Gosto de falar de assuntos que passam despercebidos aos olhos diariamente, mas que sempre estão lá, e minha intenção é compartilhar com vcs.
terça-feira, 31 de maio de 2011
O CLUBE DA LULUZINHA
Era uma vez um grupo de amigas.
Batalhadoras, cheias de histórias, cheias de alegrias, cheias de experiências.
Certo dia se reuniram...apenas as meninas, com pontos de vista diferentes e suas histórias eram tão únicas, que se olhadas bem de perto, bem de perto mesmo eram iguais ou no mínimo semelhantes.
Foi nesse clima de troca de confidências, de particularidades, de histórias que aconteceu no último sábado, dia 28/05, a tarde mística.
Estavámos em poucas, mas o calor humano era palpável...uma energia forte rondando a sala e iluminando os rostos.
Minha vontade era ficar e ficar por muito tempo ali, falando e falando, sobre a vida, sobre o amor, sobre o presente, passado e futuro., infelizmente outro compromisso me tirou antes da hora da reunião.
Fico extasiada toda vez que me contam histórias de vida, histórias de amor ( reais!!!!!), de gente como a gente, fascinada.....é como se realmente valesse a pena amar, amar profundamente......Claro que são poucos que conseguem esse benefício tão glorioso de achar em outro ser algo que o complemente de uma forma tão harmoniosa, tão completa.
Não os invejo, talvez porque eu ache que por algum motivo, não sei exatamente qual, eu não mereça esse tipo de amor, inclusive corro o risco de não reconhecê-lo, caso ele apareça para mim.
Mas isso é secundário neste momento.......
Importante é homenagear mulheres tão fortes, tão ricas de histórias, tão lindas por dentro e por fora.
Obrigada, meninas, por provarem mais uma vez que eu não estou errada por valorizar tanto e tanto o privilégio de ser mulher...
Beijo a todos e muita fé, paz e amor para todas
Amigas são amigas........Bjks...kkkkk
sábado, 21 de maio de 2011
O PRAZER DE SER MÃE
Às vezes fico imaginando como seria não viver a emoção de ter filhos, e chego a conclusão que em certos aspectos minha vida não teria sentido.
Olho para eles e vejo o retrato da minha essência, pormenores que lembram de uma pessoa que eu sequer sabia que conhecia.
Aquele abraço no fim da tarde, quando você chega do trabalho e teve um dia daqueles, aquela falação no seu ouvido que não suporta mais barulho, aquele beijo delicioso de boa noite, e os bracinhos passando pelo seu pescoço, hum tudo de bom.
Quando assisto à reportagens referentes à morte ou espancamento de crianças, às vezes pelos próprios pais, fico horrorizada e pensando: " com qual fundamento isso ocorre?".
Bom, o ser humano é cruel por natureza, mas podemos sempre melhorar, o problema é que às vezes não se quer melhorar.
Depois da separação, por muitas vezes, pensei ".. e se tivesse virado aquela esquina ao invés da que eu virei?" e junto vem a ausência das crianças, o que me enche de tristeza.
Em muitos momentos o que me resgatou do fundo do poço foi olhar para eles e buscar, em seu sorriso, força para lutar, força para transcender as dificuldades e conseguir levantar.
Sei o que ainda pode me esperar de todas essas coisas doces e suaves: adolescentes rebeldes que vão conhecer a liberdade e achar que a mãe é muito chata, mandona e etc etc etc.... Não sei até q ponto estou preparada, mas garanto que quero muito passar por tudo isso.
Filho tinha que vir com manual, mas como não vem, temos o direito de aos poucos ir errando e acertando, tentando tomar as melhores alternativas, enfim ir seguindo.
O que tenho a ressaltar na verdade é o seguinte: ser mãe é maravilhoso, mas deve-se querer ser, desejar, ter a veia materna saltitando em seu espírito, mesmo quando não se sabe que ela está lá.
Quando meu primeiro filho nasceu, eu estava sozinha na sala de parto porque quis assim, não queria ninguém fazendo drama, ou roubando a paz do momento.
Não chorei quando meu filho me foi apresentado, o recebi com um bem vindo, meu filho querido, e posso afirmar meio sem jeito, mas quando a enfermeira o trouxe para a primeira mamada e pôs em meus braços aquele bebezinho tão inofensivo, elevei meus pensamentos em Deus e perguntei: "...E agora, Senhor?! Serei eu capaz de cuidar de algo tão frágil? O senhor tem certeza que confia em mim para isso?"
