanações de alegrias e amor seguem com você por toda a eternidade e os bens materiais vão ficar pela Terra......mais nada.

Boas refleções a todos e obrigada, Dona Olga, pelo exemplo, pela determinação. Muito do que sou devo à senhora.


Trecho da Música: Para Dizer que não Falei das Flores - Geraldo Vandré
Foto: olhares.uol.com.br

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O QUE TIVER QUE SER, SERÁ!

Certas coisas acontecem na vida da gente em momentos que achamos que não vai mais.
Costumo dizer que o mundo gira e que não temos ciência do que esse giro pode fazer com nossas vidas, com nossos sentimentos.
Temos tantas certezas vazias, tantas convicções sem sentido, que quando nos vemos no giro da vida tudo vai por terra.
Quando cai a ficha de que somos seres humanos e na nossa vida somente importa o que sentimos e o que fazemos de bom para os outros e para nós, percebemos que viver é algo simples e fascinante e o que mais exige é coragem para seguir.
No decorrer dos anos vamos percebendo que as coisas não são do  jeito que queremos, mas como deve ser, e que por mais que você fuja, ali na esquina o que tiver que ser seu será, o que tiver que cumprir sua missão na sua vida, cumprirá, mesmo quando queremos fugir, ou não se entregar, em certo momento ocorre e pronto.
E temos a opção, sempre temos uma,  de seguir ou se ficar, viver,  e então ir em paz.
Ando me entregando às minhas emoções, aos meus desejos, pode ser que eu pague um valor meio alto por isso depois, mas, como diz Roberto Carlos:"...Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi...".
Conclui que sofrer faz parte do caminho e independe da sua escolha, sempre haverá um período onde tudo não andará do jeito que queremos, e então sofremos, a felicidade, com certeza, retorna depois.
Viver é isso: passar por paisagens, apreciá-las ou não e tirar proveito dos ensinamentos, sempre de forma positiva, pois mesmo quando a paisagem não agrada ela tem algo de bom para apreciarmos.

Reflitam....
Beijos a todos

Foto: blogs.jovempan.uol.com.br

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

LIMPANDO A CASA

É complicado esse negócio de "limpar a casa", desapegar das pessoas que fizeram algum bem para você e que de repente resolvem partir da sua vida.
E como é que fica a casa da gente?
Fica vazia, faltando aquele ser que te trazia alegria, que conversava e fazia de você alguém especial.
Realçava para sua alma o prazer de ser mulher, de ser inteligente, de poder dar ao outro o que tinha em ambundância: carinho, ideias, brincadeiras e imaginação.
Em contrtapartida recebia carinho, segurança, incentivo, apoio, cuidado....
Mas a vida, às vezes, nos dá determinados momentos para que saibamos que tudo o que desejamos é possível, no entanto, no tempo determinado, não quando se deseja ardentemente.
Limitações e opções fazem parte da história de cada um e nem sempre existe preparo e paciência para enfrentar o que se tem no momento.
E então novas oportunidades surgem e novas escolhas devem ser feitas, e na maioria das vezes, o mais fácil é escolhido, pode haver arrependimentos secundários, mas faz parte da tragetória.
Quando se perde algo que encanta, é preciso, acima de tudo, saber lidar consigo, com a dor, com a raiva, com a tristeza, com o desaguar, e tantos outros sentimentos que vão surgindo no decorrer do tempo, a tristeza é a que mais prevalece, se deixar ela se instala, se deixar ela toma conta porque é doninadora e se aproveita da nossa fragilidade.
É necessário seguir, tentar percorrer outros caminhos, pois a alegria e a felicidade conjunta pode estar em outra porta, em outra estrada.
Lembranças são impossíveis de apagar, vamos deixando para o tempo fazer seu trabalho, e vivendo outras emoções para se livrar das antigas, de todo o sentimento despertado.
Limpar a casa emocional é complicado, não dá para você reunir tudo e por no armário, esconder da vista porque seria mais fácil de esquecer, ou por na prateleira, em caixas sem identificação, para não ficar tentada em ir lá a todo momento e revirar as emoções e as tristezas.
Melhor é ir lidando com os sentimentos e ir tentando, pouco a pouco, administrar, chorar quando der vontade, e ir buscando outros interesses, outras mil maneiras de se distrair enquanto a vida encontra  formas para seguir.
Fazia muitos anos que não me sentia assim, meio que injustiçada, roubada, mas sobrevivi antes e hei de sobreviver agora.



