domingo, 28 de julho de 2013

A VISITA DO PAPA FRANCISCO

Não sou católica praticante há tempos, há pouco menos busquei outra forma de entender a espiritualidade: o espiritismo; entretanto tal posicionamento não me impede de observar e entender as outras religiões.
"Briguei" com o catolicismo por vários motivos entre eles a falta de explicações coerentes para minhas dúvidas imensas, para minhas incertezas, para que minha mente ávida se convencesse de que as histórias que me contavam tinham total fundamento. Nunca duvidei da existência de Jesus Cristo, nem da presença de Deus em todas as coisas e muito menos de Anjos da Guarda, que sempre estiveram comigo, mas a história em si, muito cheia de falhas, coisas que eu não compreendia.
O espiritismo supriu isso, inclusive para coisas que eu sentia, ouvia, e observava que acontecia comigo, muitas vezes, sendo tirada de determinadas situações como se fosse mágica.
Então, por que o foco deste post é o Papa Francisco? Porque seria muita hipocrisia minha não comentar o quanto este homem me emocionou, o quanto suas atitudes e declarações mexeram comigo, inclusive, acabei de assistir uma entrevista que ele concedeu à Globo, e além de perceber a simplicidade da pessoa ( ele podia estar deslumbrado com todo esse povo a seus pés ) e suas convicções, sua determinação.
Fiquei profundamente comovida com o Papa e torço para que os responsáveis por suas paróquias apliquem o que foi solicitado, plante no coração dos fiéis a responsabilidade de ajudar os outros por amor, que sejam responsáveis por suas falas, e pelo seu pensamento, que consiga enfim transformar muitos e muitos católicos, que muitas vezes saem das missas já cometendo novas falhas porque na semana que vem retornará para ser novamente perdoado.
"Vigiai" não se refere aos outros, refere-se a si: vigiai sua vida, suas ações, seus pensamentos sempre. Devemos dar o exemplo, faça a sua parte e deixe que os outros façam a deles, cada um é responsável por suas ações. 
A visita do Papa foi muito além do que eu achei que fosse, me surpreendeu a proximidade dele com o povo, sua generosidade e convicção sem frescuras, sem soberba, sem presunção.
Que a igreja católica o aceite profundamente e que os católicos respeitem e apliquem seus desejos em suas vidas, tornando-se pessoas melhores.
Estou encantada pelo Papa, por sua pessoa, que vai de encontro ao que estou aprendendo no Núcleo Espírita que frequento: respeito, ajuda e amor a si ao próximo.

Meu desejo ao Papa: muita luz em sua caminhada, e a presença maciça de Deus nos seus dias.

Boa reflexão, amigos, e lembre-se: a sua religião nada mais é que a forma escolhida por você para entender melhor a palavra de Deus. Todos tem direito de ter a fé e a religião que querem. Graças a Deus.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O REINVENTAR DE SI

Há muito tempo venho "brincando" de reinventar. 
Tinha duas opções: retomar minha vida e fazer acontecer ou deixar que os outros fizessem dela o que quisessem.
Durante o meu casamento tive que re-re-reinventar muita coisa, aprimorar, entender e transformar, tudo isso com o objetivo de ser feliz, ou de ao menos tentar.
Claro que não aconteceu, porque a felicidade não está fora, a felicidade está dentro da gente e se não somos capazes de sermos felizes sozinhos, dificilmente isto acontecerá  com alguém ao seu lado, ninguém tem obrigação de suprir uma necessidade que é somente sua..
Olhar a vida sobre um outro prisma exige boa vontade e determinação, porque se tiver algo errado, precisaremos de coragem  para mudar.
Assumir a vida implica em  aceitar mudanças, fazer reparos, às vezes, demolir tudo para iniciar um novo mundo. Tantas e tantas vezes nos deixamos acomodar por situações ruins achando que somos fracas sozinha. 
Ledo engano, nossa capacidade está escondida embaixo dos nossos "nãos", de nossas falta de fé, de nossa incapacidade de acreditar que somos boas, sim, temos a força do amor e da paixão dentro de nós, só nos resta assumir o pacote e viver.
Um amor não é alguém para suprir suas necessidades, mas para completar sua existência, para amar mais ainda a vida que você é capaz de amar um pouco sozinha.
Em meu contexto, reinventar seria pintar de cores claras e brilhantes uma paisagem cinza e sem vida, alegrar o coração com a simplicidade de uma criança, ser capaz de enxergar entre as nuvens de tristeza a esperança do raio de sol. Simples assim.