Sim ele confiou e apesar dos pesares, confiou de novo, aos trancos e barrancos, confiando somente na minha intuição e nas coisas que o coração dita, vou sendo mãe há nove anos e 5 meses. Acerto, erro, mas não me arrependo.
Não nego que às vezes o fardo é pesado, às vezes dá vontade de chorar, mas na maioria das vezes o que impera é o sorriso.
Sou bem mãezona mesmo, e isso me prejudica um pouco mas sei que o que importa é que eu os amo integralmente e vou fazendo o que tenho que fazer: às vezes sendo bruxa outras sendo fada, mas sempre seguindo meu senso e a vontade de estar com eles.
Neste mês destinado às mães eu tinha que prestar minha homenagem ao ser em que Deus confiou....nós...mães.
Beijos a todas....
Olho para eles e vejo o retrato da minha essência, pormenores que lembram de uma pessoa que eu sequer sabia que conhecia.
Aquele abraço no fim da tarde, quando você chega do trabalho e teve um dia daqueles, aquela falação no seu ouvido que não suporta mais barulho, aquele beijo delicioso de boa noite, e os bracinhos passando pelo seu pescoço, hum tudo de bom.
Quando assisto à reportagens referentes à morte ou espancamento de crianças, às vezes pelos próprios pais, fico horrorizada e pensando: " com qual fundamento isso ocorre?".
Bom, o ser humano é cruel por natureza, mas podemos sempre melhorar, o problema é que às vezes não se quer melhorar.
Depois da separação, por muitas vezes, pensei ".. e se tivesse virado aquela esquina ao invés da que eu virei?" e junto vem a ausência das crianças, o que me enche de tristeza.
Em muitos momentos o que me resgatou do fundo do poço foi olhar para eles e buscar, em seu sorriso, força para lutar, força para transcender as dificuldades e conseguir levantar.
Sei o que ainda pode me esperar de todas essas coisas doces e suaves: adolescentes rebeldes que vão conhecer a liberdade e achar que a mãe é muito chata, mandona e etc etc etc.... Não sei até q ponto estou preparada, mas garanto que quero muito passar por tudo isso.
Filho tinha que vir com manual, mas como não vem, temos o direito de aos poucos ir errando e acertando, tentando tomar as melhores alternativas, enfim ir seguindo.
O que tenho a ressaltar na verdade é o seguinte: ser mãe é maravilhoso, mas deve-se querer ser, desejar, ter a veia materna saltitando em seu espírito, mesmo quando não se sabe que ela está lá.
Quando meu primeiro filho nasceu, eu estava sozinha na sala de parto porque quis assim, não queria ninguém fazendo drama, ou roubando a paz do momento.
Não chorei quando meu filho me foi apresentado, o recebi com um bem vindo, meu filho querido, e posso afirmar meio sem jeito, mas quando a enfermeira o trouxe para a primeira mamada e pôs em meus braços aquele bebezinho tão inofensivo, elevei meus pensamentos em Deus e perguntei: "...E agora, Senhor?! Serei eu capaz de cuidar de algo tão frágil? O senhor tem certeza que confia em mim para isso?"
Sim ele confiou e apesar dos pesares, confiou de novo, aos trancos e barrancos, confiando somente na minha intuição e nas coisas que o coração dita, vou sendo mãe há nove anos e 5 meses. Acerto, erro, mas não me arrependo.
Não nego que às vezes o fardo é pesado, às vezes dá vontade de chorar, mas na maioria das vezes o que impera é o sorriso.
Sou bem mãezona mesmo, e isso me prejudica um pouco mas sei que o que importa é que eu os amo integralmente e vou fazendo o que tenho que fazer: às vezes sendo bruxa outras sendo fada, mas sempre seguindo meu senso e a vontade de estar com eles.
Neste mês destinado às mães eu tinha que prestar minha homenagem ao ser em que Deus confiou....nós...mães.
Beijos a todas....
sábado, 30 de abril de 2011
OUTRO DIA ENTRE AMIGOS
Quando perguntam por que tenho tanta determinação em reunir amigos de 20 e poucos anos atrás não consigo precisar o motivo, simplesmente comprei a idéia.
Talvez tenha sido um desafio ou algo para preencher minha vida, meus espaços, ou o que acredito ser o real motivo do meu desejo de rever pessoas tão queridas: buscar, no passado, a minha real identidade.