Beijos a todos....


Foto: conquistandoumavidacomsentido.blogspot.com

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Ficção e a Vida Real

Eu não poderia deixar de comentar, apesar de ter começado a acompanhar a novela de verdade após a briga do Félix com a Paloma, onde, por seus feitos terríveis acabou sendo expulso de casa e então começou sua regeneração.
Muitas pessoas não acreditam que as crianças tem sentimentos, e há 40 anos atrás isso era conversinha: afinal as crianças deveriam estar apenas vestidas, alimentadas, obedecer e ponto.
Hoje sabemos que a infância é o primeiro momento da vida das pessoas onde começam a sentir  e dentro delas vai se formando o adulto de amanhã.
Félix era um ser amargurado, desprezado pelo pai que tanto amava, e refém de suas expectativas que, por pior que fossem ele tentava realizar, mas sem o retorno esperado.
Quando recebeu sua irmã adotiva, Paloma, todo o ódio que sentia pelo pai e que estava incubado dentro dele foi direcionado para a criança, que veio roubar o amor que lhe "pertencia".
E a cada gesto de amor e carinho do pai para a filha recém chegada, o ódio e a raiva do menino só crescia, e ia o deixando mais e mais amargurado, triste, invejoso e infeliz.
E o que será que salva uma pessoa infeliz? Apenas o amor.
Eu imagino a dor que o Félix sentiu durante boa parte da vida dele, tentando superar-se, e fazendo de tudo para que o pai o notasse a cada vitória, queria a sua admiração, o seu amor o seu carinho.
Ele precisou cair bem fundo no poço para descobrir que existem coisas que não são do jeito que deveriam, ele teve que descobrir a admiração de uma pessoa, por gestos que talvez ele não fizesse por mais ninguém, para através disso entender que o bem pode ser feito.
O filho, que ele tratava tão mal quanto o pai o tratou, começou com a demonstração de amor e carinho, acreditou que poderia ser melhor, e depois, ele descobriu nas pessoas simples, a Márcia, que existem coisas mais importantes que dinheiro, estatus.
E no decorrer da novela, sem se importar de verdade se as pessoas aceitariam ou não sua regeneração e por intermédio de sua mãe, ele foi, caso a caso confessando seus pecados e esperando de suas vítimas o perdão.
Acho quase impossível que um ser humano tão cheio de defeitos como ele ( poderia ser qualquer um de nós ), conseguir dar a cara a tapa e dizer: olha eu realmente fiz isso com você, porque eu queria te prejudicar, porque eu precisava que você falhasse para que eu subisse, pode achar o que quiser, mas eu fiz e não tem volta, a única coisa que eu posso aguardar é o seu perdão.
No mínimo ele merece o nosso respeito.
A novela foi confusa, complicada, cheia de idas e vindas, mas insuperável no seu final.
O perdão e a declaração de amor de César para o filho, foi emocionante, chorei junto, porque tem um pouco da minha história na do Félix, em muitos pontos eu me via em situações parecidas. Não nas maldades ( risos ), não tenho o dom de prejudicar as pessoas, mas na dor de ser preterido, ridicularizado, e às vezes até por não acreditarem na sua capacidade intelectual.
Eu vivo dizendo que todo mundo tem bondade no coração, por mais ruim que uma pessoa seja, ela sempre terá a capacidade de amar, só que Às vezes isso está tão escondido que não percebemos e achamos que não existe. 
Só que não conhecemos ninguém de verdade e infelizmente temos o hábito de julgar pela aparência, pelas atitudes. Ninguém consegue ver o que vai no coração ou na vida de ninguém, mas podemos ter fé, só nem sempre estamos dispostos.
O Niko teve fé, e encontrou a porção boa do Félix escondida, lá dentro dele, a primeira a conseguir penetrar a casca dura dele foi Mary Jane, deixada a seus cuidados pela Márcia num momento de necessidade, e daí para frente ele foi se deixando levar pela ternura, e pelo amor que pouco a pouco as pessoas iam depositando nele.
Uma lição de vida, uma lição para refletir, e algo para pensar, até que ponto a família para ser feliz tem que ter moldes? Talvez a única necessidade real seja amor, respeito, companheirismo e atitude.

