domingo, 26 de abril de 2015

A CULPA É DAS ESTRELAS

Sei que grande parte de vocês já viram este filme, talvez tenham lido o livro, e ele já deixou de ser até notícia, mas recentemente, eu assisti o filme novamente, e ele mexeu comigo de novo, como alguns dos meus queridinhos...
O livro é muito bem escrito, a história boa, e a delicadeza com que os adolescentes encaram a vida e a certeza da morte me fascinou e comoveu.
Vivem intensamente, como todos nós deveríamos viver, o tempo deles é contato, mas será que o nosso não? A diferença é que eles sabem  e nós temos a certeza da eternidade.
Entendo o desespero das adolescentes ao assistirem o filme: a perda do primeiro amor; entendo porque ele me emociona: a incapacidade de salvar o seu filho, e porque mexe tanto comigo: a certeza da brevidade da vida.
Tudo isso faz do livro/filme um campo de pensamentos intensos, ao menos para mim, que entre outras coisas, adoro pensar.
A intensidade das emoções deveriam ser vividas assim, para não nos arrependermos, ao menos os bons sentimentos, e às vezes até os maus, mas ainda somos cheios de pudores para expressar os bons sentimentos,pois expõe a nossa fragilidade, o melhor de nós.
A humanidade é muito estranha, afinal, se somos bons, somos bobos, se somos ruins, somos espertos.
Enfim felizmente ou infelizmente não sabemos o tempo de nossa estada por aqui, mas temos certeza que somos mortais, mesmo que a forma como vivemos não demonstre isso.
Como disse, esse filme me faz pensar, mas não aguento pensar sozinha.
Tenho uma sensação estranha, algo entre o amor adolescente e a aflição de ser mãe e verou melhor, ter certeza de que seu filho vai morrer e logo.
O que fazer? Eu não sei, morrer um pouco a cada dia?
Não! Viver tem que ser o lema principal, sempre acompanhado de amor, compreensão e muito carinho.
Será que vocês vão concordar comigo?




DIREITOS IGUAIS, CONDIÇÕES DIFERENTES


Olá a todos! Enfim retornei!
Sei que estive distante nestes últimos tempos, mas andei mega ocupada, até escrevi um livro: “Sob o Olhar de Kate”, tem os artesanatos que estão começando a fluir, e tantas outras coisas numa mesma Kátia, que está complicado dar conta de tudo, mas vocês sabem que tudo o que acontece comigo é porque eu preciso muito e muito. (risos).
Outro dia estava aguardando meu horário no médico, e adoro ouvir essas conversas, nem sempre são frutíferas, mas aprendo muito sobre o ser humano, e a recepcionista disse claramente que nós não precisamos ter preferência em nada, afinal não lutamos por direitos iguais aos dos homens?
Fiquei indignada! Uma mulher jovem, que trabalha fora, estuda, tem marido e filho achar correto sermos tratadas sob todos os aspectos como homens.
Não sei dizer se isso é machismo ou o que, mas com certeza não é algo respeitoso.
Talvez eu tenha uma visão muito ampla por ter crescido ouvindo minha mãe falar que teve que parar de estudar na 1ª série do 1º Grau porque já sabia escrever o nome e era o que bastava para uma mulher no tempo dela, talvez porque a independência clamava dentro da minha alma com tanta força que chegava a doer, ou porque, ao ter crescido num mundo altamente feminino, onde as mulheres tinham muitos deveres e poucos prazeres, fui criando uma mente questionadora e rebelde.
Meu pai queria que estudássemos, trabalhássemos, casássemos, tivéssemos filhos, cuidássemos da casa, fossemos boas mães, e pronto, a vida estava feita, mas meus planos eram outros, não os realizei por completo, mas aos poucos vou atrás deles, afinal estou viva e sou livre.
Mas e se os homens não tivessem ido para a grande guerra, o que teria sido de nós, mulheres? Estaríamos estacionadas no tempo? Talvez sim, talvez não, mas a briga teria demorado mais para acontecer, e o surgimento de nossas potencialidades também.
Fico imaginando as mulheres do início do século XX, altamente discriminadas, subservientes, subjulgadas, fragilizadas.
Será que isso vem à cabeça de quem diz: “...não quiseram a igualdade? Então arquem com ela !”
Ela não estaria ali e sim em casa, com o marido que o pai teria escolhido para ela, apenas servindo ao marido e aos filhos homens, pois as meninas seguiriam o mesmo caminho da mãe.
Fico triste de saber que a luta ainda vai durar muito tempo, seria bom que as mulheres tivessem mais consciência do seu valor, das suas possibilidades, da sua inteligência, mas que conservassem em suas almas a meiguice, a sutileza, a fragilidade, o amor e a benevolência de ser mulher.
Somos boas para a guerra, mas necessitamos de mais atenção, somos emotivas, carentes, hormonais e ao mesmo tempo em que queremos algo podemos não querer mais e ainda querer o mundo.
Aprendi com muito custo como é precioso ser mulher, encarnar num corpo feminino, ter a responsabilidade de cuidar de si e dos outros, e lutar com unhas e dentes pela felicidade.
O respeito precisa estar dentro de cada uma, ser claro e forte e devemos saber sempre que cada vida é uma vida, nos cabe respeitar e aceitar, conviver é uma escolha.
Hoje é tudo muito complicado, mas somos boas e chegamos lá, precisamos de direitos iguais, assim como precisamos que homens sejam gentis e educados conosco, e também sermos amadas, queridas e acolhidas, porque além de humanas, somos especiais.