Vamos ser feliz? 
Vamos reinventar nossa vida? 
Vamos transformar nossos problemas, e acreditar que por pior que os nossos sejam, ainda podemos ajudar outra pessoa?
Vamos?

Imagens: madame malkins candymaker

terça-feira, 18 de junho de 2013

PARA QUEM NÃO TEM NADA, A METADE É O DOBRO

Li essa frase num pára-choques de caminhão do filme À Beira do Caminho, e achei tão interessante e bem adequada aos dias atuais.
Somos tão possuidores de nada e acreditamos que temos tudo.
As pessoas se enchem de coisas e se esvaziam de sentimentos, e quando tem sentimentos, querem possuir o outro, se apropriar, ser donos. Isso não é amor.
O amor é um sentimento livre e isento de correntes. Quem ama liberta, mas é tão complicado deixar ir aquele ou aquela que amamos, que queremos cuidar, que queremos por escondido do mundo.
Acho que minha vida anda bem dentro do título deste "post".
Como ando num momento de reciclagem e montagem posso ter só a metade do que mais desejo e ir juntando com umas partes aqui e acolá e de repente, quem sabe?, personalizo e acho meu complemento?
A vida prega diversas peças na gente, e , às vezes, demoramos tanto para aprender, tanto para levantar após a queda.
A dor, a vergonha nos incapacita por momentos, e até acharmos o caminho de novo, ai ai como custa.
Tem pessoas que tem o dom de cair e levantar com a mesma destreza, não é meu caso. Sofro, dói, machuca. Tenho que me cicatrizar primeiro, curar as feridas, trocar os curativos....e abrir as portas aos poucos, frestinha por frestinha.
Vivo o sentimento intensamente, porque quero que quando ele vá embora, vá de uma vez, sem volta, de uma vez, e aí sim posso seguir em frente e recomeçar.
Junho é um mês lindo...pombinhos arrulhando por toda parte, o amor no ar.....
Será que está no ar mesmo ou é só uma data comercial?
Quanto sentimentos será que realmente estão fazendo parte desses casais de hoje, dos casais de ontem?
Sempre fui tão romântica, tão cheia de sonhos, tão envolvida em histórias de amor eterno.....
Doces ilusões.....hoje estou mais madura, mas não menos romântica, talvez só mais dura.....
Espero que o amor esteja no ar verdadeiramente e penetre o coração das pessoas sempre....Beijos a todos e boa reflexão


foto: site: www.tumblr.com/osvaldomontenegro

segunda-feira, 27 de maio de 2013

DIA DAS MÃES ( atrasado )

Eu sei que estou atrasada, por um acaso, atraso deveria ser meu sobrenome, mas o mês de maio é um mês dedicado há várias  festividades, sendo assim, vou aproveitar.
Sempre quis homenagear a minha mãe por todas as coisas que ela fazia por mim, mas sempre tive a impressão de que fazia tudo errado, isto só porque eu e minha mãe somos extremo opostos.
Sempre achei que ela gostava muito mais das minhas irmãs, que são mais parecidas com ela do que de mim, mas minha impressão está mudando. É que minha mãe nunca foi dada a carinhos ou arroubos de demonstrações de amor; eu sempre muito carente, me sentia excluída por conta disso.
Minhas irmãs não são tão derretidas, mas eu preciso ser regada com abraços e beijos, faz parte da minha constituição, do meu jeitinho de ser.
Meus filhos são terríveis, danados, os dois tem um gênio daqueles, mas incrivelmente dóceis, carinhosos e, creiam, cuidam de mim com todo carinho e em agradecimento. Não é bárbaro?
Temos uma relação de carinhos, beijos e abraços. Dou bronca, brigo, chamo  a atenção e às vezes acho que não me levam muito a sério, mas não quero aumentar a distância entre nós. quero poder esta ao lado deles se houver um problema, se tiverem dúvida, se precisarem de colo.
Critico muito pouco, incentivo que tenham um bom relacionamento entre eles, quando eu me for só terão um ao outro. 
Não quero que percam tempo se estranhando para depois descobrirem que perderam muito do relacionamento entre eles.
Durante minha vida de filha, nunca deixei de fazer o que achasse que fosse necessário para ajudar, sempre achando que poderia fazer mais ( quem sabe assim ela gostasse um pouco mais de mim, com meu jeito diferente de ser ), mas demorei muito para perceber que a coisa era diferente.
Minha mãe tem um jeito próprio de mostrar que gosta, e às vezes é meio complicado perceber....mas estou em paz, fiz as pazes com esse sentimento em relação à minha mãe e acho que consegui fazer meus filhotes entenderem que nem todas as pessoas amam do mesmo jeito, algumas tem um jeitinho torto de mostrar seu amor e dedicação.

