Gosto de falar de assuntos que passam despercebidos aos olhos diariamente, mas que sempre estão lá, e minha intenção é compartilhar com vcs.
sábado, 30 de abril de 2011
OUTRO DIA ENTRE AMIGOS
Quando perguntam por que tenho tanta determinação em reunir amigos de 20 e poucos anos atrás não consigo precisar o motivo, simplesmente comprei a idéia.
Talvez tenha sido um desafio ou algo para preencher minha vida, meus espaços, ou o que acredito ser o real motivo do meu desejo de rever pessoas tão queridas: buscar, no passado, a minha real identidade.
Tive uma época boa na escola, tranqüila, mas com a emoção contida, com uma certa sensação de inadequação, como se eu não devesse estar ali, mas sempre quis estar, sempre quis participar, mesmo fazendo pouco, queria estar no meio.
Muitas vezes me frustrava por não ter tido a melhor idéia, o melhor trabalho, a melhor nota, mas nestes momentos sempre contei com a amizade das pessoas e com o carinho que tinham por mim ( carinho que às vezes eu não reconhecia ).
Ajudar sempre foi a melhor maneira de retribuir ou de conquistar.... E não posso negar que usei e abusei dessa vontade. Adora ajudar a achar os caminhos, a desvendar como chegar, a procurar, vasculhar.....Ah, como era bom!!!!
Sair da escola teve um sentimento duplo: medo e satisfação.
O medo sempre em primeiro lugar porque o desconhecido sempre e sempre assombra e a satisfação era por ter conseguido chegar ao fim de uma trajetória.
Teci meus caminhos, não posso negar a falta de habilidade com os buracos que surgiram, mas fui seguindo, remendando ali e costurando ali, mas sempre em frente.
Aos poucos me descobri alguém onde os sentimentos transbordavam, e muitas vezes vazavam, deixando um vazio, uma abertura na alma.
A determinação me guiava e reforço que não foi nada além dela que me fez comprar a idéia e o desejo da Paty B. e ir atrás destas pessoas que foram motivo da minha admiração e foco da minha saudade.
Estamos no 7º Encontro de Ex-Ennianos e o que sinto é basicamente o que senti no 1º. Muita expectativa, muita vontade de dar certo e muita saudade entre todos.
Os olhares e as conversas refletem isso, nos faz pensar: “ por que não aconteceu antes ? “, mas tudo tem seu tempo, tudo tem suas possibilidades.
Eu estou feliz. E essa sensação sempre me invade após um encontro tão bem sucedido como foi o último e quando paro para olhar as fotos e relembrar os momentos vividos a sensação que me invade é a da mais pura emoção, da mais pura felicidade.
De certa forma me sinto ajudando os amigos novamente, desta vez a reatar laços perdidos, relembrar emoções vividas e restabelecer o que o tempo tentou mas não conseguiu acabar.
E é assim. Se dá trabalho? Claro que dá. Tudo que fazemos com amor e dedicação nos dá trabalho, mas a satisfação depois compensa qualquer trabalho.
Eu recomendo a vocês experimentem a sensação de rever amigos queridos, nada no mundo é tão satisfatório.
Beijos a todos.
domingo, 20 de março de 2011
A MENSAGEM DEIXADA POR TI TI TI
Não sou noveleira, dessas que necessitam de 5 doses diárias de histórias alheias para poder sobreviver, mas gosto de um folhetim quando bem contado e foi assim com TI TI TI.
A novela veio com a promessa de um remake.
No início queria ver por conta dos principais: Jaque Leclair e Victor Valetin, anteriormente representados por Reginaldo Farias e Luís Gustavo, e nesta versão, por Alexandre Borges e Murilo Benicio. Eu não acreditava que pudessem dar conta do recado. Que surpresa a minha!!!
Acompanhei a novela, perdendo alguns capítulos eventualmente, só para dizer que eu não era obcecada ( kkkk), não sei a quem eu queria enganar.
Bom, por partes:
- esqueci que se tratava de uma novela baseada em outra dos anos 80, ótimas novelas foram vinculadas nessa década.
- a novela em questão era uma junção de duas ( TI TI TI e Plumas e Paêtes), o que promoveu um dinamismo à trama que não estávamos esperando, toda novela tem um período de marasmo,
- e claro, a moda estava em foco, mas nos bastidores, o que deu o encantamento à trama foi o amor....