Tive uma época boa na escola, tranqüila, mas com a emoção contida, com uma certa sensação de inadequação, como se eu não devesse estar ali, mas sempre quis estar, sempre quis participar, mesmo fazendo pouco, queria estar no meio.
Muitas vezes me frustrava por não ter tido a melhor idéia, o melhor trabalho, a melhor nota, mas nestes momentos sempre contei com a amizade das pessoas e com o carinho que tinham por mim ( carinho que às vezes eu não reconhecia ).
Ajudar sempre foi a melhor maneira de retribuir ou de conquistar.... E não posso negar que usei e abusei dessa vontade. Adora ajudar a achar os caminhos, a desvendar como chegar, a procurar, vasculhar.....Ah, como era bom!!!!
Sair da escola teve um sentimento duplo: medo e satisfação.
O medo sempre em primeiro lugar porque o desconhecido sempre e sempre assombra e a satisfação era por ter conseguido chegar ao fim de uma trajetória.
Teci meus caminhos, não posso negar a falta de habilidade com os buracos que surgiram, mas fui seguindo, remendando ali e costurando ali, mas sempre em frente.
Aos poucos me descobri alguém onde os sentimentos transbordavam, e muitas vezes vazavam, deixando um vazio, uma abertura na alma.
A determinação me guiava e reforço que não foi nada além dela que me fez comprar a idéia e o desejo da Paty B. e ir atrás destas pessoas que foram motivo da minha admiração e foco da minha saudade.
Estamos no 7º Encontro de Ex-Ennianos e o que sinto é basicamente o que senti no 1º. Muita expectativa, muita vontade de dar certo e muita saudade entre todos.
Os olhares e as conversas refletem isso, nos faz pensar: “ por que não aconteceu antes ? “, mas tudo tem seu tempo, tudo tem suas possibilidades.
Eu estou feliz. E essa sensação sempre me invade após um encontro tão bem sucedido como foi o último e quando paro para olhar as fotos e relembrar os momentos vividos a sensação que me invade é a da mais pura emoção, da mais pura felicidade.
De certa forma me sinto ajudando os amigos novamente, desta vez a reatar laços perdidos, relembrar emoções vividas e restabelecer o que o tempo tentou mas não conseguiu acabar.
E é assim. Se dá trabalho? Claro que dá. Tudo que fazemos com amor e dedicação nos dá trabalho, mas a satisfação depois compensa qualquer trabalho.
Eu recomendo a vocês experimentem a sensação de rever amigos queridos, nada no mundo é tão satisfatório.
Beijos a todos.
domingo, 20 de março de 2011
A MENSAGEM DEIXADA POR TI TI TI
Não sou noveleira, dessas que necessitam de 5 doses diárias de histórias alheias para poder sobreviver, mas gosto de um folhetim quando bem contado e foi assim com TI TI TI.
A novela veio com a promessa de um remake.
No início queria ver por conta dos principais: Jaque Leclair e Victor Valetin, anteriormente representados por Reginaldo Farias e Luís Gustavo, e nesta versão, por Alexandre Borges e Murilo Benicio. Eu não acreditava que pudessem dar conta do recado. Que surpresa a minha!!!
Acompanhei a novela, perdendo alguns capítulos eventualmente, só para dizer que eu não era obcecada ( kkkk), não sei a quem eu queria enganar.
Bom, por partes:
- esqueci que se tratava de uma novela baseada em outra dos anos 80, ótimas novelas foram vinculadas nessa década.
- a novela em questão era uma junção de duas ( TI TI TI e Plumas e Paêtes), o que promoveu um dinamismo à trama que não estávamos esperando, toda novela tem um período de marasmo,
- e claro, a moda estava em foco, mas nos bastidores, o que deu o encantamento à trama foi o amor....
E é sobre isso que quero falar: O AMOR
Sou muito romântica, mais do que gostaria e vendo na tela de TV os personagens em dramas sentimentais tão parecidos com os que eu vivi ou possa vir a viver, me comovia.
Lógico que tinha os vilões, sem eles não valorizamos as coisas boas, queremos matá-los, mas na ficção eles podem aparecer.
Minha personagem preferida era a Marcela. Uma moça tão doce e determinada, tão correta e dividida entre o amor de dois homens, que ela amava de formas diferentes.
O Ariclenes ( Victor Valentim ) era a mistura do bom e trapaceiro, mas também com um mundo intenso dentro de si, apaixonado pela ex-esposa, e eternamente grato pela ex-namorada da mocidade.