Beijos a todos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PENSAMENTOS E REFLEXÕES



Há algum tempo que não faço questão de assistir aos telejornais, sei das notícias através de conversas com amigos ou quando paro num consultório médico.
Não faço questão.
São tantas tragédias, mortes, assaltos, corrupção, falta de moral, de respeito ao próximo que me pergunto: “Até que ponto isso vai mudar minha vida para melhor?”.
Tenho minha opinião sobre vários assuntos, e me reservo o direito de não querer receber certas atualizações.
Podem achar que vivo numa cúpula cor de rosa, mas não é assim, apenas não acho que seja necessário encher minha alma de tristeza, indignação, medo...
Viso à felicidade sempre, que as outras coisas acontecem eu sei, que o mundo está cada vez mais perigoso eu também sei, mas quanto devo saber disso, com excesso de detalhes, e em que vai mudar minha vida e transformá-la para melhor? Eu não sei como.
As pessoas culpam o governo por suas atitudes errôneas, mas esquece-se que numa democracia quem nomeia os governantes somos nós, então de quem é a culpa? O voto é um ato democrático, assim como é um ato democrático você votar em quem quiser e se quiser, obrigatório é comparecer ao local de votação, votar em alguém por pura falta de opção e reclamar depois é continuar com tudo como está.
Eu desisti de tentar enfiar na cabeça de alguém a forma como encaro a vida.
Às vezes passo por boba, mas tenho que obedecer minha consciência, se erro, assumo, se vejo errado tento corrigir, nem sempre é fácil, as pessoas me criticam, mas não queremos um País diferente? Devemos começar por quem? Somos a base de qualquer mudança, se não conseguimos conosco como vamos conseguir com mais alguém?
Pois é, eu acredito muito que devemos iniciar as mudanças pelos nossos conceitos, pelas nossas experiências, por nossas atitudes.
Se
o caixa errou seu troco e te deu dinheiro a mais, volta lá e devolve, pois no fim do expediente é dela que vão descontar, se achou um celular, tente localizar o dono, não fique com o que não te pertence, tem pessoas que transportam a vida para o celular, ajude quem está em dificuldade, ensine um endereço, estenda a mão, ouça alguém que está triste, seja amigo...
São atitudes pequenas, mas que fazem a diferença, se não na sua vida, na vida de alguém.
Ter um ato de bondade e solidariedade pode não trazer benefício financeiro, mas muda um pouco a visão da vida para quem faz e para quem recebe.
Reflitam, e vão ver que tenho razão.