E é sobre isso que quero falar: O AMOR
Sou muito romântica, mais do que gostaria e vendo na tela de TV os personagens em dramas sentimentais tão parecidos com os que eu vivi ou possa vir a viver, me comovia.
Lógico que tinha os vilões, sem eles não valorizamos as coisas boas, queremos matá-los, mas na ficção eles podem aparecer.
Minha personagem preferida era a Marcela. Uma moça tão doce e determinada, tão correta e dividida entre o amor de dois homens, que ela amava de formas diferentes.
O Ariclenes ( Victor Valentim ) era a mistura do bom e trapaceiro, mas também com um mundo intenso dentro de si, apaixonado pela ex-esposa, e eternamente grato pela ex-namorada da mocidade.
A moça seduzida que consegue dar a volta por cima, a doce senhora que se entregou à loucura por não conseguir enfretar a desilusão amorosa, a garota perdida entre os egos dos pais, o amor da adolescência ( tão confuso e complexo, mas tão bonito....), a perseverança no mar das discórdias....
Fiquei imensamente comovida com o último capítulo, onde Marcela entrega seu amor ao homem de sua vida perdoando-o pelos erros cometidos em seu desespero por ver seu doce amor ir para os braços de outro. Eu não teria essa generosidade, e morreria infeliz. Realmente é necessário acreditar no amor para que ele apareça de verdade, para que ele procrie, para que seja tocado.
A suavidade e a delicadeza da trama, na pregação de que o amor, independente da sua sexualidade ( tivemos dois casais de homossexuais: 1 masculino e 1 feminino ), do seu ponto de vista, das suas atitudes ( até a Luisa conseguiu ficar com alguém), da sua idade, sempre é possível encontrar alguém, desde que se esteja disposto a isso, desde que tenha coragem de assumi-lo perante o mundo e nem ligar para os outros apenas para a sua felicidade, sua harmonia.
O amor faz bem para a alma, para a pele, para a vida.
É sempre uma aventura.....
Eu acho que já me aventurei bastante, posso ter outras emoções, mas por hora curto a emoção dos outros... Adoro.
Acredito que sou otimista, que todo mundo tem que ter um amor, conhecer, sofrer, curtir, se deliciar, viver completamente....e depois, se acabar não vai fazer mal, pois foi intenso, profundo.
Gosto de filmes românticos, tristes e doces..... Tenho 3 que já assisti várias vezes: Dirty Dancing, O Diário de Uma Paixão e As Pontes de Madson.
Quando puderem assistam, são histórias lindas e profundas, amei.
Espero que eu tenha conseguido passar a minha visão da novela, e contagiar um pouco vocês...
Um beijo e uma doce semana.
Vou sentir falta da minha novela predileta...
Não se esqueçam: acalentem o Amor, vale a pena.
A novela veio com a promessa de um remake.
No início queria ver por conta dos principais: Jaque Leclair e Victor Valetin, anteriormente representados por Reginaldo Farias e Luís Gustavo, e nesta versão, por Alexandre Borges e Murilo Benicio. Eu não acreditava que pudessem dar conta do recado. Que surpresa a minha!!!
Acompanhei a novela, perdendo alguns capítulos eventualmente, só para dizer que eu não era obcecada ( kkkk), não sei a quem eu queria enganar.
Bom, por partes:
- esqueci que se tratava de uma novela baseada em outra dos anos 80, ótimas novelas foram vinculadas nessa década.
- a novela em questão era uma junção de duas ( TI TI TI e Plumas e Paêtes), o que promoveu um dinamismo à trama que não estávamos esperando, toda novela tem um período de marasmo,
- e claro, a moda estava em foco, mas nos bastidores, o que deu o encantamento à trama foi o amor....
E é sobre isso que quero falar: O AMOR
Sou muito romântica, mais do que gostaria e vendo na tela de TV os personagens em dramas sentimentais tão parecidos com os que eu vivi ou possa vir a viver, me comovia.
Lógico que tinha os vilões, sem eles não valorizamos as coisas boas, queremos matá-los, mas na ficção eles podem aparecer.
Minha personagem preferida era a Marcela. Uma moça tão doce e determinada, tão correta e dividida entre o amor de dois homens, que ela amava de formas diferentes.
O Ariclenes ( Victor Valentim ) era a mistura do bom e trapaceiro, mas também com um mundo intenso dentro de si, apaixonado pela ex-esposa, e eternamente grato pela ex-namorada da mocidade.