Beijos a todos, boa reflexão e que o amor esteja sempre na vida de vocês.

Lembre-se: aquele que você despreza hoje pode ser quem vai juntar seus pedacinhos amanhã. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ANO NOVO, VIDA NOVA!!!!!

Hoje, 02/01/2014, acessei o facebook e vi várias mensagens de otimismo, de felicidade, de alegria...
Fico pensando que essa energia positiva poderia durar os 363 dias do ano que acabou de nascer, era só usar uma gotinha todo dia e mudar a vida, fazer o ano diferente.
Eu acredito em 3 passos para a mudança:

1º - ao levantar-se, olhar-se no espelho e sorrir para si, agradecer pelo dia e pela vida, pela chuva ou pelo sol, tanto faz;

Já viu quanta gente anda emburrada pela rua? Sorrir para um desconhecido, ter um semblante leve, cantar a vida ou seu momento especial, seu tema deixa os outros intrigados ou simplesmente surpresos, mas o que importa? O que importa é ser feliz e contagiar os outros. A vida é linda e a gente tem que aproveitar e ai está o 2º passo;

3º passo: sei que pode parecer chato, mas sempre que der avalie a situação e tente ver o lado bom e entender que o pior nem sempre é ruim.
Tudo que passamos na vida tem seu propósito, e via de regra, se não servir para nada, ao menos servirá para seu aprendizado pessoal.

Ser feliz implica em abrir mão de ter razão sempre, e quando se habituar a ceder, verá que não é complicado e que ter razão não é tão prazeroso assim.

Eu tenho tentado, não é difícil, e posso garantir que dá certo, tente também, vale a pena.

Beijos a todos e um Feliz Ano Novo, com coragem, amor, paz e novas atitudes.

foto: verdadeirobudismo.wordpress.com



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

RECOMEÇAR

Todos os anos, nessa época, eu faço um balanço das coisas que aconteceram durante o ano que está prestes a acabar.
O intuito não é saber se cumpri as promessas feitas no inicio do ano, mas saber o quanto eu melhorei durante o ano que termina e o que pretendo para o próximo.
Esse ano, minha saúde me deu um susto, levando-me a tomar decisões que eu não esperava, apesar de já estarem na minha cabeça há algum tempo.
Tive que tomar algumas decisões, me deixei mais livre para viver  de forma leve, busquei emoções e atividades novas e estou pronta para os novos desafios do ano que se aproxima.
Aprendi que:
- se entregar pode doer, mas vale a pena;
- devemos valorizar as pessoas pelo que são;
- crianças crescem rápido demais, e por isso é melhor estarmos presentes na vida deles sempre;
- o trabalho dignifica o "homem", mas pode torná-lo um monstro....
- o melhor da vida ainda está nas coisas simples: natureza, crianças e animais, observe e aprenderá que é preciso muito pouco para ser feliz;
- amigos são essenciais na vida de qualquer um, e aqueles que nos toleram com um sorriso são os mais especiais,
- ter personalidade não significa dizer sempre sim ou sempre não, é saber analisar as situações e identificar o que realmente é bom para sua vida e não para a dos outros,
- entender, acima de tudo, que se você não encontrou a felicidade dentro de si, não encontrará no outro.

Minha principal promessa para este ano é buscar em mim as forças que não conheço, as coragens escondidas e resolver comigo muitas pendências para passar a régua e multiplicar minha alegria e felicidade.
Coisas materiais a gente luta e corre atrás, o importante mesmo é a alma estar bem e nos impulsionar para a realização de nossos sonhos.

Beijos a todos.
Um 2014 repleto de realizações, e superem-se, eu garanto que é possível.

foto: www.fotolog.com.br