quinta-feira, 18 de setembro de 2014

4.3 - NOVAS HISTÓRIAS, NOVAS REFLEXÕES

Mais um ano completado, mais um aniversário comemorado, e a cada ano fico mais feliz.
Tenho batalhas para travar como todos, já travei muitas e ainda estou me levantando de algumas, tenho recaídas, olho para cima e levanto de novo.
Sinto que vivi meio que dentro de uma redoma de vidro desde que nasci até meus 28 anos, quando me casei. Achava que tinha uma visão muito realista da vida e de suas dificuldades, tinha plena certeza que casamento era lago complicado, mas tinha suas compensações.
O casamento realmente me ajudou, mesmo apresentando-se muito pior do que eu imaginava.
Acreditava que o ajuste seria feito aos poucos e tudo ia dar certo no final, mas esqueci que não podemos  controlar ninguém e achar que o outro vai entrar na mesma sintonia que você e trabalhar para isso.Pois é, não aconteceu. 
Filosofias diferentes, pontos de vista diferentes e outras coisinhas mais, foram minando os sentimentos que eu possuía, e a cada rasteira que a vida dava, eu ia ao chão emocionalmente, levantar era sempre uma opção, no entanto a cada queda se tornava mais difícil.
Minha vida estava num redemoinho: um bebê pequeno, o pai do bebê disputando a atenção, meu pai internado, contas atrasadas, marido desempregado, e eu no centro de tudo, tentando salvar as coisas, lutando sozinha. Não podia sobrecarregar meus pais, não podia contar com o pai do meu filho e ele não parecia muito preocupada com toda a situação, e em meio a tudo isso fiquei grávida novamente.
Acredito que foi a época mais complicada da minha vida, eu não sabia o que fazer, como agir, como seguir. 
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, fui me sentindo impotente.
Tive problemas durante a gestação em decorrência da pressão arterial e diabetes gestacional tudo oscilando, como se estivesse na corda bamba...
Em meados de agosto de 2003 meu pai faleceu, no fim de outubro perdi um amigo muito querido e em 04 de novembro minha filhota nasceu, o pulmãozinho ainda não estava pronto e isto rendeu 3 dias de UTI Neonatal e mais um estresse, depois ela contraiu icterícia, mais 2 dias, eu sai do hospital, porque o outro bebê estava ficando triste, e deixei minha filha lá. A dor que eu senti ao sair com os braços vazios e as dúvidas que assolam a cabeça de uma mãe, foi tortuoso, ela saiu no 6º dia de nascida e fomos para a casa da minha mãe.
Nesse período todo, eu me questionava tanto, perguntando o porque de tudo ter acontecido tão rápido, me lamentava por meu pai não ter conhecido minha bebezinha, outras coisas aconteceram e a vida foi passando, e eu ainda apanhei muito por algumas coisas, sofria uns tipos de discriminação, me sentia fracassada, destruída e infeliz.