A moça seduzida que consegue dar a volta por cima, a doce senhora que se entregou à loucura por não conseguir enfretar a desilusão amorosa, a garota perdida entre os egos dos pais, o amor da adolescência ( tão confuso e complexo, mas tão bonito....), a perseverança no mar das discórdias....
Fiquei imensamente comovida com o último capítulo, onde Marcela entrega seu amor ao homem de sua vida perdoando-o pelos erros cometidos em seu desespero por ver seu doce amor ir para os braços de outro. Eu não teria essa generosidade, e morreria infeliz. Realmente é necessário acreditar no amor para que ele apareça de verdade, para que ele procrie, para que seja tocado.
A suavidade e a delicadeza da trama, na pregação de que o amor, independente da sua sexualidade ( tivemos dois casais de homossexuais: 1 masculino e 1 feminino ), do seu ponto de vista, das suas atitudes ( até a Luisa conseguiu ficar com alguém), da sua idade, sempre é possível encontrar alguém, desde que se esteja disposto a isso, desde que tenha coragem de assumi-lo perante o mundo e nem ligar para os outros apenas para a sua felicidade, sua harmonia.
O amor faz bem para a alma, para a pele, para a vida.
É sempre uma aventura.....
Eu acho que já me aventurei bastante, posso ter outras emoções, mas por hora curto a emoção dos outros... Adoro.
Acredito que sou otimista, que todo mundo tem que ter um amor, conhecer, sofrer, curtir, se deliciar, viver completamente....e depois, se acabar não vai fazer mal, pois foi intenso, profundo.
Gosto de filmes românticos, tristes e doces..... Tenho 3 que já assisti várias vezes: Dirty Dancing, O Diário de Uma Paixão e As Pontes de Madson.
Quando puderem assistam, são histórias lindas e profundas, amei.
Espero que eu tenha conseguido passar a minha visão da novela, e contagiar um pouco vocês...
Um beijo e uma doce semana.
Vou sentir falta da minha novela predileta...
Não se esqueçam: acalentem o Amor, vale a pena.
VOCÊ, O FENÔMENO
Às vezes fico pensando como as coisas são estranhas e sem um pingo de coerência....
Ronaldo, o Fenômeno, se aposentou há algumas semanas. Houve uma comoção, uma indignação geral, muita choradeira. Afinal o ídolo está doente, tem dores horríveis no joelho e não consegue perder peso devido ao hiportiroidismo. Pobre Ronaldo....
Realmente é digno de compaixão, mesmo que tenha todo o atendimento disponível, toda a estrutura para ser cuidado e se cuidar.
Sua aposentadoria, após os anos trabalhados, deve ser milionária, mas são detalhes, afinal ele deu tanta alegria aos brasileiros...
E o povo brasileiro pára sua vida para se emocionar com a história de seu ídolo, mas não olha para a sua própria história.
Vamos fazer um parâmetro:
Ronaldo trabalhou uns 15 anos, fazendo o que gosta e ganhou milhões de reais e dólares, acidentou-se durante o trabalho, ficou afastado meses, fez cirurgia, depois fisioterapia, medicamentos e afins.
Quando perceberam que após todos os tratamentos ele não se recuperaria, foi vendido para o Brasil, onde os brasileiros o recebe de braços abertos ( que honra.....o Ronaldo de novo em times brasileiros). Fechou contrato com um dos maiores times brasileiros, mas claro que não conseguiria honrá-lo, e quando a torcida, que queria muito de um Ronaldo que não poderia dar quase nada, resolve se aposentar.
Agora “nóis”, o povão:
Trabalhamos no mínimo 25 anos, durante basicamente 8 horas por dia, 5 ou 6 dias por semana, tudo monitorado bem de perto pelos superiores. Nem sempre gostamos da profissão que escolhemos, mas temos que por dinheiro dentro de casa, não dá para esperar se realizar no sonho da vida.
Caso nos acidentemos , tem que ir até o INSS, aguardar a perícia, dependendo do caso, se você tiver convênio médico, pode receber atendimento paralelo e retornar ao trabalho mais rápido, caso contrário vai enfrentar os postos de saúde ou os atendimentos públicos emergenciais, pode ser rápido , mas pode demorar.