Beijo enorme a todas as mães, filhas, avós e um especial a minha mãe, que eu amo muito.......











Fotos: Arquivo Pessoal

terça-feira, 7 de maio de 2013

MUDANÇAS E EU

Até que ponto podemos suportar o estresse?
Eu descobri que meu limite é alto, que a vida da gente vai nos levando até o momento que estamos a beira de um ataque de nervos.
Procuro ser compreensiva, otimista, humilde ( me vigio o tempo todo ), tratar a todos com respeito, observar ao redor, entender e encontrar soluções.
Entendo que quanto menos eu criticar maior será a possibilidade de agir, quanto mais eu tentar melhorar, mais paz de espirito eu terei, quanto mais eu prestar atenção aos meus sentimentos, saberei mais e mais sobre mim e sobre o que é importante na minha vida.
Passei por uma experiência muito interessante.
Algumas pessoas ficaram sabendo através do Facebook, outras porque eram do meu relacionamento pessoal ou que trabalhavam comigo e algumas porque tomam conta de mim de onde estiverem.
Há aproximadamente um mês tive uma crise de labirintite, algo horrível, quem já passou por isso sabe bem como é. Você perde o chão, sente uma tontura, um mal estar, um enjoo que não passa e uma pressão na cabeça e na nuca. 
Minha pressão foi medida e estava 17/13 ( o normal é 12/8 ), fui para o hospital, onde me medicaram e fizeram exames e após o resultado, como a labirintite não passava, me internaram. 
Nunca pensei em ficar internada, mas eu estava profunda e emocionalmente abalada , esgotada fisicamente e com uma sensação de "morrer na praia".
Trabalho há 22 anos no mesmo lugar, já entrei em contato com muita gente, vi um monte entrar e outro monte sair, buscar outros rumos novas experiências.
Eu fui ficando, motivos pessoais me mantiveram no trabalho e fui levando, em dado momento assumi um setor com várias atribuições, não posso negar que foi um momento importante, pois três meses depois de assumir essa nova função, me separei do pai dos meus filhos, e tive que reconciliar minha vida com todas as novidades que ela passou a ter.
Foi um período difícil, e o trabalho me ajudou pois me sugava e não deixava eu pensar em nada.....e isso era um alívio.
Uma situação não substitui a outra e eu acabei sentindo que o que me agradava antes passou a me irritar, a me desestimular. Sentia-me como um elástico bem esticado a ponto de estourar.
Tudo nessa vida é aprendizado e depois de anos de terapia e anos tentando me entender eu sabia que estava no limite, eu avisei, mas, como sou extremamente calma e jamais perdi o controle, mesmo quando a situação estava  intolerável, as pessoas achavam que não era tão grave.Percebi que meu comportamento estava se tornando agressivo, que me irritava com pequenas coisas, até com a voz das pessoas, e para arrematar, cometi um erro no trabalho e a  constatação de que a situação estava além do meu controle se consolidou: tive uma crise de choro. Chorei por 3 horas seguidas!!!!!! Eu não acreditava no que estava acontecendo.
A crise de labirintite aconteceu aproximadamente 1 mês de depois.
Essa minha estadia no hospital me fez perceber que trabalhar é bom e necessário ( afinal não sou rica ), mas que temos limites, somos humanos e quando essa máquina começa a falhar é porque já passou da hora de cuidar.
No meu retiro forçado, pensei e pensei, tirei várias conclusões, entre elas entregar o cargo que me deu autonomia e renovou minha vontade de trabalhar, mas que nesse momento estava me matando.
Tentei o melhor momento mas quando  souberam da minha intenção, tomaram todas as atitudes de forma tão rápida que fiquei boba, mas fui ouvida, e neste momento tão delicado,fui compreendida.
Eu sempre achei que tinha pessoas perto de mim, mas que elas não se incomodavam muito comigo, primeiro porque tenho um certo ar de auto suficiente, segundo porque sou muito discreta ( um milagre estar escrevendo tão abertamente assim ), mas me enganei tão redondamente que fiquei muito surpreendida, tantas pessoas me ligaram preocupadas, outras tantas ficaram surpresas, me ligaram ou brigaram por eu não ter avisado, até a espiritualidade se manifestou, me recomendando cuidado e atenção para com minhas responsabilidades reais: meus filhos e minha família.
Agora estou me cuidando: comecei a fazer alongamento, vou começar com a terapia individual, e ainda quero começar a hidroginástica.
Ainda estou soltando a panela, mas nesse momento queria ficar longe de verdade, um período para pensar, para por as ideias no lugar, ver  minha real expectativa. Afinal tenho alguns anos ainda pela frente, mas me sinto tão cansada às vezes, parece que a capacidade de lutar está bem, bem longe de mim.
Apesar de ter saído do cargo, e ter sido transferida para outro setor ainda me sinto meio apegada às responsabilidades, mas preciso desapegar e deixar de tomar conta do que não me pertence mais.
Estou me acostumando, mas é muito mais fácil me acostumar a coisa boa do que a ruim, então nesse momento estou achando muito interessante sair dentro do horário, o telefone quase não tocar, e sentir uma paz com sintoma de concentração.
Já é alguma coisa. Eu tenho certeza que vou melhorar, o tempo é o melhor remédio, e minhas atitudes também.