A moça seduzida que consegue dar a volta por cima, a doce senhora que se entregou à loucura por não conseguir enfretar a desilusão amorosa, a garota perdida entre os egos dos pais, o amor da adolescência ( tão confuso e complexo, mas tão bonito....), a perseverança no mar das discórdias....
Fiquei imensamente comovida com o último capítulo, onde Marcela entrega seu amor ao homem de sua vida perdoando-o pelos erros cometidos em seu desespero por ver seu doce amor ir para os braços de outro. Eu não teria essa generosidade, e morreria infeliz. Realmente é necessário acreditar no amor para que ele apareça de verdade, para que ele procrie, para que seja tocado.
A suavidade e a delicadeza da trama, na pregação de que o amor, independente da sua sexualidade ( tivemos dois casais de homossexuais: 1 masculino e 1 feminino ), do seu ponto de vista, das suas atitudes ( até a Luisa conseguiu ficar com alguém), da sua idade, sempre é possível encontrar alguém, desde que se esteja disposto a isso, desde que tenha coragem de assumi-lo perante o mundo e nem ligar para os outros apenas para a sua felicidade, sua harmonia.
O amor faz bem para a alma, para a pele, para a vida.
É sempre uma aventura.....
Eu acho que já me aventurei bastante, posso ter outras emoções, mas por hora curto a emoção dos outros... Adoro.
Acredito que sou otimista, que todo mundo tem que ter um amor, conhecer, sofrer, curtir, se deliciar, viver completamente....e depois, se acabar não vai fazer mal, pois foi intenso, profundo.
Gosto de filmes românticos, tristes e doces..... Tenho 3 que já assisti várias vezes: Dirty Dancing, O Diário de Uma Paixão e As Pontes de Madson.
Quando puderem assistam, são histórias lindas e profundas, amei.
Espero que eu tenha conseguido passar a minha visão da novela, e contagiar um pouco vocês...
Um beijo e uma doce semana.
Vou sentir falta da minha novela predileta...
Não se esqueçam: acalentem o Amor, vale a pena.
A novela veio com a promessa de um remake.
No início queria ver por conta dos principais: Jaque Leclair e Victor Valetin, anteriormente representados por Reginaldo Farias e Luís Gustavo, e nesta versão, por Alexandre Borges e Murilo Benicio. Eu não acreditava que pudessem dar conta do recado. Que surpresa a minha!!!
Acompanhei a novela, perdendo alguns capítulos eventualmente, só para dizer que eu não era obcecada ( kkkk), não sei a quem eu queria enganar.
Bom, por partes:
- esqueci que se tratava de uma novela baseada em outra dos anos 80, ótimas novelas foram vinculadas nessa década.
- a novela em questão era uma junção de duas ( TI TI TI e Plumas e Paêtes), o que promoveu um dinamismo à trama que não estávamos esperando, toda novela tem um período de marasmo,
- e claro, a moda estava em foco, mas nos bastidores, o que deu o encantamento à trama foi o amor....
E é sobre isso que quero falar: O AMOR
Sou muito romântica, mais do que gostaria e vendo na tela de TV os personagens em dramas sentimentais tão parecidos com os que eu vivi ou possa vir a viver, me comovia.
Lógico que tinha os vilões, sem eles não valorizamos as coisas boas, queremos matá-los, mas na ficção eles podem aparecer.
Minha personagem preferida era a Marcela. Uma moça tão doce e determinada, tão correta e dividida entre o amor de dois homens, que ela amava de formas diferentes.
O Ariclenes ( Victor Valentim ) era a mistura do bom e trapaceiro, mas também com um mundo intenso dentro de si, apaixonado pela ex-esposa, e eternamente grato pela ex-namorada da mocidade.
A moça seduzida que consegue dar a volta por cima, a doce senhora que se entregou à loucura por não conseguir enfretar a desilusão amorosa, a garota perdida entre os egos dos pais, o amor da adolescência ( tão confuso e complexo, mas tão bonito....), a perseverança no mar das discórdias....
Fiquei imensamente comovida com o último capítulo, onde Marcela entrega seu amor ao homem de sua vida perdoando-o pelos erros cometidos em seu desespero por ver seu doce amor ir para os braços de outro. Eu não teria essa generosidade, e morreria infeliz. Realmente é necessário acreditar no amor para que ele apareça de verdade, para que ele procrie, para que seja tocado.