Enquanto isso, você e sua família serão prejudicados, se após 15 dias, você não puder retornar ao trabalho, terá que entrar na “caixa” e dependendo do tempo que ficar nela, da empresa que estiver trabalhando ou do cargo que ocupar, após o prazo legal poderá ser dispensado dos seu trabalho.
Olhando para essa exposição, será que você realmente acha que o fenômeno é o Ronaldo?
O real fenômeno é você, somos nós, que dia a dia, temos que matar um leão para conservar o emprego, dois leões para ter comida na mesa e pagar todas as despesas que só aumentam neste País governado por Robins Hoods às avessas.
Levantar cedo, espremer-se em transporte público lotado ou ficar horas e horas parados em congestionamento, perdendo vida e achando que está tudo normal. Passar horas desenvolvendo nossas funções, engolindo sapo, rezando para o fim do dia, da semana, do mês, do ano chegar para recebermos o salário e às vezes um aumento, que normalmente já está comprometido pelo aumento das despesas .
Minha indignação (?) não é contra o Ronaldo, mas sim contra os valores que adotamos como nosso. Será que seremos um País de Robins Hoods para o resto da vida, com valores distorcidos e falsos heróis?
Em breve, pessoas que ralaram para chegar em um nível intermediário financeiramente não terão espaço neste país, pois as bases dominarão os estudos particulares por conta das infinitas bolsas oferecidas a eles e os estudos públicos serão destinados às classes superiores.
Não vamos saber o que é melhor para os nossos filhos, e muitas vezes nem para nós mesmos, mas precisamos aprender e tenho fé que aprenderemos.
Não critico o Ronaldo em si, ele tem a vida dele, já que deram oportunidade, ele agarrou, mas nós brasileiros em geral temos que aprender que o País em que vivemos é muito mais do que Futebol, Carnaval e Bolsas Beneficentes.
É necessário criar dignidade e respeito num País com tantas possibilidades.
E, por favor, reflitam antes de me criticarem.....
Beijos a todos....
Ronaldo, o Fenômeno, se aposentou há algumas semanas. Houve uma comoção, uma indignação geral, muita choradeira. Afinal o ídolo está doente, tem dores horríveis no joelho e não consegue perder peso devido ao hiportiroidismo. Pobre Ronaldo....
Realmente é digno de compaixão, mesmo que tenha todo o atendimento disponível, toda a estrutura para ser cuidado e se cuidar.
Sua aposentadoria, após os anos trabalhados, deve ser milionária, mas são detalhes, afinal ele deu tanta alegria aos brasileiros...
E o povo brasileiro pára sua vida para se emocionar com a história de seu ídolo, mas não olha para a sua própria história.
Vamos fazer um parâmetro:
Ronaldo trabalhou uns 15 anos, fazendo o que gosta e ganhou milhões de reais e dólares, acidentou-se durante o trabalho, ficou afastado meses, fez cirurgia, depois fisioterapia, medicamentos e afins.
Quando perceberam que após todos os tratamentos ele não se recuperaria, foi vendido para o Brasil, onde os brasileiros o recebe de braços abertos ( que honra.....o Ronaldo de novo em times brasileiros). Fechou contrato com um dos maiores times brasileiros, mas claro que não conseguiria honrá-lo, e quando a torcida, que queria muito de um Ronaldo que não poderia dar quase nada, resolve se aposentar.
Agora “nóis”, o povão:
Trabalhamos no mínimo 25 anos, durante basicamente 8 horas por dia, 5 ou 6 dias por semana, tudo monitorado bem de perto pelos superiores. Nem sempre gostamos da profissão que escolhemos, mas temos que por dinheiro dentro de casa, não dá para esperar se realizar no sonho da vida.
Caso nos acidentemos , tem que ir até o INSS, aguardar a perícia, dependendo do caso, se você tiver convênio médico, pode receber atendimento paralelo e retornar ao trabalho mais rápido, caso contrário vai enfrentar os postos de saúde ou os atendimentos públicos emergenciais, pode ser rápido , mas pode demorar.
Enquanto isso, você e sua família serão prejudicados, se após 15 dias, você não puder retornar ao trabalho, terá que entrar na “caixa” e dependendo do tempo que ficar nela, da empresa que estiver trabalhando ou do cargo que ocupar, após o prazo legal poderá ser dispensado dos seu trabalho.
Olhando para essa exposição, será que você realmente acha que o fenômeno é o Ronaldo?