Muitas vezes quis fugir para um lugar bem longe, eu e meus bebês, mas nunca saí.
Aos poucos senti o amor pelo pai das crianças acabar, sentia um buraco abrir entre nós, mesmo quando ele estava do meu lado, e foi passando o tempo e ele ficando mais distante, até que descobri que estava me traindo e tudo acabou.
Foi difícil com as crianças, foi complicado até a separação sair, e no momento em que saímos do fórum com os documentos assinados, eu sabia que estava começando um novo momento da minha vida, era meu renascimento. 
Não quero dizer que a culpa foi dele, não totalmente, tive minha parcela, mas ele colaborou bastante.
Meu pai nunca nos deixou passar necessidades básicas, e casada em dado momento só tinha arroz e feijão em casa, e ouvia que ele tinha comido na empresa de refeição e que tinha comprado trufas e não sei o que mais para ele, enquanto eu e as crianças comíamos o que tinha, graças a colaboração da minha mãe
Foi um período terrível, onde tive que aprender muita coisa, num tempo curtíssimo, mas aprendi a: não julgar, não desfazer do que se tem, não olhar o que os outros tem  e batalhar pelo que você deseja, entender o outro (a gente não sabe pelo que está passando), a ouvir, a sorrir, a rir, a gargalhar, porque a vida é muito mais bela que qualquer coisa que possa acontecer. Aprendi até a lidar com o pai das crianças, a mágoa, a raiva, a dor e a indignação passaram, hoje consigo conversar com ele civilizadamente e até dar boas gargalhadas.
Tenho meus dias ruins, fico mal humorada, me irrito com facilidade em alguns períodos, não suporto adulação e admiro força de trabalho e disposição para fazê-lo, além da criatividade que algumas pessoas tem.
Foi um período ruim mesmo, mas se ele não tivesse acontecido eu teria aprendido a valorizar o que realmente tem valor? Será que eu seria tão flexível como sou hoje? 
Será que eu tria conseguido melhorar espiritualmente, ser mais desapegada de certas certezas? Ter um coração mais forte, mais justo, entender o que significa realmente estar sozinha?
Não sei. Deus tem seus propósitos, no meu caso Ele acertou em cheio. Tenho meus medos hoje, mas não me arrependo de forma alguma pelo que passei, além do que tenho duas razões fortíssimas para viver e o Senhor Deus sabe exatamente do que eu estou falando, ele mandou meus filhos para que eu não perdesse o rumo, sabia que luto melhor pelos outros do que por mim.
A vida sempre vai nos desafiar para saber até onde podemos ir, se eu achar que vale a pena, tô dentro, caso contrário dispenso.
Minha fase atual é a seguinte: qual é o prazer, o aprendizado  que vou tirar disso? Porque de resto quase nada importa, apenas viver....
A vida é mágica e sempre nos faz trilhar os caminhos que precisamos para alcançar a maturidade e a felicidade