A suavidade e a delicadeza da trama, na pregação de que o amor, independente da sua sexualidade ( tivemos dois casais de homossexuais: 1 masculino e 1 feminino ), do seu ponto de vista, das suas atitudes ( até a Luisa conseguiu ficar com alguém), da sua idade, sempre é possível encontrar alguém, desde que se esteja disposto a isso, desde que tenha coragem de assumi-lo perante o mundo e nem ligar para os outros apenas para a sua felicidade, sua harmonia.
O amor faz bem para a alma, para a pele, para a vida.
É sempre uma aventura.....
Eu acho que já me aventurei bastante, posso ter outras emoções, mas por hora curto a emoção dos outros... Adoro.
Acredito que sou otimista, que todo mundo tem que ter um amor, conhecer, sofrer, curtir, se deliciar, viver completamente....e depois, se acabar não vai fazer mal, pois foi intenso, profundo.
Gosto de filmes românticos, tristes e doces..... Tenho 3 que já assisti várias vezes: Dirty Dancing, O Diário de Uma Paixão e As Pontes de Madson.
Quando puderem assistam, são histórias lindas e profundas, amei.
Espero que eu tenha conseguido passar a minha visão da novela, e contagiar um pouco vocês...
Um beijo e uma doce semana.
Vou sentir falta da minha novela predileta...
Não se esqueçam: acalentem o Amor, vale a pena.
VOCÊ, O FENÔMENO
Às vezes fico pensando como as coisas são estranhas e sem um pingo de coerência....
Ronaldo, o Fenômeno, se aposentou há algumas semanas. Houve uma comoção, uma indignação geral, muita choradeira. Afinal o ídolo está doente, tem dores horríveis no joelho e não consegue perder peso devido ao hiportiroidismo. Pobre Ronaldo....
Realmente é digno de compaixão, mesmo que tenha todo o atendimento disponível, toda a estrutura para ser cuidado e se cuidar.
Sua aposentadoria, após os anos trabalhados, deve ser milionária, mas são detalhes, afinal ele deu tanta alegria aos brasileiros...
E o povo brasileiro pára sua vida para se emocionar com a história de seu ídolo, mas não olha para a sua própria história.
Vamos fazer um parâmetro:
Ronaldo trabalhou uns 15 anos, fazendo o que gosta e ganhou milhões de reais e dólares, acidentou-se durante o trabalho, ficou afastado meses, fez cirurgia, depois fisioterapia, medicamentos e afins.
Quando perceberam que após todos os tratamentos ele não se recuperaria, foi vendido para o Brasil, onde os brasileiros o recebe de braços abertos ( que honra.....o Ronaldo de novo em times brasileiros). Fechou contrato com um dos maiores times brasileiros, mas claro que não conseguiria honrá-lo, e quando a torcida, que queria muito de um Ronaldo que não poderia dar quase nada, resolve se aposentar.
Agora “nóis”, o povão:
Trabalhamos no mínimo 25 anos, durante basicamente 8 horas por dia, 5 ou 6 dias por semana, tudo monitorado bem de perto pelos superiores. Nem sempre gostamos da profissão que escolhemos, mas temos que por dinheiro dentro de casa, não dá para esperar se realizar no sonho da vida.
Caso nos acidentemos , tem que ir até o INSS, aguardar a perícia, dependendo do caso, se você tiver convênio médico, pode receber atendimento paralelo e retornar ao trabalho mais rápido, caso contrário vai enfrentar os postos de saúde ou os atendimentos públicos emergenciais, pode ser rápido , mas pode demorar.
Enquanto isso, você e sua família serão prejudicados, se após 15 dias, você não puder retornar ao trabalho, terá que entrar na “caixa” e dependendo do tempo que ficar nela, da empresa que estiver trabalhando ou do cargo que ocupar, após o prazo legal poderá ser dispensado dos seu trabalho.
Olhando para essa exposição, será que você realmente acha que o fenômeno é o Ronaldo?
O real fenômeno é você, somos nós, que dia a dia, temos que matar um leão para conservar o emprego, dois leões para ter comida na mesa e pagar todas as despesas que só aumentam neste País governado por Robins Hoods às avessas.
Levantar cedo, espremer-se em transporte público lotado ou ficar horas e horas parados em congestionamento, perdendo vida e achando que está tudo normal. Passar horas desenvolvendo nossas funções, engolindo sapo, rezando para o fim do dia, da semana, do mês, do ano chegar para recebermos o salário e às vezes um aumento, que normalmente já está comprometido pelo aumento das despesas .