O real fenômeno é você, somos nós, que dia a dia, temos que matar um leão para conservar o emprego, dois leões para ter comida na mesa e pagar todas as despesas que só aumentam neste País governado por Robins Hoods às avessas.
Levantar cedo, espremer-se em transporte público lotado ou ficar horas e horas parados em congestionamento, perdendo vida e achando que está tudo normal. Passar horas desenvolvendo nossas funções, engolindo sapo, rezando para o fim do dia, da semana, do mês, do ano chegar para recebermos o salário e às vezes um aumento, que normalmente já está comprometido pelo aumento das despesas .
Minha indignação (?) não é contra o Ronaldo, mas sim contra os valores que adotamos como nosso. Será que seremos um País de Robins Hoods para o resto da vida, com valores distorcidos e falsos heróis?
Em breve, pessoas que ralaram para chegar em um nível intermediário financeiramente não terão espaço neste país, pois as bases dominarão os estudos particulares por conta das infinitas bolsas oferecidas a eles e os estudos públicos serão destinados às classes superiores.
Não vamos saber o que é melhor para os nossos filhos, e muitas vezes nem para nós mesmos, mas precisamos aprender e tenho fé que aprenderemos.
Não critico o Ronaldo em si, ele tem a vida dele, já que deram oportunidade, ele agarrou, mas nós brasileiros em geral temos que aprender que o País em que vivemos é muito mais do que Futebol, Carnaval e Bolsas Beneficentes.
É necessário criar dignidade e respeito num País com tantas possibilidades.
E, por favor, reflitam antes de me criticarem.....
Beijos a todos....
quarta-feira, 2 de março de 2011
DEBRUÇADA NA JANELA
O tempo passa, às vezes devagar, às vezes depressa, mas sinto que certas coisas nunca mudam.
Acho que as pessoas são tão invandidas em suas vidas, tão magoadas, que acreditam que a história consiste em dar o troco, pois assim sentirão menos dor, mais fortes. Será verdade?
Ferir ao outro traz felicidade? Acredito que momentâneamente sim, mas depois de algum tempo tudo volta para onde estava e só a alma fica manchada pela tristeza e a raiva.
A necessidade de estar certo sempre, de querer indicar o caminho sem ao menos ser questionado sobre ele pode causar um certo mal estar nas pessoas, afinal cada um trilha o caminho que deseja, e compra com isso o direito da liberdade de escolha. Claro que não quer dizer que estará certo sempre, mas tem todo o direito de seguir por onde desejar, com os riscos que isso possa oferecer.
querer estar certo sempre significa apenas medo. Medo de tentar deixar a vida entrar pela janela e invadir sua alma, seu coração.
Não sou santa, e várias vezes senti essa coisa de querer vingança, de querer magoar a pessoa até ter certeza que sua alma estava sangrando como a minha sangrou, já tive ímpetos de querer esfolar alguém com a certeza absoluta de que isso me faria sentir melhor, mas hoje tenho certeza que não faria.
Nada pode melhorar a dor que se sente, somente o tempo e a vontade de seguir é que tem o dom de diminuir sentimentos ruins, ao ponto de exterminá-los.
Fiz as pazes com minhas bruxas, e decidi que posso ser melhor, afinal estamos aqui para isso. Fácil não é, exige muito mais do que boa vontade, exige acreditar em si, que pode fazer um mundo melhor, uma vida melhor ao menos para você.
Tenho observado a minha vida, e a certeza que tenho é que preciso dar a direção a ela, fazer dela minha de verdade, minha prioridade.
O primeiro passo é coberto de mudanças e de estratégia, mas vou aos poucos, conseguir. O importante é transformar meus sonhos em projetos e os projetos em realizações.
O que me barrava era o medo, mas ele se foi, e deu lugar a algo poderoso que eu não conhecia muito bem, um novo sentimento...DETERMINAÇÃO.
E para tudo isso aprendi: o que os outros estão fazendo não é problema meu, cada um tem direito de ser feliz ou infeliz como deseja.
Eu descobri o sabor da DESCOBERTA, se para os outros está bom ou ruim é problema deles, porque para mim o que importa no momento é dar um passo de cada vez, olhando bem qual o tamanho do passoa ser dado.
O importante não é o que estou fazendo, mas sim para quem estou fazendo e enquento manter este foco, estarei seguindo o caminho correto, sem incomodar ninguém e sem me abalar com as pedras que o caminho oferece.