Boa semana e beijos a todos

sexta-feira, 11 de julho de 2014

VAMOS, BRASIL!

Preparei este post ontem, e ia postá-lo ontem mesmo, mas acabei não conseguindo acessar, pois a correria tem me dominado ultimamente.
Hoje, passeando pelo Facebook, vi uma postagem do Içami Tiba que corresponde a opinião que tenho sobre a Copa, a derrota do Brasil, o posicionamento das pessoas e tudo que engloba isso.
Abaixo exponho minha singela opinião:
Tenho observado a Copa do Mundo.
Dia de jogo do Brasil é dia de correria, de passar por cima do pedestre ou do carro dafrente, o que vier primeiro, não importa o horário do jogo, o que importa é não perder a abertura, mesmo que você esteja na rua ao 12:00 e o jogo seja às 17hs00.
Observei também que o brasileiro nunca foi tão brasileiro, nunca cantou o Hino Nacional com tanto ênfase, com o coração batendo forte, que até arrepia quem está assistindo.
Pois bem, tudo lindo, tudo maravilhos, mas e depois?
Não torço para time nenhum, não gosto de futebol, mas não é uma questão do esporte, mas sim do que ele realmente reperesenta para nosso País, de um povo heróico, que não foge à luta e nem teme a morte?
O povo brasileiro deposita seus sonhos, suas vitórias, sua alegria e tristeza em pessoas que, independente do que fizerem ou não fizerem, terão o seu retorno garantido.
7x1, foi o resultado das quartas de finais entre a Alemanha e o Brasil, a meu ver, jogo de criança, pois nem no futsal, que meu filho jogou durante muito tempo, se marcava tanto gol em tão pouco tempo.
Vergonha? Indignação? Tristeza? Esses sentimentos fizeram parte da grande maioria dos torcedores, e posso garantir que não me afetou, como disse, não gosto de futebol.
O que me deixa impressionada é a reação das pessoas a isso, como se abalam, como se torturam por algo que elas não podem mudar, controlar ou fazer algo a respeito.
Eu queria ver toda essa mobilização do nosso povo para reivindicar seus direitos, para melhorar sua condição social, para estender a mão ao próximo, para ser honesto, para ser mais feliz, para acabar com a violência, com o tráfico de drogas, de pessoas, de pensamentos.
Batalhar, lutar, ganhar a guerra são ambições nobres, ser honesto, querer ajudar também, mas gostamos do jeitinho brasileiro, gostamos do que é fácil, gostamos de achar que os outros nos deve.
Queria ter um País com pessoas melhores, lógico que temos muita gente boa, mas as que deveriam pensar no todo só pensam em si, são egoístas, querem levar vantagem e sair como "heróis".
O Brasil não tem heróis, por isso vivemos buscando algo ou alguém para nos induzir a ilusão de que por alguns momentos podemos sair de nossa realidade e sonhar.
Esquecemos que depois tudo volta ao normal. Independente do seu time ou da seleção brasileira ganhar ou perder você terá que pagar suas contas, ir aturar o chefe chato para ganhar o pão, e nenhum jogador, técnico ou alguém de lá vai passar a mão na sua cabeça de dividir o ganho com você, isso eu garanto.
Temos que abraçar a responsabilidade da nossa vida, da nossa felicidade, do nosso progresso.
A única pessoa que pode te ajudar é você, os outros te dão uma força, mas não passa disso.
Utopia? Utopia para mim é achar que uma Taça do Mundo ( emprestada ) irá acabar com todos os problemas de um País lindo por natureza e um povo tão hospitaleiro, mas que se recente por falta de manutenção.
Beijos a todos

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"...CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO/ SOMOS TODOS IGUAIS, BRAÇOS DADOS OU NÃO..."