Bjs a todos

fotos:site: focoemgerações.com.br ( pratos equilibrados )
               compulsiva-mente.blogspot.com.br
               

terça-feira, 23 de abril de 2013

"...QUERIA QUE A VIDA FOSSE BEM MELHOR, E SERÁ, MAS ISTO NÃO IMPEDE QUE EU REPITA: É BONITA, É BONITA E É BONITA!!!!


Bem, amigos, esse fim de semana assisti "Gonzaga de pai para filho" e fiquei apaixonada pela história do cantor e do filho, e como nada passa por mim em branco, fiquei pensando como nos enganamos com as aparências.

As  pessoas não passam de caixas cheias de compartimentos secretos, alguns mais, outros menos. São segredos trancafiados em cofres com muitas e muitas senhas.

Às vezes, a tristeza, o medo da rejeição se transformam em agressividade, em distância, para tentar se proteger e não receber do ser amado o que poderia machucar ainda mais.

Outras vezes, o amor intenso é tão forte e fica calado dentro do peito, dói do mesmo jeito, sangra, fere, além de ser desperdiçado.

Eu acredito em situações "sim ou não", creio também em encarar o "não" de frente e lidar com ele da forma que der certo, mesmo que seja para curar as feridas.

Aprendi que não devemos criar expectativas em cima de ninguém, afinal quem deve concretizar os sonhos é quem sonha e não a pessoa que está de fora.

Quando tive meus filhos queria muito que viessem com saúde, e quando entraram na escola só exigia que tirassem nota suficiente para ir para a próxima série, e eles sempre me surpreendem. Para o futuro, quero que sejam pessoas de bem, que busquem e encontrem a felicidade, e que sejam profissionais satisfeitos.

Eu ando em reflexão, porque durante muitos anos trabalhei para realizar meus sonhos: fazer faculdade, obter habilitação para dirigir, comprar livros, roupas e outras coisas que satisfaziam meu ego, sem realmente gostar do trabalho. 