Para vocês, boa reflexão e muitos beijos.
Meu maior desejo que sejam felizes.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
PARE TUDO!!!!! QUERO DESCER DESSE MUNDO LOUCO!!!
Não me sinto preconceituosa, e também não acho que sou a dona da verdade, mas quando algumas pessoas fazem coisas que acho decepcionantes ou vejo comportamentos que não concordo me sinto no direito de expor minha opinião.
Fico observando e acho que estou fora do conceito, afinal batalhei a vida toda porque queria ser independente, briguei várias vezes por achar que certos direitos me pertenciam, e claro tive que aprender que a vida não era do jeito que eu desejava que fosse, mas nunca fui acomodada.
Namorei 7 anos, e só fiquei grávida depois de casada, no momento que achei oportuno.
Queria mais e mais, mas me sentia velha aos 30 anos, então direcionei para a família.
Enquanto solteira viajei o quanto pude, “namorei” muito, queria viver tudo intensamente, queria achar meu caminho, ver meu destino, mas queria ser responsável somente por mim, em minha cabeça havia uma meta: viver, crescer e construir.
Não nego que perdi algumas oportunidades, na maioria das vezes por insegurança em outras realmente não sabia nem se estava no caminho certo. Hoje percebo que era muito nova, muito cheia de certezas que não tinham fundamentos. Tive que experimentar todas elas e muitas vezes engoli-las no café da manhã, almoço e jantar.
Não importa, aprendi e o resultado de tudo isso é uma mulher madura e certa de que nada é realmente real até que você passe pela situação, não dá para dizer que fulano e beltrano está errado ou certo, a vida cabe ser decidida por quem a vive.
Como todos sabem não sou perfeita, muito pelo contrário, tenho inúmeros defeitos e entre eles assisto BBB 11 e na última eliminação ( terça -feira, 25/01) vi várias cenas que fiquei chocada: os dois rapazes num agarramento, nuns beijos e abraços dignos de um casal, isso porque ambos são muito “machos”, cheios de músculos e caras e bocas, fiquei chocada. Se ainda fossem amigos de anos e anos, eu até dava um desconto, mas “amigos” de duas semanas????? Conta outra.
Por isso que dou o maior valor para os homossexuais. Pensa se não é muito mais sinal de hombridade assumir a homossexualidade?
Outra coisa: sempre fui muito curiosa, determinada, questionadora e atualmente tenho observado algumas coisas aqui e ali.
Como disse acima sempre quis me manter, sempre quis ser livre, nunca consegui olhar para um cara e pensar: “ ele é legal porque pode me sustentar”. Talvez estivesse errada, mas eu sempre tive a certeza que poderia me manter sozinha, depois da separação isto ficou mais forte e concluí que compro qualquer briga.
Observo essas meninas de hoje: 16 a 30 anos, muitas delas parecem estar esperando o príncipe encantado, ou quando o encontram e descobrem que ele é um sapão ( porque poucos não são ), se decepcionam e tentam salvar um relacionamento que não existe mais, às vezes nunca existiu, e deixam a tristeza invadir a alma.
Queria saber o que aconteceu, juro que queria.
Lógico, que dependendo da idade temos um sonho de conto de fadas, onde tudo dá certo , onde tem flores e pássaros e uma linda festa com vestido de gala, só que as coisas não param aí.
O amor é algo que deve ser cultivado dia a dia, exige paciência, bom senso, carinho, afeto, compreensão, afeição, entendimento e prazer e mesmo assim pode acabar um dia e não há pecado nisso, o tempo muda as pessoas e altera seus desejos, seus prazeres ( assista Divã e Sherek – 4 ) ) e ninguém é obrigado a conviver com ninguém, mas deve sempre ter o respeito pelo outro e acima de tudo o respeito por si.
Digo a quantos ventos quiserem ouvir que nasci bem pouco para o casamento e muito para ter filhos. Talvez porque filhos fascinam, nascem de dentro de você, são seus tesouros; marido exige muita paciência e toda a receita acima, além do que percebi que sou como pássaro...preciso voar para ser feliz.
Tenho a sensação que algumas meninas não pensam assim, acreditam que o casamento pode mantê-las felizes, sem nenhuma dedicação a mais, e filhos complementam isso, mas depois acabam se desenganado e se desesperam ao perceber que tudo não é tão lindo como imaginava.