Ao som dessa música encerrava-se todos os eventos na escola em que eu estudava.
E através da diretora da escola outras músicas e outros conceitos foram entrando na minha vida.
Há anos realizo encontros dos alunos da época que estudei. Incialmente a vontade de rever as pessoas é que foi assegurando as reuniões, mas percebi que fazia isso mais pelos outros do que por mim, então o que será que me movia para seguir?
Talvez eu quisesse retomar a adolescência.... não isso não era verdade, pois a fase da minha vida que estou hoje para mim é a melhor.
Talvez eu quisesse rever algum ex-namorado, isso também não, pois não tive namoricos na escola.
Talvez eu quisesse restabelecer a atmosfera que eu encontrava no lugar, entre as pessoas que eu cresci, e onde certa forma, comecei a formar minha personalidade.
Com exemplos aprendemos a respeitar o próximo, a ajudar quem precisa e a valorizar qualidades as nossas e as dos outros.
Ser rígido não significa não dar atenção nem amor, significa ter conceitos fundados e estender a mão para quem está à beira do abismo, impedindo-o de pular, mesmo quando ele acha que ninguém vai se importar.
Éramos uma geração em transformação, onde nossos pais estavam reaprendendo a viver e nós também, todos aos trancos e barrancos.
Tínhamos mais liberdade para brincar, para viver certas emoções que hoje já não acontece.
Íamos levando.
Na escola eu me sentia em casa, talvez por isso tenha gostado tanto da Saga Harry Potter, era acolhida, reconhecida e mesmo em meio há tantos alunos, eu era notada. Sabiam meu nome!!!! Percebiam quando eu não estava bem emocionalmente...
Isso para mim era um alento, primeira filha de três, onde havia um intervalo de 5 anos entre mim e a do meio, eu realmente fui meio que esquecida entre tantos choros, birras e manhas.
Na época do ginásio ( atual fundamental II), eu era muito dedicada e acabei por me sobressair em matérias que a maioria não era muito afeita, e gostava de ajudar, gostava de ensinar, e isso culminou com uma sala de estudos, cedida por esta diretora que enxergou que seria muito mais proveitoso repassar a matéria semanalmente com os alunos do que no fim do ano, quando a esperança já havia acabado.
Para mim era magnifíco poder ajudar, ter meus amigos junto comigo no ano seguinte e batalhar por eles, brigar junto, me sentir no meio, interligada há alguma coisa.
Esses sentimentos eu não sabia na época, ia vivendo, mas hoje, parando e olhando para o que passou percebo que muito de mim foi formado ali, entremeio aquelas paredes de pedra, que ao contrário do que se possa imaginar, não eram frias.
Cada um do meu grupo tem uma recordação boa para contar, algumas pessoas tem muitas recordações, outras se escondem com medo do passado voltar ( como se isso fosse possível ), mas estamos aqui, de uma forma ou de outra, todos seguiram seus caminhos e os que se deixaram influenciar só colhem bons frutos, porque semeamos boas sementes.
Não somos perfeitos, mas talvez valorizamos o que é essencial: amor, carinho, respeito, responsabilidade...
Algumas coisas precisamos tentar mais: perdão, tolerância, paciência, comprometimento...
Estamos aprendendo, todos os dias, todas as horas são momentos, são oportunidades para nosso aprimoramento pessoal.
Eu estou no caminho, quero muito ser melhor e expandir o que aprendi, semear...
Faço isso com meus filhos, ou ao menos tento fazer, e vou seguindo: "...Caminhando e cantando e seguindo a canção/ somos todos iguais, braços dados ou não...."
Porque o que realmente importa nesta vida são quantos corações você conseguiu tocar e não quanto dinheiro conseguiu juntar.
As emanações de alegrias e amor seguem com você por toda a eternidade e os bens materiais vão ficar pela Terra......mais nada.

Boas refleções a todos e obrigada, Dona Olga, pelo exemplo, pela determinação. Muito do que sou devo à senhora.


Trecho da Música: Para Dizer que não Falei das Flores - Geraldo Vandré
Foto: olhares.uol.com.br

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O QUE TIVER QUE SER, SERÁ!

Certas coisas acontecem na vida da gente em momentos que achamos que não vai mais.
Costumo dizer que o mundo gira e que não temos ciência do que esse giro pode fazer com nossas vidas, com nossos sentimentos.
Temos tantas certezas vazias, tantas convicções sem sentido, que quando nos vemos no giro da vida tudo vai por terra.
Quando cai a ficha de que somos seres humanos e na nossa vida somente importa o que sentimos e o que fazemos de bom para os outros e para nós, percebemos que viver é algo simples e fascinante e o que mais exige é coragem para seguir.
No decorrer dos anos vamos percebendo que as coisas não são do  jeito que queremos, mas como deve ser, e que por mais que você fuja, ali na esquina o que tiver que ser seu será, o que tiver que cumprir sua missão na sua vida, cumprirá, mesmo quando queremos fugir, ou não se entregar, em certo momento ocorre e pronto.
E temos a opção, sempre temos uma,  de seguir ou se ficar, viver,  e então ir em paz.
Ando me entregando às minhas emoções, aos meus desejos, pode ser que eu pague um valor meio alto por isso depois, mas, como diz Roberto Carlos:"...Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi...".
Conclui que sofrer faz parte do caminho e independe da sua escolha, sempre haverá um período onde tudo não andará do jeito que queremos, e então sofremos, a felicidade, com certeza, retorna depois.
Viver é isso: passar por paisagens, apreciá-las ou não e tirar proveito dos ensinamentos, sempre de forma positiva, pois mesmo quando a paisagem não agrada ela tem algo de bom para apreciarmos.

Reflitam....
Beijos a todos

Foto: blogs.jovempan.uol.com.br