Atualmente gosto do que faço, mas está complexo realizar, são muitas cobranças sem possibilidade de realizações e quando a coisa sai ao contrário do que é pretendido, somos irresponsáveis.

Cobro-me diariamente para realizar todas as tarefas a mim designadas, às vezes me esquecendo que sou apenas uma, e por ser uma só devo fazer uma coisa de cada vez.

Assumir para mim que sou humana é, ao mesmo tempo, engraçado e trágico. Engraçado porque é óbvio e trágico porque a evidência está só para mim.

Descobri isso há uma semana e pouquinho, quando tive uma crise de labirintite. O estresse e a falta de opções me dominaram e me deixaram fora de combate. Porque o corpo da gente tem mil e quinhentas formas de nos avisar que CHEGA, hora de pensar em você.

Eu estou levando isso muito a sério, pois tenho duas crianças para cuidar, e mais um monte de gente que se preocupou comigo e poderia ter adoecido também de preocupação.

Até que ponto vale você se submeter a isso? Não sei. Só sinto que estou saturada, e isso pode acabar comigo, mas não vou deixar.

Quero ver meus tataranetos......

E para vocês eu digo: a única prioridade na sua vida, deve ser nós mesmos, porque  se estivermos bem, felizes, tudo ao redor estará também.

Beijos a todos.

terça-feira, 12 de março de 2013

MINHA HISTÓRIA, SUA HISTÓRIA....SERÁ?


Tantas coisas estão passando pela minha cabeça ao mesmo tempo, que tenho me sentido meio confusa com algumas situações.

São os filhos crescendo, minhas responsabilidades sendo aumentadas e uma vontade de ficar em casa pintando uma caixinha de MDF, estudando, lendo, calculando, arrumando.....

Às vezes acho que estou ficando velha ( 4.1 ), outras acho que estou só cansada mesmo, querendo um pouco de colo ( isso também é meio raro ), afinal ser forte o tempo todo tem seu preço, e outras ainda quero apenas ficar quietinha observando o tempo, bem mais minha natureza do que essa  correria louca do dia a dia.

Fico imaginando que algumas pessoas conseguem quase tudo que querem e nunca estão satisfeitas, não sei bem qual o motivo, eu, que sempre quis abraçar o mundo, estou aprendendo a ir dando um passo por vez, mas como é difícil, viu!!!! 
Minha aparente calma, é só aparente mesmo, por dentro tenho urgência de tantas coisas, que na maioria das vezes eu não consigo sair do lugar, acabo tropeçando no próprio pé.

 Enfiei na minha cabeça que quero conquistar algumas coisas e estou indo atrás, devagar, não posso negar que me irrita, mas estou indo, e duro não é ter paciência com os outros, é ter comigo, é entender minhas limitações, e direcionar meus desejos, e quem sabe assim conquistar meus sonhos?

A vida sempre me pareceu meio atribulada, as coisas acontecem numa velocidade incoerente, e é díficil correr atrás desse tempo, tão necessário e e fugaz, e ao mesmo tempo, sinto como se os meus desejos caminhassem lentamente, numa velocidade diferenciada e inferior ao que desejo.

Sou afoita e ao contrário do que imaginava, intensa. Sinto-me satisfeita quando entro de cabeça em algo e vou até o fim e, que ao final, tudo tenha saido a contento.

O campo emocional é uma parte que me deixa arredia, consigo me entregar plenamente apenas para meus filhos, afinal decepção causada por filho pode fazer parte do percurso, mas tem como ser recuperada; não confio em mais ninguém para depositar meus sentimentos, minhas esperanças; então vou cuidando de mim, aos poucos, uma hora me recupero, no entanto, nem isso me deixa infeliz, minha felicidade anda plena, brilha dentro de mim e me leva para frente, no dia a dia, e acho que isso é importante.

A vida é um aprendizado diário. São pedacinhos de quebra cabeça que surgem a todo o momento e vão contando minha história, sua história.

Cabe a nós montarmos o quebra cabeça com paciência e determinação, sem querer enfiar a peça no lugar errado, mas aceitando cada coisa no seu lugar, como deve ser.

Beijos a todos e boa reflexão.


foto: http//jardim-furta-cor.blogspot.com