Num país onde o custo de vida é caríssimo e que temos que batalhar muito para ter qualquer coisa e dar o melhor para nossos filhos não tenho tanta certeza disso....mas existem as bolsas.....outra coisa que também não acredito, não concordo.
Talvez eu esteja errada, mas espero que meus filhos tenham uma cabeça parecida com a minha e consigam seus objetivos, antes de terem um envolvimento sério e ter filhos.
Porque é muito bom tê-los, mas temos que curtir, que cuidar, que amar, educar, e eles não tem manual e também não são como bonecas, são pessoinhas com vontade própria e a cada geração muito mais espertos do que a gente, desafiadores, mais difíceis de controlar, mais difíceis de aceitar, já que entram em confronto sempre.
Pois é, ando assim meio desanimada e triste com essa geração que reavivou o “golpe da barriga”, que mata e morre por decepção amorosa, que espanca por amor, e nega o direito ao próximo de ser feliz sem perceber que viver ao lado de uma pessoa infeliz gera apenas tristeza para todos.
Por isso que quero descer, preciso de um mundo mais coerente, afinal de contas não é por esse motivo que somos racionais?
Um beijo a todos.....
sábado, 27 de novembro de 2010
CAVIAR X ARROZ E FEIJÃO
Vinte e um anos se passaram desde a minha formatura do 3º Colegial ( em 1989 ) e tanta coisa se perdeu.
Valores foram deteriorados, jogados no lixo, respeito inexiste. Sonhos? Só virtuais em alguma página da web.
Olhando de onde estou, só consigo enxergar um mundo de cotas, rodeadas de pessoas perdidas, sem direção, sem esperança, sem aspirações, sem sonhos, pobres de espírito.
Posso estar saudosista, mas acho que ando olhando através de um binóculo. O mundo mudou e tão para pior...é de entristecer.
Sou de um tempo que a gente ralava na escola para passar de ano. Todo mundo achava que eu era inteligente, mas eu digo, nunca fui ! Estudava como uma condenada, um mês antes já estava lá: cara nos livros. Fazia e refazia os exercícios quantas vezes fossem necessárias para aprender. E aí de mim se não passasse de ano!!!! Nunca quis descobrir o que aconteceria.
Aprendi muito com a postura dos professores, suas opiniões, seus comportamentos, suas direções, seus gostos.
Eu os admirava, alguns mais, outros menos.
Não aprendi a sonhar com eles, porque isso eu sabia fazer sozinha, mas aprendi a colori-los com cores fortes, cores claras, cores doces....
Aprendi a dar contorno e posicioná-los aos poucos. Muitos quiseram matá-los, com medo que eu me machucasse, tirar os contornos porque a vida é muito cruel, apagar as cores para que eu não tivesse ilusões. Para eles, o preto e branco eram as cores ideais, para mim não eram o suficiente para preencher minha alma, para colori-la.
Pensando em um fato que me foi narrado durante o 6º encontro de ex-ennianos, resolvi escrever sobre, pois percebi que há mais de 20 anos atrás a pontinha do que seria a educação já estava surgindo.
Dois professores do quadro da escola pública em que eu estudava conversavam e um deles disse à professora em determinado ponto, que ela servia “caviar” aos alunos ( se referindo ao conteúdo que ela oferecia), e que nós ( alunos ), estávamos acostumados à “arroz e feijão”. Ao que a professora respondeu que o “caviar” existia e poderia ser provado por todos, se iam gostar ou não era uma questão a parte.
Eu acredito que esta seja a diferença crucial hoje em dia na educação. Os profissionais se contentam com o arroz e o servem da forma como acham melhor. Eu não trabalho na educação. Só vejo seus reflexos, por aqui e por ali.
É lógico que a culpa não é só dos professores, existe uma tendência dos pais a não participarem, a dar voz ao aluno, e não ao responsável pela sua educação intelectual.
De incumbir a escola das responsabilidades que eram suas: respeito aos mais velhos, como se comportar em público e em casa, o que deve ou não fazer entre tantas outras coisas, a base da educação e pronto.
Mas os professores precisam ter fé, eu imagino, através dos noticiários, o quanto seja difícil, mas nada é impossível.
Ouço, ainda agora, a dona Olga, em uma visita que fez na nossa sala, onde disse: “..O estudo é a melhor forma de derrotar os maus políticos. Quando você sabe o que escreve, lê o que eles fazem, você é a arma mais poderosa para cobrá-los, e intimidá-los.”