Minha indignação (?) não é contra o Ronaldo, mas sim contra os valores que adotamos como nosso. Será que seremos um País de Robins Hoods para o resto da vida, com valores distorcidos e falsos heróis?
Em breve, pessoas que ralaram para chegar em um nível intermediário financeiramente não terão espaço neste país, pois as bases dominarão os estudos particulares por conta das infinitas bolsas oferecidas a eles e os estudos públicos serão destinados às classes superiores.
Não vamos saber o que é melhor para os nossos filhos, e muitas vezes nem para nós mesmos, mas precisamos aprender e tenho fé que aprenderemos.
Não critico o Ronaldo em si, ele tem a vida dele, já que deram oportunidade, ele agarrou, mas nós brasileiros em geral temos que aprender que o País em que vivemos é muito mais do que Futebol, Carnaval e Bolsas Beneficentes.
É necessário criar dignidade e respeito num País com tantas possibilidades.
E, por favor, reflitam antes de me criticarem.....
Beijos a todos....
Ronaldo, o Fenômeno, se aposentou há algumas semanas. Houve uma comoção, uma indignação geral, muita choradeira. Afinal o ídolo está doente, tem dores horríveis no joelho e não consegue perder peso devido ao hiportiroidismo. Pobre Ronaldo....
Realmente é digno de compaixão, mesmo que tenha todo o atendimento disponível, toda a estrutura para ser cuidado e se cuidar.
Sua aposentadoria, após os anos trabalhados, deve ser milionária, mas são detalhes, afinal ele deu tanta alegria aos brasileiros...
E o povo brasileiro pára sua vida para se emocionar com a história de seu ídolo, mas não olha para a sua própria história.
Vamos fazer um parâmetro:
Ronaldo trabalhou uns 15 anos, fazendo o que gosta e ganhou milhões de reais e dólares, acidentou-se durante o trabalho, ficou afastado meses, fez cirurgia, depois fisioterapia, medicamentos e afins.
Quando perceberam que após todos os tratamentos ele não se recuperaria, foi vendido para o Brasil, onde os brasileiros o recebe de braços abertos ( que honra.....o Ronaldo de novo em times brasileiros). Fechou contrato com um dos maiores times brasileiros, mas claro que não conseguiria honrá-lo, e quando a torcida, que queria muito de um Ronaldo que não poderia dar quase nada, resolve se aposentar.
Agora “nóis”, o povão:
Trabalhamos no mínimo 25 anos, durante basicamente 8 horas por dia, 5 ou 6 dias por semana, tudo monitorado bem de perto pelos superiores. Nem sempre gostamos da profissão que escolhemos, mas temos que por dinheiro dentro de casa, não dá para esperar se realizar no sonho da vida.
Caso nos acidentemos , tem que ir até o INSS, aguardar a perícia, dependendo do caso, se você tiver convênio médico, pode receber atendimento paralelo e retornar ao trabalho mais rápido, caso contrário vai enfrentar os postos de saúde ou os atendimentos públicos emergenciais, pode ser rápido , mas pode demorar.
Enquanto isso, você e sua família serão prejudicados, se após 15 dias, você não puder retornar ao trabalho, terá que entrar na “caixa” e dependendo do tempo que ficar nela, da empresa que estiver trabalhando ou do cargo que ocupar, após o prazo legal poderá ser dispensado dos seu trabalho.
Olhando para essa exposição, será que você realmente acha que o fenômeno é o Ronaldo?
O real fenômeno é você, somos nós, que dia a dia, temos que matar um leão para conservar o emprego, dois leões para ter comida na mesa e pagar todas as despesas que só aumentam neste País governado por Robins Hoods às avessas.
Levantar cedo, espremer-se em transporte público lotado ou ficar horas e horas parados em congestionamento, perdendo vida e achando que está tudo normal. Passar horas desenvolvendo nossas funções, engolindo sapo, rezando para o fim do dia, da semana, do mês, do ano chegar para recebermos o salário e às vezes um aumento, que normalmente já está comprometido pelo aumento das despesas .
Minha indignação (?) não é contra o Ronaldo, mas sim contra os valores que adotamos como nosso. Será que seremos um País de Robins Hoods para o resto da vida, com valores distorcidos e falsos heróis?
Em breve, pessoas que ralaram para chegar em um nível intermediário financeiramente não terão espaço neste país, pois as bases dominarão os estudos particulares por conta das infinitas bolsas oferecidas a eles e os estudos públicos serão destinados às classes superiores.
Não vamos saber o que é melhor para os nossos filhos, e muitas vezes nem para nós mesmos, mas precisamos aprender e tenho fé que aprenderemos.
Não critico o Ronaldo em si, ele tem a vida dele, já que deram oportunidade, ele agarrou, mas nós brasileiros em geral temos que aprender que o País em que vivemos é muito mais do que Futebol, Carnaval e Bolsas Beneficentes.
É necessário criar dignidade e respeito num País com tantas possibilidades.
E, por favor, reflitam antes de me criticarem.....
Beijos a todos....
quarta-feira, 2 de março de 2011
DEBRUÇADA NA JANELA
O tempo passa, às vezes devagar, às vezes depressa, mas sinto que certas coisas nunca mudam.
Acho que as pessoas são tão invandidas em suas vidas, tão magoadas, que acreditam que a história consiste em dar o troco, pois assim sentirão menos dor, mais fortes. Será verdade?
Ferir ao outro traz felicidade? Acredito que momentâneamente sim, mas depois de algum tempo tudo volta para onde estava e só a alma fica manchada pela tristeza e a raiva.
A necessidade de estar certo sempre, de querer indicar o caminho sem ao menos ser questionado sobre ele pode causar um certo mal estar nas pessoas, afinal cada um trilha o caminho que deseja, e compra com isso o direito da liberdade de escolha. Claro que não quer dizer que estará certo sempre, mas tem todo o direito de seguir por onde desejar, com os riscos que isso possa oferecer.
querer estar certo sempre significa apenas medo. Medo de tentar deixar a vida entrar pela janela e invadir sua alma, seu coração.
Não sou santa, e várias vezes senti essa coisa de querer vingança, de querer magoar a pessoa até ter certeza que sua alma estava sangrando como a minha sangrou, já tive ímpetos de querer esfolar alguém com a certeza absoluta de que isso me faria sentir melhor, mas hoje tenho certeza que não faria.
Nada pode melhorar a dor que se sente, somente o tempo e a vontade de seguir é que tem o dom de diminuir sentimentos ruins, ao ponto de exterminá-los.
Fiz as pazes com minhas bruxas, e decidi que posso ser melhor, afinal estamos aqui para isso. Fácil não é, exige muito mais do que boa vontade, exige acreditar em si, que pode fazer um mundo melhor, uma vida melhor ao menos para você.
Tenho observado a minha vida, e a certeza que tenho é que preciso dar a direção a ela, fazer dela minha de verdade, minha prioridade.
O primeiro passo é coberto de mudanças e de estratégia, mas vou aos poucos, conseguir. O importante é transformar meus sonhos em projetos e os projetos em realizações.
O que me barrava era o medo, mas ele se foi, e deu lugar a algo poderoso que eu não conhecia muito bem, um novo sentimento...DETERMINAÇÃO.
E para tudo isso aprendi: o que os outros estão fazendo não é problema meu, cada um tem direito de ser feliz ou infeliz como deseja.
Eu descobri o sabor da DESCOBERTA, se para os outros está bom ou ruim é problema deles, porque para mim o que importa no momento é dar um passo de cada vez, olhando bem qual o tamanho do passoa ser dado.
O importante não é o que estou fazendo, mas sim para quem estou fazendo e enquento manter este foco, estarei seguindo o caminho correto, sem incomodar ninguém e sem me abalar com as pedras que o caminho oferece.
Para vocês, boa reflexão e muitos beijos.
Meu maior desejo que sejam felizes.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
PARE TUDO!!!!! QUERO DESCER DESSE MUNDO LOUCO!!!
Não me sinto preconceituosa, e também não acho que sou a dona da verdade, mas quando algumas pessoas fazem coisas que acho decepcionantes ou vejo comportamentos que não concordo me sinto no direito de expor minha opinião.
Fico observando e acho que estou fora do conceito, afinal batalhei a vida toda porque queria ser independente, briguei várias vezes por achar que certos direitos me pertenciam, e claro tive que aprender que a vida não era do jeito que eu desejava que fosse, mas nunca fui acomodada.
Namorei 7 anos, e só fiquei grávida depois de casada, no momento que achei oportuno.
Queria mais e mais, mas me sentia velha aos 30 anos, então direcionei para a família.
Enquanto solteira viajei o quanto pude, “namorei” muito, queria viver tudo intensamente, queria achar meu caminho, ver meu destino, mas queria ser responsável somente por mim, em minha cabeça havia uma meta: viver, crescer e construir.