E quem pode ajudar? Quem tem a faca e o queijo na mão: os professores, os mestres. Precisam ir para a sala de aula e cumprir o papel, eu tenho certeza que alguém vai sugar seu conhecimento e aí a semente está plantada. Difícil???? Com certeza. Se fosse fácil, não teria recompensa.
Minha geração, ao menos da escola, é o resultado da briga entre o arroz e feijão X caviar.
Ainda somos do tempo em que tudo era simples, mais gostoso e que as pessoas se preocupavam com as outras, se preocupavam, se respeitavam.
Brigas não eram bem vindas, eram separadas pelos amigos. Afinal éramos uma família.
Eu acho que fomos salvos, talvez por pais mais presentes, talvez por professores mais dedicados, mais humanos.
Fomos salvos também pela determinação de pessoas, que apesar de dar aulas em escola do Estado, para alunos que não dispunham de recursos financeiros, mas tinham potencial. Todos temos, mas às vezes não sabemos, precisamos de alguém que nos alerte, que acredite e nos faça ver e realizar.
Hoje em dia, tenho a impressão que se desiste antes de começar.
Alunos não tem porque lutar...Não se repete mais, aprender é quase facultativo.
Professores não tem voz ativa, passam programas, sem se importar com o conteúdo, erram a matéria e se confundem com verbos, acentos; mas para que se preocupar? Ninguém está vendo.....
Diretores não tomam nenhuma atitude para diferenciar, para incentivar os alunos a serem diferentes, mas para melhor sempre.
Hoje em dia eu sinto o ensino muito fraco, na UTI, principalmente o público.
Fico muito entristecida com essas coisas.
Claro que existem guerreiros e guerreiras é verdade, estes tem todo seu valor e precisam ter força para continuar.
Mas será preciso muito deles para salvar o que está quase perdido.
Eu tive vários guerreiros na escola, dois ao meu lado em casa, e um bem dentro de mim, não tinha como ser diferente.
Meu pai sempre dizia: que o conhecimento era a única coisa que ninguém pode nos tirar, não ocupa espaço e pode desvendar um mundo novo.....
Eu acredito e acreditei em cada palavra. Posso não ser uma grande empresária, uma pessoa famosa, ou de grande projeção, mas eu garanto que todo o conhecimento que eu tenho eu divido, e dessa forma , o multiplico, e vou distribuindo um tiquinho do caviar que recebi.
E assim vou aumentando a minha caixinha de conhecimentos.
E agradeço muito àqueles que insistiram em me servir “caviar” , eu também acredito que eles não se arrependeram .
E sugiro a todos que acreditem, tenham fé, todos temos um dom, só temos que descobrir qual é....
Beijos a todos.....
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A FOTOGRÁFA
O mundo da fotografia é fabuloso.
Li no site de um amigo que “ a fotografia é o dom de imortalizar momentos...”. eu diria que essa é a frase que se aproxima mais do efeito que as fotos exercem sobre nós.
Durante os eventos que tenho organizado é quase sempre a mesma coisa: o pessoal vai chegando, meio tímido, meio receoso e já recebe o primeiro flash, aí papo vai, papo vem e todos vão se entrosando e a conversa fluindo, e nessa fase já nem percebem a presença dela, que captura cada momento, cada gesto, cada sorriso, a descontração, a emoção....
Na minha família todas estudamos no Ennio, basicamente os mesmos professores, a mesma doutrina.....A emoção do reencontro também é a mesma.
A Kelly sempre ajuda na parte de recepção de convidados, pois o pessoal dela também sempre comparece, somos as anfitriãs, e também participamos da mão-de-obra, servimos, repomos, dividimos o trabalho, a correria e o nervosismo e claro o bate papo.
A Rose fica por trás das câmeras, literalmente.
Ouve as histórias, eterniza os momentos, consegue fotos que ninguém tem.
Já me confidenciou que às vezes nem consegue enxergar o que está fotografando por causa da emoção.
Foi assim no encontro com a Dona Olga, mas não deixa sua função de lado...NUNCA.
E olha que função: costuma trabalhar com 2 a 3 câmeras e bate as fotos de uma vez, todas perfeitas.....Não é o máximo? Profissa, queridos.
Muito obrigada, irmãzinha, por comprar a idéia, e junto com a gente participar das loucuras que inventamos......
Beiju.....
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