Não nego que perdi algumas oportunidades, na maioria das vezes por insegurança em outras realmente não sabia nem se estava no caminho certo. Hoje percebo que era muito nova, muito cheia de certezas que não tinham fundamentos. Tive que experimentar todas elas e muitas vezes engoli-las no café da manhã, almoço e jantar.
Não importa, aprendi e o resultado de tudo isso é uma mulher madura e certa de que nada é realmente real até que você passe pela situação, não dá para dizer que fulano e beltrano está errado ou certo, a vida cabe ser decidida por quem a vive.
Como todos sabem não sou perfeita, muito pelo contrário, tenho inúmeros defeitos e entre eles assisto BBB 11 e na última eliminação ( terça -feira, 25/01) vi várias cenas que fiquei chocada: os dois rapazes num agarramento, nuns beijos e abraços dignos de um casal, isso porque ambos são muito “machos”, cheios de músculos e caras e bocas, fiquei chocada. Se ainda fossem amigos de anos e anos, eu até dava um desconto, mas “amigos” de duas semanas????? Conta outra.
Por isso que dou o maior valor para os homossexuais. Pensa se não é muito mais sinal de hombridade assumir a homossexualidade?
Outra coisa: sempre fui muito curiosa, determinada, questionadora e atualmente tenho observado algumas coisas aqui e ali.
Como disse acima sempre quis me manter, sempre quis ser livre, nunca consegui olhar para um cara e pensar: “ ele é legal porque pode me sustentar”. Talvez estivesse errada, mas eu sempre tive a certeza que poderia me manter sozinha, depois da separação isto ficou mais forte e concluí que compro qualquer briga.
Observo essas meninas de hoje: 16 a 30 anos, muitas delas parecem estar esperando o príncipe encantado, ou quando o encontram e descobrem que ele é um sapão ( porque poucos não são ), se decepcionam e tentam salvar um relacionamento que não existe mais, às vezes nunca existiu, e deixam a tristeza invadir a alma.
Queria saber o que aconteceu, juro que queria.
Lógico, que dependendo da idade temos um sonho de conto de fadas, onde tudo dá certo , onde tem flores e pássaros e uma linda festa com vestido de gala, só que as coisas não param aí.
O amor é algo que deve ser cultivado dia a dia, exige paciência, bom senso, carinho, afeto, compreensão, afeição, entendimento e prazer e mesmo assim pode acabar um dia e não há pecado nisso, o tempo muda as pessoas e altera seus desejos, seus prazeres ( assista Divã e Sherek – 4 ) ) e ninguém é obrigado a conviver com ninguém, mas deve sempre ter o respeito pelo outro e acima de tudo o respeito por si.
Digo a quantos ventos quiserem ouvir que nasci bem pouco para o casamento e muito para ter filhos. Talvez porque filhos fascinam, nascem de dentro de você, são seus tesouros; marido exige muita paciência e toda a receita acima, além do que percebi que sou como pássaro...preciso voar para ser feliz.
Tenho a sensação que algumas meninas não pensam assim, acreditam que o casamento pode mantê-las felizes, sem nenhuma dedicação a mais, e filhos complementam isso, mas depois acabam se desenganado e se desesperam ao perceber que tudo não é tão lindo como imaginava.
Num país onde o custo de vida é caríssimo e que temos que batalhar muito para ter qualquer coisa e dar o melhor para nossos filhos não tenho tanta certeza disso....mas existem as bolsas.....outra coisa que também não acredito, não concordo.
Talvez eu esteja errada, mas espero que meus filhos tenham uma cabeça parecida com a minha e consigam seus objetivos, antes de terem um envolvimento sério e ter filhos.
Porque é muito bom tê-los, mas temos que curtir, que cuidar, que amar, educar, e eles não tem manual e também não são como bonecas, são pessoinhas com vontade própria e a cada geração muito mais espertos do que a gente, desafiadores, mais difíceis de controlar, mais difíceis de aceitar, já que entram em confronto sempre.
Pois é, ando assim meio desanimada e triste com essa geração que reavivou o “golpe da barriga”, que mata e morre por decepção amorosa, que espanca por amor, e nega o direito ao próximo de ser feliz sem perceber que viver ao lado de uma pessoa infeliz gera apenas tristeza para todos.
Por isso que quero descer, preciso de um mundo mais coerente, afinal de contas não é por esse motivo que somos racionais?
Um beijo a todos.....
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